Publicado em Abril - 27 - 2012

Semana do Rato

- Especial da Família Dinossauro no Disney Mania. Delicioso para relembrar uma das melhores e mais divertidas séries da TV. Dá para acreditar que ela tem mais de 20 anos?

- Muito legal a campanha da ONG Ampara Animal sobre adoção e guarda responsável, que convidou mulheres famosas e engajadas na causa animal para fotos com animais que já foram vítimas do abandono e maus tratos e hoje estão muito bem. A Ana Corina conta mais detalhes sobre a campanha e a exposição. Veja também o vídeo sobre a exposição de fotos, que está no Shopping Bourbon e depois vai para outros shoppings de SP.

- A queridíssima Fal Azevedo está lançando seu novo livro, Sonhei que a neve fervia, e vai ter noite de autógrafos em SP e no Rio. Para quem não puder ir, o livro já está à venda nas melhores livrarias físicas e online. Veja os locais e horários das noites de autógrafos:

Livraria Da Vila

03 de maio de 2012, quinta-feira, 18:30h

Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena - São Paulo

Livraria Prefácio

17 de maio de 2012, quinta-feira, 19:30h

Rua Voluntários da Pátria, 39 - Botafogo - Rio de Janeiro

- Pessoal de Mogi: todo sábado a ONG Adote Já faz as feiras de adoção, mas pouca gente sabe que é possível adotar um amiguinho também durante a semana. Se você está pensando em adotar um cão ou gato, ligue para 4796-2102 (para avisar que vai, pode ser que não haja ninguém lá na hora, por causa de alguma emergência) e passe lá das 10:00 às 18:00h de segunda a sexta-feira, na Rua Duarte de Freitas, 246 (na rua do Clube de Campo). Mas não esqueça: adoção é para a vida toda e só com amor e responsabilidade! Veja mais informações aqui.

- Ontem (26/04) o desastre de Chernobyl fez 26 anos. Entre as muitas histórias de heroísmo em meio à tragédia, destacam-se os três super heróis de Chernobyl. Não conhecia a história, e fiquei tanto admirada com a coragem desses homens quanto horrorizada ao imaginar as condições do local e o risco que toda a Europa correu. Vale a pena ler. (fonte: Ceticismo Aberto, dica do Henderson Bariani)

- Veja também o documentário O coração de Chernobyl, recomendado no artigo acima (em inglês, sem legendas). Mais de 20 anos depois do acidente (o documentário é de 2003), 99% da Bielorrússia ainda está contaminada, 6 milhões de pessoas vivem em áreas com radiação e o número de crianças e adolescentes com câncer, problemas mentais, doenças congênitas, má formação cardíaca, tumores e um longo e triste etc é impressionante. As imagens são de cortar o coração.

- Receita testada e aprovada! Além de rápida e fácil de fazer, essa broa de fubá é deliciosa. Confira a receita lá nas Dicas do Timoneiro, e bom apetite!

- Pra não dizer que não falei de e-books esta semana, mais um artigo sensato e bem explicado sobre a batalha entre editoras e as grandes lojas online, como Amazon e Apple: Editores contra autores e leitores.  Artigo do Alex, no EBooksBR.

- Pelo visto (eu não vi) na semana passada uma das panicats, seja lá o que isso significa, concordou em raspar a cabeça ao vivo no programa Pânico. Mesmo tendo concordado, ela chorou durante a raspagem da cabeça, como qualquer mulher choraria. O fato rendeu dois bons textos: “Vale tudo: a mulher careca e o desrespeito disfarçado de diversão“, da Deborah Capella (Blogueiras Feministas) e “Meus dois tostões sobre a Panicat“, da Francine Ramos Marjorie Rodrigues (obrigada, Deh!) (Feminismo e cultura pop). Uma coisa é certa: há conteúdo ruim na TV porque tem quem assista. E há exploração da mulher na mídia porque há quem consuma, como um produto.

