You are currently browsing posts tagged ‘viagens no tempo’

A Mulher do Viajante do Tempo

posted in: Livros (Tags: , , , , , , , ) - 17 Comments

O Rato de Biblioteca está participando da Blogagem Coletiva: Meu melhor livro do ano, organizada pelo escritor e blogueiro William Lial.

No meu caso foi uma releitura. Já havia lido “The Time Traveller´s Wife” e o reli este ano. Não sei se foi o melhor livro que li, mas certamente gostei muito dele, mais ainda na segunda leitura. Na primeira vez li rapidamente, envolvida pela história, que é mesmo muito interessante. Ao relê-lo, como eu já sabia o que iria acontecer, fui saboreando cada capítulo e a leitura foi ainda mais gostosa.

O livro é muito bem escrito e estruturado, com muitos detalhes que percebemos apenas da segunda vez que o lemos. Gostei muito do recurso de dividir a narrativa entre o casal; apesar de não ser um recurso narrativo inédito, funcionou muito bem neste caso, pois vemos os pontos de vista de ambos e podemos saber tudo o que acontece enquanto Henry está ausente, em outra época.

Boa leitura, e não deixem de conferir no blog do William Lial os links para os outros blogs participantes da Blogagem coletiva.

*     *     *

“Clare: É duro ser deixada para trás. Espero por Henry, sem saber onde ele está, imaginando se ele está bem. É difícil ser aquela que fica. (…)

Há muito tempo, os homens partiam para o mar e as mulheres esperavam por eles, paradas junto à água, examinando o horizonte à procura de um pequenino navio. Agora espero por Henry. Ele desaparece involuntariamente, sem aviso. Eu espero por ele. Cada momento de espera parece um ano, uma eternidade. Cada momento é lento e transparente como vidro. Em cada momento posso ver infinitos momentos alinhados, esperando. Por que ele foi para onde não posso segui-lo?”

Este é o primeiro romance de Audrey Niffenegger, artista plástica, escritora e professora de arte em uma Universidade de Chicago. Como adoro histórias sobre viagens no tempo, quando li um comentário sobre este livro em um fórum sobre literatura, pensei: “Quero lê-lo”. E já o li duas vezes. Da primeira vez, rapidamente, mergulhada na história e querendo saber mais, saber como as coisas aconteceriam, como iriam terminar. Da segunda vez li devagar, saboreando a história, sem querer que tudo terminasse.

O personagem principal, Henry De Tamble, é um bibliotecário em Chicago e fã de punk rock. Ele tem uma disfunção genética que o faz viajar involuntariamente no tempo para momentos significativos de sua vida, no passado e no futuro. Apesar de viajar no tempo e no espaço, ele não leva nada consigo, como roupas, dinheiro, objetos ou obturações dentárias. Ou seja, após momentos de estresse ele se vê nu e sozinho, em local e época desconhecidos (ou não). E sua sobrevivência depende de ele roubar, arrombar, mentir, esconder-se e, principalmente, correr.

A mulher do viajante do tempo é Clare Abshire, escultora. Quando conhece Henry, ela tem 6 anos e ele, 36. Ela o encontra em uma clareira da Campina, que é parte da propriedade da família de Clare em Michigan. Ao longo da infância e adolescência de Clare ela recebe muitas visitas de Henry, que se torna seu melhor amigo, e acaba se apaixonando por ele.

“Henry: estou na Campina, esperando. Espero um pouco longe da clareira, nu, porque as roupas que Clare mantém para mim em uma caixa não estão lá; a caixa também não está lá, e sou grato por esta ser uma bela tarde, talvez no início de setembro, em um ano não identificado. (…) Clare está contente, absorta. Ela deve ter seis anos, e se estamos em setembro ela deve ter acabado de começar a primeira série. Ela obviamente não espera por mim, sou um estranho, e estou certo que a primeira coisa que se aprende na primeira série é não dar confiança para estranhos que aparecem nus no seu local secreto favorito e sabem seu nome e lhe dizem para não contar nada à mamãe e ao papai. Imagino se este é o dia em que nos encontramos pela primeira vez.”

Quando Henry conheceu Clare, ela tinha 20 anos e ele, 28. Ela já o amava durante toda sua vida; ele não sabia nada sobre ela.

“Henry!” Quase não consigo evitar enlaçá-lo em meus braços. É óbvio que ele nunca me viu antes em sua vida.

