Publicado em Agosto - 03 - 2010

A Lista de Schindler

“Aquele que salva uma só vida salva o mundo inteiro.” (provérbio Talmúdico)

Oskar Schindler foi um empresário alemão sudeto durante os anos da II Guerra Mundial; aproveitando as oportunidades comerciais dos tempos de guerra, ele entrou para o Partido Nazista, fez amizade com diversos oficiais e conseguiu comprar uma fábrica falida de esmaltados. Mais tarde ele usaria sua posição e influência para salvar a vida de mais de 1200 judeus. Sua história é contada no livro “A Lista de Schindler” (originalmente Schindler´s Ark) do escritor australiano Thomas Keneally, e mais tarde levada às telas por Steven Spielberg.

Oskar e sua esposa Emilie em 1946

A fábrica de esmaltados de Oskar ficava em Cracóvia, na Polônia, e a princípio seus funcionários moravam no recém-criado Gueto de Cracóvia. Após o desmantelamento do gueto em uma ação violenta dos nazistas, os judeus sobreviventes foram levados para o campo de prisioneiros de Plaszóvia, comandado pelo nazista Amon Goeth. Cruel e sociopata, Goeth costumava atirar em prisioneiros sem motivo. Execuções sumárias e espancamentos eram comuns.

Bon vivant, mulherengo e astuto, a princípio Oskar usou seu carisma e habilidades sociais para construir sua carreira de empresário de sucesso. Empregar trabalhadores judeus era um bom negócio nos primeiros anos da guerra, e ele o fez. Mesmo assim, ele repudiava a ideologia e os métodos usados pelos nazistas. Mais tarde, quando percebeu o rumo que as coisas estavam tomando e conheceu as condições em que os judeus tentavam sobreviver, ele empenhou-se cada vez mais para salvá-los. Ao presenciar a Aktion dos nazistas no gueto,  Schindler tomou sua decisão.

“A infâmia de homens nascidos de mulheres e que tinham de escrever cartas para suas famílias (o que diziam nessas cartas?) não era o pior aspecto do que Schindler presenciara. Sabia que eles não tinham vergonha alguma do que estavam fazendo, pois o guarda na retaguarda da coluna não vira necessidade de impedir a garotinha de vermelho de assistir a toda a cena. Mas o pior era que, se não havia a menor vergonha, isso significava sanção oficial. Ninguém mais podia encontrar segurança na idéia de cultura alemã, nem nos pronunciamentos de líderes, que condenavam homens anônimos por terem ultrapassado seus limites, ou por olharem pelas janelas de seus escritórios para a realidade na rua. Oskar tinha visto na Rua Krakusa uma prova da política de seu governo, que não podia ser justificada como uma aberração temporária. Acreditava que os SS estavam cumprindo as ordens de seu líder pois, do contrário, o colega na retaguarda da coluna não teria deixado uma criança assistir à cena.

Mais tarde, nesse dia, depois de ter ingerido uma dose de conhaque, Oskar compreendeu o teorema em seus termos mais claros. Eles permitiam testemunhas, testemunhas tais como a garotinha de verme lho, porque julgavam que as testemunhas iam todas também perecer. (…)

Bem mais tarde, em termos nada característicos do jovial Herr Schindler, o conviva predileto das festas de Cracóvia, o perdulário de Zablocie, isto é, em termos que revelavam - por trás da fachada de playboy - um juiz implacável, Oskar tomou naquele dia uma decisão da qual não mais se afastaria. “A partir daquele dia”, diria ele mais tarde, “ninguém, com capacidade de raciocinar, poderia deixar de ver o que iria acontecer. E agora eu estava resolvido a fazer tudo em meu poder para derrotar o sistema.”"

A vida dos trabalhadores da fábrica de esmaltados ‘Emalia’ era segura, ao menos por enquanto. Uma sopa substanciosa todos os dias e a esperança de sobrevida eram melhores que nada; quando Schindler conseguiu construir seu “sub-campo” junto à fábrica e levou seus funcionários para lá, as coisas ficaram um pouco melhores, sem a presença de Amon Goeth.