- E anda sobre o mesmo assunto, vejam o documentário “O Corpo das Mulheres”, que mostra os absurdos da TV aberta italiana quanto à exploração do corpo e da imagem feminina, e também a inexistência de rostos maduros e reais nos programas de TV. Só há espaço para o estereótipo da mulher jovem, bonita e gostosa. O pior é que não estamos longe disso, por aqui…

- O que te irrita no cinema? A Monica pergunta. Para mim, é gente que chega para ver um filme equipado como se fosse passar o fim de semana inteiro lá dentro e carrega big macs, fritas, um copão de refrigerante e se duvidar, até um sundae! Sem falar nas pipocas de balde, que chegam transbordando e transformam a sala em uma filial do chiqueiro. Dá até desgosto quando a luz acende e nos vemos no meio de toda aquela sujeira. Morro de dó de quem tem que limpar. E você, o que te irrita no cinema? (fonte: Cronicas Urbanas)

- A seção Cinemateca do Cinema em Cena lembra cinco clássicos de Alfred Hitchcock, com detalhes e curiosidades. Confira!

- Looking at youClara Darko e seu marido reuniram em um vídeo 148 cenas em que o ator/atriz olha para a câmera, embaladas adequadamente pela música “Can’t take my eyes off you”. O resultado é fascinante. Cuidado, sempre tem alguém de olho em você no cinema. Sensacional! (fonte: Pipoca de Bits)

- Quando Bram Stoker morreu há cem anos, a notícia de sua morte quase passou despercebida, pois o Titanic havia acabado de afundar. Mas sua criação mais famosa ‘vive’ até hoje: Drácula tornou-se o ‘padrão’ para histórias de vampiros, e é conhecido em todo o mundo, mesmo pelos que não leram a obra original. Murilo Andrade desvenda esse mito e conta tudo sobre o personagem mais famoso de Stoker, em um artigo excelente. (fonte: MOB Ground)

- Que tal uma maratona de cinco jantares em restaurantes três estrelas de Paris? Foi o que Priscila Pastre-Rossi e seu namorado fizeram. Claro que uma aventura gastronômica desse nível não é para todos. Ela vendeu sua moto para bancar os jantares, e diz que valeu a pena. Saiba todos os detalhes na reportagem que ela escreveu para a Folha.

o restaurante Epicure, um dos escolhidos.
o restaurante Epicure, um dos escolhidos.

- E dizem que no Brasil não tem racismo… Leia o artigo/desabafo da Charô e veja como isso não é verdade: Eu, estudante negra. Ou como a escola é ótema em termos de igualdade racial. Só que ao contrário. (fonte: Contravento)

- Resenha barra pesada de um filme ainda mais barra pesada: The Divide. Está pensando que o mundo pós-apocalíptico vai ser fácil? (fonte: Tiny Little Things)

- ótimo artigo da Lola sobre Os brinquedos educativos de cada gênero. E como toda essa lavagem cerebral desde a infância afeta o desenvolvimento emocional das pessoas. (fonte: Escreva Lola Escreva)

- Tudo junto e misturado: um post cheio de mimimi e blablabla - A Juliana desabafa sua indignação com as parcerias entre editoras e blogs literários, a concorrência para entrar no ‘clube’, e a impossibilidade de se ler e comentar direito tantos livros em tão pouco tempo. Confesso que já pensei em uma parceria dessas, mas ao ver qual o tipo de livro que mais aparece nessas parcerias, as exigências feitas e o pouco tempo que tenho disponível, decidi que leitura para mim é prazer, e já tenho obrigações demais nesta vida para me arrumar mais sarna pra me coçar. Não quero ler por obrigação, ou só para ganhar livros. Recentemente li alguns livros ótimos, que ainda não tive tempo de comentar como eles merecem.  Por tudo isso, concordo com a Juliana. (fonte: O batom de Clarice)

Adotável em destaque

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Esta semana vamos falar da Rubi. Esta linda menina foi resgatada em dezembro pela Alessandra Egydio e o Alessandro Desco, com uma queimadura enorme nas costas. Não se sabe quem fez isso com ela, nem como aconteceu, mas a Rubi foi medicada e depois de um longo tratamento, está recuperada e pronta para adoção.