“Nós nos conhecemos? Desculpe, eu não…” (…)

Eu tento explicar. “Sou Clare Abshire, eu o conheci quando era uma garotinha…” Estou perdida porque estou apaixonada por um homem que está parado à minha frente, sem nenhuma lembrança a meu respeito. Tudo está no futuro para ele. Sinto vontade de rir da estranheza de tudo isto, estou inundada de conhecimentos sobre Henry, enquanto ele me olha perplexo e temeroso. “

O livro é narrado alternadamente por Clare e Henry, e segue uma sequência cronológica peculiar; após narrar os primeiros encontros, seguimos pelo cotidiano de Clare e Henry no presente, com capítulos que contam como foram as primeiras viagens no tempo de Henry, eventos significativos da infância de ambos, por exemplo como um Henry adulto ensinou truques de sobrevivência a um pequenino Henry que ainda não compreendia o que se passava com ele, a morte da mãe de Henry, e acontecimentos da adolescência de Clare.

Conhecemos também a família de Clare (seus pais Philip e Lucille, e seus irmãos, Mark e Alicia) e de Henry (seu pai Richard, violinista, e sua mãe, Annette Lyn Robinson, cantora lírica), seus amigos Gomez e Charisse, a ex-namorada de Henry, Ingrid, e outros personagens como Kimy, senhoria e amiga de Richard, pai de Henry, e Celia Atley, amiga de Ingrid.

Apesar das idas e vindas da narrativa através de vários pontos no tempo, a história segue num ritmo coerente e bem explicado e ficamos envolvidos com a vida e o destino dos personagens. Apesar de viajar pelo tempo, Henry não consegue alterar o rumo dos acontecimentos. Em uma cena interessante, Clare prova café pela primeira vez e não gosta. Henry comenta que ela gosta de café com muito creme e açúcar, ao que ela responde que ele a está transformando em uma aberração.

“Não estou”. Faço uma pausa. “O que quer dizer, estou transformando-a em uma aberração? Não estou fazendo nada”.

“Você sabe, me dizendo que eu gosto de café com creme e açúcar antes de eu o ter provado. Quer dizer, como vou descobrir se eu realmente gosto disso ou se eu gosto apenas por que você o disse?”

“Mas Clare, é apenas seu gosto pessoal. Você vai descobrir como gosta do café quer eu lhe diga ou não. Além do mais, você é quem sempre me perturba, querendo saber coisas sobre o futuro”.

“Contar coisas sobre o futuro é diferente de me dizer do que eu gosto”, diz Clare.

“Por quê? Tem tudo a ver com o livre arbítrio”.

Ao longo da narrativa vamos nos encantando com a história de amor de Henry e Clare, sua tentativa de viver uma vida normal, com trabalho, um lar, amigos, filhos, e como tudo é perturbado por uma condição que eles não conseguem controlar ou prever. Esta história de amor e ficção científica é ao mesmo tempo contemporânea e romântica, intensa e envolvente, e nos faz sorrir e chorar.

Em uma entrevista de 2003 (link no fim do artigo), Audrey Niffenegger fala sobre o livro:

Pergunta: “Havia um tema central ao qual os leitores deveriam se ater?

Audrey Niffenegger: Queria que as pessoas pensassem sobre a intimidade do amor, quão inefável ele é, e como ele nos molda. Eu queria escrever sobre a espera, mas como a espera é essencialmente negativa (tempo gasto na ausência de algo), escrevi sobre todas as coisas que acontecem ao redor da espera.”

Normalmente comento o livro todo, mas desta vez não vou falar muito para não estragar a surpresa para quem não o leu. Sorry, guys! (vão ler o livro!)

Filme

Os direitos de filmagem da história foram comprados pela Plan B,a produtora de Brad Pitt e Jennifer Anniston, que na época estavam juntos e pretendiam interpretar o casal de personagens principais. Mas então veio Angelina Jolie, e o resto é história.

Apesar dos direitos ainda pertencerem a Brad, que hoje é o único proprietário da Plan B, outro casal foi escolhido para interpretar Henry e Clare no filme que deve estrear em fevereiro de 2010; Eric Bana (de Tróia – 2004  e Munique – 2005  )  e Rachel McAdams (de O Retrato de Nossa Paixão e Meninas Malvadas, ambos de 2004).  O diretor do filme é o alemão Robert Schwentke , que dirigiu Plano de Voo (2005)  e o roteiro foi escrito por Bruce Joel Rubin, que também escreveu o roteiro de Ghost (1990),  pelo qual recebeu o Oscar.

