Publicado em Janeiro - 24 - 2012
Linha Mortal

“Hoje é um bom dia para morrer…”
Um grupo de estudantes de medicina decide fazer uma experiência de quase-morte para ver o que há do outro lado. Um voluntário terá o coração parado com choques e após um tempo determinado, os colegas o ressuscitarão. Mas a experiência pode trazer consequências imprevisíveis e trazer à tona seus segredos mais terríveis…
Este thriller usa uma premissa interessante e o clima gótico da universidade, que mais parece um museu em reformas, para especular sobre a vida após a morte e buscar respostas a essa dúvida. Os estudantes de medicina querem brincar de deus e arriscam suas vidas para descobrir.
O elenco de jovens atores talentosos (na época, em início de estrelato) ajuda o roteiro regular e oferece um drama interessante. Há a dose esperada de romance, suspense e emoção, especialmente quando as coisas começam a sair do controle.

Após voltarem do ‘outro lado’, os jovens começam a ter alucinações. Nelson é perseguido e espancado pelo garotinho que perseguia na infância; Joe começa a ter visões das mulheres com quem teve casos e filmou sem a autorização delas; Labraccio é xingado pela garotinha vítima de bullying na escola, e Rachel revê os últimos momentos do pai, que se matou após voltar do Vietnã.
Atenção, spoilers!
Como diz Nelson, “de alguma forma nossos pecados voltaram fisicamente… e estão p* da vida”. A tensão das alucinações vai ficando cada vez pior, e alguns deles tentam se redimir do passado. Labraccio vai procurar a antiga colega de escola, agora casada e com uma família feliz, e pede desculpas a ela. Joe paga seus pecados quando a noiva descobre seus vídeos secretos, e Rachel recebe o perdão do pai em uma última alucinação. Mas Nelson não tem tanta sorte: Billy Mahoney, o garotinho vingativo, está morto e a cada vez volta com violência maior (neste ponto lembrei do Clube da Luta e compreendi como Nelson se machucava tanto). A solução encontrada por ele é fazer uma nova viagem ao outro lado, desta vez sem volta. Este é o clímax do filme, com bastante tensão e suspense.
Fim dos spoilers, ufa!
Mesmo não sendo uma obra-prima, este é um suspense interessante, se não levarmos a sério a premissa científica. Afinal, depois de (pasmem!) 12 minutos de parada cardíaca, os riscos de dano cerebral irreversível são enormes. Vale pelo suspense e para ver como estavam há 20 anos as estrelas veteranas de hoje.
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Ficha:
Linha Mortal (Flatliners), 1990
Direção: Joel Schumacher
Elenco: Kiefer Sutherland, Julia Roberts, Kevin Bacon, William Baldwin, Oliver Platt
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Trailer: Linha Mortal