Infelizmente, por ela ser uma vira-lata e pretinha, ninguém ainda quis adotá-la. Pode isso? Não entendo esse preconceito, quando um cão de raça é resgatado, tratado e colocado para adoção (sim, os cães de raça também são abandonados), sempre aparece muita gente interessada. Mas os virinhas pretinhos sempre ficam para o fim da fila.

mas não é mesmo uma foquinha?

Quem quiser adotar essa linda menina pode falar com a Alessandra ou o Alessandro pelo e-mail alessandraegydio@ig.com.br, ou no Facebook. A “foquinha”, como eles a chamam, é uma cadela de porte pequeno, carinhosa, meiga e brincalhona, apesar de tudo o que sofreu. Ela está castrada e só será doada para pessoas responsáveis, pois não merece ser maltratada e abandonada de novo. Aliás, cão nenhum merece.

Ah, a Rubi está em São Paulo! E quem não puder adotá-la, mas quiser ajudar, os ‘Ales’ têm outros cães resgatados cujo tratamento e hospedagem é pago por eles e com a ajuda dos amigos. Eles são protetores independentes, dedicados e responsáveis, que prestam contas de tudo o que entra e sai. Vale a pena ajudar gente assim, que ajuda os cães que precisam.

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Bom final de semana!

Publicado em Setembro - 14 - 2009

Ecossistemas: o que aprendemos com os dinossauros

(artigo publicado no Alma Carioca em 10/09/2009)

Recentemente assisti no YouTube ao último episódio da série Família Dinossauro, que não cheguei a ver na TV. Contrastando com o clima alegre da série, este episódio é triste e traz uma mensagem séria: melhor não mexer com a natureza, pois as consequências podem ser catastróficas…

“Ecossistema é o conjunto dos relacionamentos que a fauna, flora, microorganismos e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfera mantém entre si. Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilíbrio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento causa modificações em todo o sistema podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente. Se por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se comprometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem como daqueles que se alimentam destes animais”. (Fonte: site Wikiducação)

[Atenção: montes de spoilers; se preferir, assista ao episódio antes - vídeos no final do artigo]

Neste episódio,  os dinossauros aguardam a chegada dos besouros que vêm todos os anos no mês de maio. O bando de besouros não chega, e as papoulas que são seu alimento estão espalhando-se por toda parte. Na casa de Dino aparece um único besouro solitário, que espera encontrar os outros de sua espécie para acasalar-se. Charlene vai até o pântano com ele procurar o bando mas não há pântano; a corporação Isso É Assim construiu uma fábrica de creme de frutas no lugar do pântano, que era o local de acasalamento dos insetos; para manter a alta tecnologia da fábrica, eles mataram todos os besouros e isso causou a extinção da espécie.

Sem os besouros, as papoulas crescem e espalham-se desordenadamente, e a empresa tem a brilhante ideia de contratar Dino como relações públicas. Ele sugere que um poderoso desfolhante químico seja pulverizado para matar as plantas. A brilhante ideia funciona tão  bem, que mata todas as espécies vegetais de Pangea, o único continente do planeta.

Robbie: Pai, você vai pulverizar o continente inteiro com veneno? Não há uma alternativa mais segura?

Dino: Como o quê?

Charlene: Bem, podar as plantas o máximo que pudermos, viver com um pouco de desconforto e esperar que a natureza por fim recupere o equilíbrio.

Dino: Isso é inconveniente e demorado; minha ideia é excitante e de alta tecnologia.

Robbie: É, mas você testou essa coisa para ver se é seguro?”

E as ideias brilhantes continuam; o Sr Richfield imagina que se houver nuvens haverá chuva, que trará de volta as plantas. Então ele ordena que sejam jogadas bombas dentro dos vulcões (!) para causar erupções e portanto, nuvens. Mas as enormes nuvens escuras causam o resfriamento global (uma espécie de inverno nuclear) e uma nova era do gelo, que os cientistas estimam que leve algumas ‘dezenas de milhares de anos’ para se dissipar. Com isso, o destino dos dinossauros está selado.