O filme deveria ter estreado em 2008, mas foi adiado supostamente por causa de “O curioso caso de Benjamim Button”, que apesar de ter uma história diferente, também fala sobre a passagem do tempo.

No fórum sobre o filme no IMDb, alguns fãs reclamam de alguns personagens provavelmente serem deixados de fora do filme, como Kimy e Ingrid, cujos nomes não constam da lista do elenco. Outras reclamações são sobre o elenco escolhido; apesar de bons atores, não correspondem à descrição minuciosa que a autora faz no livro. Por exemplo, o Gomez do livro é loiro e magro, e o ator escolhido (Ron Livingston, de Band of Brothers)  é moreno.

Apesar das queixas dos fãs (algum fã de livro já ficou 100% feliz com o resultado de uma adaptação para o cinema?), acredito que podemos esperar um bom filme, sem efeitos especiais (desnecessários neste caso) e com uma boa história. Eu, pelo menos, estou esperando ansiosamente.

*   *   *

Atualização: o filme estreia em 16 de outubro no Brasil, com o título de Te Amarei para Sempre. Confira o trailer no final do artigo; parece que será muito bom, apesar de terem se concentrado mais na parte romântica da história em vez do aspecto de ficção científica. Não vejo a hora!

Atualização 2: Uma boa crítica do filme, escrita por Valéria Fernandes (blog Shoujo Café)

*   *   *


Livro: The Time Travellers´s Wife (A Mulher do Viajante do tempo) - Audrey Niffenegger

2003 – Mac Adam/Cage Publishers / 2004 – Ed. Objetiva / 2009 - Suma de Letras Brasileira

  • Entrada do filme no IMDB
  • Fórum de discussões sobre o livro e o filme
  • Site oficial de Audrey Niffenegger (ainda inacabado)
  • Entrada sobre o livro TTW na Wikipédia (em inglês)
  • Entrada sobre Audrey Niffenegger na Wikipédia (em inglês)
  • Entrevista de 2003 com Audrey Niffenegger

Linhas do tempo de TTW

Compiladas por Jack Humprey, que organizou os eventos do livro em ordem cronológica para compreender melhor a história. - (pdfs para download – não veja sem ter lido o livro - CONTÉM SPOILERS!)

(tradução de trechos do livro – Cristine Martin)

Bolsa Clare no Terracota Bolsas - aqui

*   *   *

Trailer do filme A Mulher do Viajante do Tempo - legendado:

Em algum lugar do passado

posted in: Filme X Livro, Filmes, Livros (Tags: , , , , , , , ) - 6 Comments

Esta bela história de amor e viagem no tempo foi um grande sucesso no Brasil desde seu lançamento, em 1980, mas curiosamente não fez tanto sucesso nos Estados Unidos. Apesar da fraca bilheteria e críticas desfavoráveis, ele conquistou uma legião de fãs quando foi lançado em vídeo e na TV, e hoje é considerado um clássico, tanto lá quanto aqui.

Filme

O jovem autor teatral Richard Collier (Christopher Reeve), durante a estréia de sua primeira peça na faculdade, recebe de uma velha senhora um relógio, e ela lhe diz: “Volte para mim”. Alguns anos depois, ao sair sem rumo, ele decide hospedar-se no Grand Hotel, e fica fascinado ao ver a foto de uma linda mulher na galeria do hotel. Ele descobre que ela é Elise MacKenna (Jane Seymour), atriz famosa que hospedou-se no hotel e lá encenou uma peça em 1912.

Richard fica mais intrigado ainda quando, ao pesquisar na biblioteca da cidade, descobre que ela é a senhora que havia lhe dado o relógio, e que havia morrido mais tarde naquela noite; que Elise era uma jovem cheia de vida e que isso mudou após sua apresentação no hotel, tornando-se reclusa e solitária.

Ele decide então usar as técnicas de auto-hipnotismo e fazer uma viagem de volta a 1912, para encontrá-la. Após muito esforço, ele é bem-sucedido e consegue encontrá-la. Ao vê-lo, Elise pergunta: ‘É você?”, ao que ele responde “Sim”.