“O clima era de frágil estabilidade. Não havia cães. Nem espancamentos.

A sopa e o pão eram melhores e com mais fartura do que em Plaszóvia - cerca de 2.000 calorias por dia, de acordo com um médico que  trabalhava como operário na Emalia. Os turnos eram prolongados, freqüentemente de doze horas, pois Oskar continuava sendo um homem de negócios com contratos de fornecimento de material bélico e o desejo convencional de lucro. Contudo, é preciso dizer que o trabalho não era árduo e que muitos dos seus prisioneiros pareciam ter acreditado na ocasião que aquela atividade era uma contribuição em termos comensuráveis para a sua sobrevivência. “

Em 1944, com a decisão de fechar o campo de Plaszóvia e por consequência, o sub-campo da Emalia, devido ao avanço das tropas russas, o destino dos prisioneiros seria o campo de extermínio de Auschwitz. Oskar usa de toda a sua influência, contatos e suborno para conseguir transferir sua fábrica para Brnenec, na Tchecoslováquia. Para isso, ele precisaria levar seus trabalhadores ‘altamente especializados’ e apenas as pessoas cujos nomes estivessem na lista poderiam seguir para a nova fábrica. Estar na lista significava a vida, e o contrário era a morte certa nos campos.

Esbanjador, Oskar gastava rios de dinheiro em presentes para subornar autoridades, na compra de alimentos para seus funcionários e no que fosse necessário para manter seu esquema de salvamento dos judeus em funcionamento. No final da guerra, ele partiu sem um tostão e por fim, viveu de favores dos amigos e protegidos, os Schindlerjuden que ele havia salvo da morte.

Schindler não fez nada de notável antes nem depois da guerra; mas seus atos durante esses anos terríveis fizeram a diferença para mais de um milhar de vidas. Seus Schindlerjuden o ajudaram e homenagearam durante o restante de sua vida e, ao falecer em 1974, ele foi enterrado em Jerusalém, conforme seu desejo.

Thomas Keneally foi convencido a escrever essa história por Poldek Pffefenberg, um dos sobreviventes da lista, em cuja loja de malas Keneally parou para fazer compras. Após uma longa conversa ele convenceu o escritor, que passou os dois anos seguintes pesquisando e entrevistando sobreviventes,  a contar a história de Schindler.

Apesar de ser uma narrativa de romance, o livro é um ‘romance de não-ficção’; a história é contada com base em diversos depoimentos dos sobreviventes, e nada do que não pôde ser comprovado entrou para o livro. Todos os nomes e acontecimentos são verdadeiros, e Oskar é retratado como era, com todos os defeitos e peculiaridades. A narrativa flui muito bem, e mesmo com tantos detalhes não é um livro cansativo, especialmente do meio para o fim, quando acompanhamos com ansiedade o destino daquelas pessoas e nos revoltamos com as atrocidades cometidas em tempos de guerra.

Felizmente para os 1200 judeus de Schindler, para eles a história teve um bom final. Como eles diziam, “uma hora de vida é ainda vida”. Mas isso não evita a indignação por tudo o que aconteceu, e que esperamos nunca venha a acontecer novamente. Este é um relato honesto e humano de um dos poucos episódios bonitos em meio a tanta crueldade e desprezo pela vida.

O Filme

O livro foi lançado em 1982, e apesar de ter os direitos de filmagem e assumir a produção, Spielberg realizou este filme apenas em 1993, pois não se achava preparado para contar uma história tão importante sendo tão jovem na época. Ele queria entregar a direção a outra pessoa, mas acabou sendo convencido a dirigir o filme, pelo qual não aceitou pagamento algum.

O filme, em preto-e-branco, teve uma produção caprichada e atuações impressionantes tanto de estrelas como Liam Neeson (Schindler), Ben Kingsley (Itzhak Stern) e Ralph Fiennes (Amon Goeth), quanto de atores pouco conhecidos que interpretam com talento e dignidade os sobreviventes da lista.