A cena final mostra a família Silva Sauro tentando em vão se aquecer em casa, enquanto Dino pede desculpas à família e Baby pergunta o que vai acontecer com eles. Na TV, o apresentador faz a previsão meteorológica final:

“E agora, uma previsão de longo prazo: neve contínua, escuridão e frio extremo. Aqui é Howard Handupme. Boa noite (pausa) e adeus.”

[fim dos spoilers]

O equilíbrio de um ecossistema é uma coisa muito delicada; como vimos acima, a extinção de uma espécie pode causar o crescimento desordenado de outras espécies, animais ou vegetais. Da mesma forma, a adição de uma nova espécie não nativa em um ecossistema também pode causar desequilíbrio. Foi o que aconteceu quando coelhos foram levados para a Austrália no início do século 20. Sem predadores naturais eles multiplicaram-se, prejudicando outras espécies nativas pela concorrência alimentar.

Outras formas de desequilíbrio podem ser causadas por fatores naturais, como incêndios, enchentes, maremotos,  ou por fatores induzidos pelo homem, como poluição atmosférica, da água, excesso de pesca, aquecimento global, explosão demográfica, desmatamento, queimadas, etc.

Em alguns casos o desequilíbrio pode ser revertido a médio ou longo prazo, mas em alguns casos essas perturbações são irreversíveis e acabarão afetando ao próprio homem, que depende do meio ambiente para sua sobrevivência, embora às vezes não se dê conta disso.

Outro fator alarmante é a explosão demográfica humana. A população humana aumenta em progressão geométrica, enquanto os recursos necessários à nossa sobrevivência não. Com o aumento da tecnologia, produzimos cada vez mais lixo e consumimos cada vez mais energia; o desperdício de alimentos é chocante, enquanto milhões sofrem com a fome crônica. Poluímos o planeta sem nos preocuparmos com as consequências que isso trará. Como Dino, não nos preocupamos com as plantinhas, afinal de contas “a maioria dos lanches gostosos não têm nenhum ingrediente natural”.

A solução? O desenvolvimento sustentável. Isso quer dizer “o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro”. (Fonte: site da WWF Brasil)

Isso inclui a redução do consumo de recursos e do uso de matérias primas e produtos, o aumento da reutilização e reciclagem. Os que consomem mais (países desenvolvidos e altamente industrializados) devem reduzir mais o consumo que os países em desenvolvimento. A ideia não é evitar o desenvolvimento econômico, mas utilizar os recursos disponíveis com bom senso e moderação.

Podemos mudar nossos hábitos individuais e pressionar os governos para que adotem políticas macroeconômicas que prevejam a sobrevivência das próximas gerações, em vez de apenas sua sobrevivência até as próximas eleições.

Afinal, só temos um planeta e seus recursos são finitos. Como aprendemos com os dinossauros, se não cuidarmos dele direito, pode ser que não tenhamos dezenas de milhares de anos para esperar a solução.

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O episódio “Changing Nature” (Mudando a Natureza)  foi o último episódio da quarta temporada e foi ao ar na TV americana em 20/7/94. Depois dele, sete outros episódios que foram filmados mas não exibidos na estréia, foram ao ar nas temporadas de reprises nos EUA.

Essa série divertida foi produzida pela Disney em parceria com a Jim Henson Productions e exibida no Brasil de 1992 a 1995 na Globo, em 2003 no SBT e de 2007 a 2009 na Bandeirantes.

Apesar do final triste, fez muito sentido terminar a série assim; apesar de não sabermos a verdadeira causa da extinção dos dinossauros, o episódio nos alerta para qual pode ser a causa da nossa extinção. Melhor não mexer com a natureza.

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Para saber mais:

Vídeo: Mudando a natureza – episódio final da série família Dinossauro

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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