Porém, William Robinson (Christopher Plummer), o empresário de Elise, teme que Richard a influencie negativamente e que ela deixe de atuar, e tenta afastá-lo dela. Mas Richard consegue convencer Elise a passear com ele, e aos poucos eles vão se aproximando. Durante a peça, ela improvisa um monólogo dirigido a Richard, na platéia. Isso enfurece Robinson, que faz uma armadilha para espancar e amordaçar Richard nos estábulos do hotel.

No dia seguinte ele consegue escapar e volta ao hotel, onde descobre que a companhia teatral já havia partido. Mas Elise volta e o encontra, e os dois passam sua primeira e única noite juntos. Após pedir Elise em casamento, numa brincadeira ele encontra uma moeda de 1979 no bolso e volta abruptamente ao presente.

Richard tenta em vão voltar a 1912, e vaga pelo hotel por algum tempo, até trancar-se no quarto, onde é encontrado em estado catatônico por Arthur, funcionário do hotel. Quando o médico chega, Richard vê a si mesmo pairando acima de seu corpo, e segue até a luz da janela, onde encontra Elise, que lhe estende a mão.

Livro

O roteiro do filme foi escrito por Richard Matheson, autor do livro ‘Bid Time Return‘, lançado em 1975 e que foi relançado após a estreia do filme com o mesmo título, ‘Somewhere in Time‘. Matheson afirmou que ” ‘Em algum lugar do passado‘ é a história de um amor que transcende o tempo, e ‘Amor além da vida‘ é a história de um amor que transcende a morte… Sinto que eles representam o melhor que escrevi em forma de romance”.

Richard também é o autor de vários livros e roteiros, como ‘Eu sou a lenda’ (filmado duas vezes, com Will Smith e Charlton Heston no papel principal), ‘Encurralado’, e diversos episódios de ‘Além da Imaginação’.

Durante uma viagem com sua família, Richard Matheson ficou encantado pelo retrato da atriz Maude Adams na Casa de Ópera Piper em Nevada. Maude era reclusa e misteriosa, e Matheson imaginou seu novo romance. Para escrevê-lo, ele hospedou-se por muitas semanas no Hotel del Coronado, cenário da história. Muitas informações biográficas de Elise MacKenna foram baseadas em Adams.

No livro, Richard Collier é um roteirista que sofre de tumor cerebral e decide passar seus últimos dias no Hotel Del Coronado. A maior parte do livro é o diário escrito por Richard em sua viagem. Richard fica fascinado pelo retrato de Elise MacKenna, que apresentou-se no hotel em 1896, quando teria tido um caso de amor com um homem misterioso que mudou sua vida. Richard se convence que pode voltar no tempo e ser esse homem misterioso.

O livro segue de maneira semelhante ao filme, e na parte final sabemos que Richard morre devido ao tumor, após voltar ao presente. Apesar do médico afirmar que a viagem ao passado acontecera apenas na mente de Richard o irmão dele, Robert Collier, decide publicar o diário em forma de romance.

No filme, Robinson havia dito a Elise que sabia que um homem surgiria na vida dela e a mudaria; no livro, essa informação é dada por duas videntes.

O relógio paradoxal

Se Richard recebeu o relógio de Elise em 1972, voltou a 1912 e o deu a ela, de onde veio o objeto? Esse paradoxo nunca é explicado, e existe apenas no filme (assim como o próprio relógio). Esse ‘furo’ é criticado por muitos fãs da história, mas ainda assim é perdoado.

EALDP e Titanic: coincidências demais

Estas duas histórias românticas têm muitas similaridades, que nos fazem duvidar de uma simples coincidência e imaginar até que ponto James Cameron era fã do romance e filme de Richard Matheson.

Nos dois casos a história começa com uma velha mulher, temos um retrato de um momento de felicidade, uma peça de jóia que faz um círculo completo no tempo, e uma tragédia que separa os dois amantes para sempre depois de uma única noite de amor. Até a cena final é bem parecida; após a morte de Rose, ela retorna ao Titanic e reencontra Jack, que lhe estende a mão enquanto a imagem dos dois dilui-se na luz; após a morte de Richard, ele vai em direção à luz, onde encontra Elise, que espera por ele e lhe dá a mão.