Com este filme Spielberg finalmente foi reconhecido pela Academia e recebeu seu primeiro Oscar de direção. O filme também recebeu o prêmio de Melhor Filme, em um total de 7 Oscars.

Com a bela música de John Williams, o filme termina com os verdadeiros sobreviventes da lista levando pedras ao túmulo de Schindler. Emocionante. Uma verdadeira obra-prima do cinema, que nos desperta emoções diversas e nos faz pensar sobre a vida e a morte, e como a diferença entre elas pode ser pequena.

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Esta resenha faz parte do Desafio Literário 2010, cujo tema do mês de julho foi “Adaptação para o cinema”. Este mês só atrasei um pouquinho, e a leitura valeu a pena. Recomendo o livro e o filme, que apesar de contarem uma história intensa e triste, também nos lembram que não há bem ou mal isolados, e  como uma pessoa pode fazer a diferença.

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Para saber mais:

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Trailer - Schindler´s List

Publicado em Novembro - 23 - 2009

Holocausto

Este romance de Gerald Green conta o vergonhoso episódio da história da humanidade através da história da família fictícia Weiss. O narrador é Rudi Weiss, o único sobrevivente da família, que nos narra sua história em 1952, quando está vivendo com sua nova família em um kibbutz em Israel.

Para dar verossimilhança à história e especialmente, para mostrar o ponto de vista dos nazistas, o autor utiliza os diários de Eric Dorf, um major da SS, cujos relatos intercala com os de Rudi Weiss em ordem cronológica. Através de “testemunhos” de várias pessoas sobreviventes, Rudi nos conta o que aconteceu com as outras pessoas de sua família.

Os Weiss eram uma família de judeus de Berlim. O pai, Josef, era um médico querido e respeitado. Bertha, mãe de Rudi, Karl e Anna, era uma mulher refinada e educada, que não acreditava que a ascensão de Hitler e a perseguição aos judeus pudesse representar um perigo real para eles. Por sua causa, a família permanece em Berlim até quando não é mais possível fugir do destino que os aguarda.

“A música de piano parecia mais alta, enchendo a casa. Por tudo o que ele simbolizava, nos manteve preso a Berlim. Éramos prósperos, seguros, pessoas com piano. Quem nos podia atingir? (Agora, um kibbutznik, um homem que não possui virtualmente nada e entrega seu magro salário à comunidade, percebo quão pouco as pessoas necessitavam para viver, como essas coisas materiais podem ser destrutivas. Não quero dizer que a fome ou a pobreza sejam enobrecedoras; longe disso. Mas ser um escravo das coisas? Definir nossa vida em termos de pianos e casacos de pele? Talvez isso explicasse - em parte, apenas - por que nós nos tínhamos cegado).”

O filho mais velho, Karl, era um artista e casado com a cristã Inga Helms. A família de Inga não aprova seu casamento e não esconde sua hostilidade aos judeus. Rudi era rebelde e determinado, e essas características o ajudarão a sobreviver. A caçula, Anna, era voluntariosa e esperta.

O livro começa em 1935 no casamento de Inga e Karl; Eric Dorf leva sua esposa Marta ao consultório do Dr Weiss, e mais tarde, por insistência da esposa, procura o General Reinhard Heydrich para pedir um trabalho na SS.

Em 1938 Dorf está lentamente progredindo na SS, sob as boas graças de Heydrich; vemos a Kristallnacht, ou noite dos vidros quebrados, que foi a primeira manifestação aberta de ódio aos judeus, com destruição material, violência e mortes. Aos poucos o cerco vai se fechando em torno dos judeus, que são forçados a usar a estrela amarela, não podem mais trabalhar ou ter propriedades, são deportados e começam a ser assassinados.

