Publicado em Abril - 02 - 2010

Comidas que seu cão não pode comer

Quem tem cachorro em casa sabe: eles adoram petiscar qualquer coisa que você esteja comendo, e sabem fazer cara de pidão até conseguir o que querem. Mas nem tudo o que comemos pode ser ingerido por cães e gatos.

A seguir, veja quais são os alimentos que parecem inofensivos, mas que podem causar um estrago danado para os bichinhos:

  • Uvas e uvas passas - podem causar insuficiência renal em cães se ingeridas em grandes quantidades; mesmo uma pequena quantidade de uvas pode causar problermas renais no cão. Cuidado com os chamados “panetones caninos” com uva passa; dispense esse petisco. (veja atualização no final do artigo)
  • Abacate - a fruta, sementes e casca podem conter uma toxina chamada Persina. Melhor não arriscar. (veja atualização no final do artigo)
  • Massa de pão e bolo crua - o fermento contido na massa crua pode se expandir no estômago do animal e causar dor ou ruptura intestinal. O risco diminui depois que a massa é assada.
  • Cebola e alho - podem causar irritação gastrointestinal e danos às hemácias. Os gatos são mais suscetíveis que cães, mas é melhor não dar a nenhum eles cebola ou alho em grandes quantidades.
  • Comidas com muito sal ou gordura - o excesso de gordura pode causar mal-estar estomacal e pancreatite; o excesso de sal pode aumentar o risco de desenvolver toxicose do íon sódio. Além disso, podem causar diarréia e vômitos.
  • Ossos - são um perigo para os animais, pois podem causar engasgos ou perfurar o trato digestivo. Além disso, carne ou ovos mal cozidos podem causar intoxicação bacteriana. Atenção: ossos crus podem ser dados, em quantidades moderadas. O perigo está nos ossos cozidos, que se tornam quebradiços e podem machucar o trato gastrointestinal do animal.

  • Doces dietéticos - produtos adoçados com xilitol podem causar danos hepáticos e até a morte em cães mais sensíveis. Isso inclui goma de mascar, balas, biscoitos dietéticos e pasta de dentes.
  • Noz macadâmia - pode causar fraqueza, vômito, tremores e hipertermia em cães. Os sintomas duram até dois dias, e aparecem após 12 horas da ingestão.
  • Álcool, chocolate, café - as metilxantinas e especialmente a teobromina presentes nessas substâncias podem causar vômitos, diarréia, falta de ar, sede e urina excessivas, hiperatividade, aumento da frequência cardíaca, tremores, convulsões e risco de morte nos animais.

Quanto maior a porcentagem de cacau, mais perigoso é o chocolate; portanto, chocolate meio amargo é pior que chocolate ao leite ou chocolate branco. E a toxicidade depende da quantidade de chocolate ingerido e do tamanho do animal: cães pequenos podem ser envenenados com quantidades muito pequenas do alimento.

Se seu animalzinho roubar um ovo de páscoa de cima da mesa, fique atento e se houver algum desses sintomas, leve-o rapidamente a um veterinário de sua confiança. E nada de dar um pedacinho de chocolate a ele, para experimentar…

Além desses alimentos há algumas plantas comumente encontradas nos jardins domésticos que podem ser tóxicas para cães e gatos. Se você tem alguma dessas plantas no jardim e se seu animal apresentar convulsões ou perder a consciência, leve-o imediatamente ao veterinário.

  • Palmeiras ornamentais cicadófitas (plantas rasteiras com uma grande flor no centro)
  • Bulbos de tulipa e narcisos
  • Azaléa / rododendro
  • Oleandro ou flor-de-são-josé
  • Mamona ou rícino (inclusive a “torta de mamona” usada para adubar jardins)
  • Ciclâmen ou violeta dos alpes
  • Kalanchoe (uma florzinha bem comum em canteiros)
  • Comigo-ninguém-pode
  • Amarílis
  • Colchicum ou cólchico ou merendeira
  • Crisântemo
  • Hera, unha-de-gato
  • Lírio da paz
  • Jibóia
  • Cheflera
  • Coroa de Cristo
  • Espada de São Jorge
  • Mandioca, Hortênsia (ambas contém cianeto)

Nunca é demais lembrar: na proximidade da Páscoa é comum os pet shops colocarem à venda pequenos coelhinhos, que as crianças querem levar para casa. Mas assim que a novidade passa, os animaizinhos ficam abandonados e podem morrer por falta de cuidados especiais. Isso quando não são abandonados.  Muitas crianças também costumam segurar os bichinhos pelas orelhas, o que é completamente errado, pois machuca os animais.

Antes de comprar um animal por impulso, pense bem nos cuidados necessários, no tempo de vida (coelhos vivem em média 6 a 8 anos), na alimentação especial, e principalmente na responsabilidade de ter um ser vivo para cuidar. Se a criança pedir um coelhinho perto da Páscoa, é melhor dar a ela um coelho de pelúcia.

E não esqueça: nada de chocolate para os bichinhos!

Um abraço e boa Páscoa!

ATUALIZAÇÃO (em 26/09/10):

A Sylvia Angélico, do blog Cachorro Verde, divulgou no Twitter informações recentes sobre os alimentos que podem ou não ser dados aos cães. Veja o que diz a Sylvia:

“Na pós-graduação, tirei muitas dúvidas sobre alimentos potencialmente tóxicos para pets, com base em estudos recentes que foram divulgados.

O consumo crônico da casca do abacate está associado a danos renais, e não a gastrointestinais. Uva - pasmem - é segura para consumo. A uva passa contêm açúcar, esse é que é o problema. Assim como toda fruta cristalizada.

Macadâmias são mesmo consideradas tóxicas, alho pode ser oferecido a cães em pequeninas quantidades, mas jamais a gatos.

Carne de porco está liberadíssima. Até 2 ovos por semana podem ser oferecidos crus, e apenas peixes não carnívoros precisam ser cozidos

A beterraba não tem contra-indicações. Mas para uma correta digestão, é preciso triturá-la ou cozinhá-la.

O espinafre está liberado para oferta ocasional. Nosso espinafre é diferente do espinafre americano (do Popeye) e contém menos ácido oxálico.”

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Para saber mais:

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