Outras coincidências:

  • Elise é atriz, e Rose será uma; ambas perdem o amor de suas vidas em circunstâncias dramáticas e suas vidas mudam radicalmente depois disso.
  • As duas atrizes, Kate Winslet e Jane Seymour, são inglesas e interpretam o papel de uma americana.
  • As duas posam para uma foto/retrato enquanto olham nos olhos do homem que amam.
  • Ambas devolvem a jóia (o relógio a Richard e o colar, ao mar) e morrem logo em seguida, cercadas por objetos e lembranças do passado.
  • Tanto Jack quanto Richard morrem jovens; ambos são artistas, e passam por dificuldades para ficar junto da mulher amada.
  • Ambos vestem roupas inadequadas ao ambiente social em que estão, na maior parte do tempo.
  • As duas histórias começam no presente, voltam ao passado, e terminam no presente.
  • As duas histórias acontecem no mesmo ano, 1912.
Curiosidades sobre o filme
  • O Grand Hotel, onde foram feitas as filmagens, fica na Ilha Mackinac, onde não são permitidos automóveis; alguns carros foram levados para lá especialmente para as filmagens, mas não podiam ser usados pelos atores ou a equipe fora dos momentos da filmagem.
  • O diretor Jeannot Szwarc chamava tanto Christopher Reeve quanto Christopher Plummer de ‘Chris’, e ao dirigir aos dois em uma cena, ambos responderam ao mesmo tempo; para evitar confusões, ele passou a chamar Christopher Plummer de ‘Mr Plummer‘ e Chris Reeve de ‘Big Foot‘ (pé grande).
  • O momento em que Richard vê o retrato de Elise também foi a primeira vez que Chris Reeve o viu. O diretor quis obter uma reação verdadeira, e manteve o retrato escondido do ator até o momento da filmagem.
  • Foi perguntado às atrizes que fizeram teste para o papel de Elise se haviam se apaixonado antes; Jane Seymour foi a única que respondeu ‘não’. Ela compareceu ao teste vestindo um traje de 1912 e chegou dizendo: ‘Eu sou Elise McKenna e tenho de fazer este papel’.
  • O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino, mas perdeu para Tess. EALDP ficou em cartaz nos cinemas americanos por apenas 3 semanas; hoje ele é um dos filmes mais alugados nos Estados Unidos, e quando estreou nos cinemas do Oriente em 1984, ficou em cartaz por 18 meses em um cinema de Hong Kong, com filas.
  • A trilha sonora, composta por John Barry, foi um sucesso de vendas e a mais vendida desse compositor, mais que o total de todas suas outras trilhas sonoras (que incluem sucessos como Perdidos na Noite, King Kong (1976), Entre Dois Amores, Dança com Lobos e vários filmes de James Bond, como Goldfinger, Dr No, Os diamantes são para sempre, Moonraker, Octopussy e outros).
  • Jane Seymour e Christopher Reeve tornaram-se grandes amigos após as filmagens, até a morte do ator, em 2004.
  • Fãs do filme organizaram o primeiro ‘Somewhere in Time Weekend‘ no Grand Hotel em 1991, com participação do autor, Richard Matheson, o diretor, Jeannot Szwarc, entre outros; em 1994 Christopher Reeve participou do encontro anual e em 2002, Jane Seymour voltou à ilha pela primeira vez após as filmagens, para participar da reunião.

*   *   *

Entrada do filme no IMDb

Entrada do filme na Wikipedia (em inglês)

Entrada do livro na Wikipédia (em inglês)

Website oficial dos fãs do filme

Artigos sobre EALDP e Titanic: aqui e aqui

Vídeo: coleção dos melhores momentos do filme, ao som de ‘Rapsódia sobre um tema de Paganini’, de Sergei Rachmaninoff, e ‘Somewhere in Time’, de John Barry, cantada por Martin Nieverra.

*   *   *

Bolsas Elise no Terracota Bolsas: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Related Posts with Thumbnails
  • Artigos Recentes

  • Categorias

  • Páginas



  • Visite minha loja online

    Gostou de algum livro, filme ou msica comentado aqui? Compre na Livraria Cultura

    Siga o Rato de Biblioteca no Twitter



    Planeta Voluntrios - porque ajudar faz bem!

    www.flickr.com
    Esse um mdulo do Flickr que mostra fotos e vdeos pblicos de Cristine (Terracota Bolsas). Faa seu prprio mdulo aqui.






    Galeria de Links
    diHITT - Notcias
    BlogBlogs.Com.Br