Através das histórias da família Weiss conhecemos os espancamentos nas prisões, a deportação para a Polônia, os estupros e mortes, o gueto de Varsóvia, os campos de Buchenwald, Theresienstadt, Babi Yar e finalmente, Auschwitz.

Um aspecto interessante do livro é o diário de Eric Dorf; a princípio relutante em participar da SS, ele começa a sugerir uma terminologia especial, cheia de eufemismos, para designar as atividades de extermínio: “recolonização”, “tratamento especial”, “remoção”, “comunidades judaicas autônomas”, “despiolhamento”. Podemos ver a metamorfose de Eric, de um rapaz tímido ao major insensível e frio que participa de operações de extermínio de milhares de pessoas sem demonstrar o mínimo de compaixão.

“Aproximou-se do Coronel Nebe e fez continência.

- Todos mortos, senhor, com exceção das duas crianças. Às vezes, as mães as protegem.

Caminhamos de volta ao carro do estado-maior.

- Não é um bom trabalho - falei.

- Sim, a gente pode ficar chocado mesmo quando se trata de judeus. Alguns dos homens não aguentam.

Olhei para Nebe com desprezo. Ele havia ordenado o massacre de centenas de milhares. Certamente estas eram as maiores lágrimas de crocodilo já derramadas por alguém. Duro e frio, como meus mestres, reprimi qualquer sentimento de piedade. Tornou-se relativamente fácil para mim desfazer a humanidade daqueles de que estamos livrando o mundo. A gente pode realizar milagres com a vontade.

- Não foi isto que eu quis dizer - falei. - Mas sim que é extremamente ineficaz e dispendioso.”

Além da crueldade extrema com que os judeus são tratados, o romance também mostra que a bondade humana encontra ocasião de se manifestar até em condições extremas, como na cena em que Bertha Weiss, consciente do que a esperava,  oferece carinho e confiança a uma jovem em estado de choque enquanto elas vão para as câmaras de gás. Ou a devoção de Inga, que entrega-se aos nazistas para ir para Theresienstadt e ficar perto de Karl.

Mesmo que a grande maioria dos judeus preferisse não acreditar na verdade cruel, continuando a crer que estavam sendo enviados para campos de trabalho, uma minoria resistiu e lutou, como os últimos remanescentes do gueto de Varsóvia e os grupos de guerrilheiros errantes pelas estradas e campos, entre os quais estava Rudi.

“Os judeus estavam sendo mortos a tiros às centenas. (…) As vítimas caíam sem ruído, quase em câmara lenta, sobre a terra arenosa.

- Rudi, Rudi, são tantos - chorou Helena - As crianças, os bebês…

Apertei-a em meus braços, perguntando-me para onde iríamos, como poderíamos evitar as patrulhas da SS. As cidades representavam a perdição, a morte. Nossa única esperança era vaguear pelo campo. Seguramente alguns judeus haviam escapado. Parte da população local teria pena de nós.

- Quero morrer com eles - chorava ela.

- Não, não, nada disso - falei. - Você vai ficar comigo. Não vamos morrer parados, nus, humilhados. Mataremos alguns deles quando morrermos.

Ela começou a gritar.

- Chega! Chega!

Puxei-a para junto de mim e apertei uma das mãos sobre sua boca. Ela teria de aprender a não chorar, não gritar, não correr o risco de trair nossa presença. Também teria de aprender a odiar, a desejar vingança, a perceber que não havia nenhuma saída para nós senão correr, esconder e tentar lutar. Eu teria que lhe contar coisas piores, também. Que precisávamos estar preparados para morrer, mas morrer de uma maneira corajosa, oferecendo resistência. Eu estava cansado de ver pessoas placidamente se colocando em fila, dando desculpas a si mesmas, obedecendo a ordens e caminhando para a morte.

O dia todo os fuzilamentos continuaram. Filas de judeus eram conduzidas para o ponto de reunião atrás da ravina. A terra ficou escura com o sangue judeu. Os nazistas compreenderam algo que o mundo levou muito tempo para aprender. Quanto maior o crime, menos as pessoas acreditarão que ele aconteceu. Mas eu o vi ocorrer. Nunca mais seria o mesmo; nem Helena.”".

A partir do final de 1943, os nazistas percebem que a derrota é iminente e inevitável, e ordenam o desmantelamento dos campos de concentração. Temem que a opinião pública os condene por terem “escrito uma página de glória na história alemã”. Os russos tomam o campo de Lublin e aos poucos o segredo nazista vai sendo revelado ao mundo.

“Hoje estou de novo em Auschwitz, tentando executar as ordens de Himmler: desmantelar, destruir, queimar, oblitar as provas. Que farsa! Mas estou tentando fazer o que ele mandou.

E, no entanto, há ocasiões em que me pergunto se esses esforços serão tão fúteis quanto parecem. Durante muitos anos, apesar de rumores e até mesmo de informações diretas, o mundo recusou-se a acreditar que estivéssemos fazendo o que fazíamos. Nós sabíamos enganar. E encontramos pessoas dispostas a crer em nós. Nossa linguagem esopiana funcionava muito bem. Naturalmente. Os judeus. Problemas. Têm de ser recolonizados, vocês compreendem.

Como foi espantosa a maneira como o mundo recuou, aceitou nossa palavra, confiou em nós!”

Quanto maior o crime, mais difícil será acreditar nele; infelizmente tudo aquilo foi verdade, e através da história da família Weiss Gerald Green conseguiu traçar um retrato do que aconteceu a milhões de pessoas naqueles anos negros. Os fatos narrados ultrapassaram o limite do que podemos imaginar para a crueldade humana; talvez por isso ainda hoje existam pessoas que não acreditam que o Holocausto aconteceu. Nem mesmo os fatos e provas conseguem convencê-los da terrível verdade.

Minissérie

Em 1978 foi ao ar na TV americana a minissérie de 7 horas e meia dirigida por Marvin J Chomsky e baseada no livro Holocausto. Recentemente exibida pelo canal TCM e disponível em DVD pela Amazon, a minissérie conta com atores como Meryl Streep (Inga Weiss), James Woods (Karl Weiss), Sam Wanamaker (Moisés Weiss), Rosemary Harris (Bertha Weiss), Joseph Bottoms (Rudi Weiss), Michael Moriarty (Eric Dorf) e David Warner como Reinhard Heydrich. Warner foi Jack, o estripador no filme Um Século em 43 minutos e Lovejoy em Titanic. Uma curiosidade; no filme Hitler’s S.S.: Portrait in Evil, de 1985, ele também interpretou Heydrich.

Reli o livro enquanto assistia à minissérie e pude comparar as cenas e diálogos (idênticos); as condições e fatos contados no livro são bem piores que o que aparece na tela. Aparentemente o horror das imagens vai apenas até o ponto que o telespectador suporta ver em horário nobre (ao menos em 1978); a realidade era muito pior.

Quando a minissérie foi exibida na TV alemã, a polícia recebeu inúmeros telefonemas durante a cena da “Kristallnacht”, de confissões de pessoas que participaram dos acontecimentos reais quebrando vitrines  de estabelecimentos judeus e sinagogas. Como o Estatuto da Libertação estava em vigor, apesar das confissões nenhuma ação pôde ser tomada quanto àquelas pessoas.

Filmes como Holocausto, A Lista de Schindler, QB VII, O Julgamento de Nuremberg e tantos outros podem não ser agradáveis, mas cumprem a missão de lembrar o mundo desses horrores, para que isso não aconteça mais. Mesmo que não tenhamos tido um único dia sem guerra no mundo no último século, hoje não é possível exterminar seis milhões de vidas sem que o mundo saiba, e permanecer impune. Felizmente.

Para saber mais:

Outros artigos relacionados:

  • QB VII - livro e minissérie

A minissérie está disponível no YouTube, em 59 partes (em inglês, sem legendas). Na lista de reprodução há os links para todos os vídeos. A seguir, o vídeo da primeira parte:

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