You are currently browsing the archives for the “Natureza” category.

Comidas que seu cão não pode comer

posted in: Natureza, Papo sério (Tags: , , , , , , , ) - 15 Comments

Quem tem cachorro em casa sabe: eles adoram petiscar qualquer coisa que você esteja comendo, e sabem fazer cara de pidão até conseguir o que querem. Mas nem tudo o que comemos pode ser ingerido por cães e gatos.

A seguir, veja quais são os alimentos que parecem inofensivos, mas que podem causar um estrago danado para os bichinhos:

  • Uvas e uvas passas - podem causar insuficiência renal em cães se ingeridas em grandes quantidades; mesmo uma pequena quantidade de uvas pode causar problermas renais no cão. Cuidado com os chamados “panetones caninos” com uva passa; dispense esse petisco.
  • Abacate - a fruta, sementes e casca podem conter uma toxina chamada Persina. Melhor não arriscar.
  • Massa de pão e bolo crua - o fermento contido na massa crua pode se expandir no estômago do animal e causar dor ou ruptura intestinal. O risco diminui depois que a massa é assada.
  • Cebola e alho - podem causar irritação gastrointestinal e danos às hemácias. Os gatos são mais suscetíveis que cães, mas é melhor não dar a nenhum eles cebola ou alho em grandes quantidades.
  • Comidas com muito sal ou gordura - o excesso de gordura pode causar mal-estar estomacal e pancreatite; o excesso de sal pode aumentar o risco de desenvolver toxicose do íon sódio. Além disso, podem causar diarréia e vômitos.
  • Ossos - são um perigo para os animais, pois podem causar engasgos ou perfurar o trato digestivo. Além disso, carne ou ovos mal cozidos podem causar intoxicação bacteriana.

  • Doces dietéticos - produtos adoçados com xilitol podem causar danos hepáticos e até a morte em cães mais sensíveis. Isso inclui goma de mascar, balas, biscoitos dietéticos e pasta de dentes.
  • Noz macadâmia - pode causar fraqueza, vômito, tremores e hipertermia em cães. Os sintomas duram até dois dias, e aparecem após 12 horas da ingestão.
  • Álcool, chocolate, café - as metilxantinas e especialmente a teobromina presentes nessas substâncias podem causar vômitos, diarréia, falta de ar, sede e urina excessivas, hiperatividade, aumento da frequência cardíaca, tremores, convulsões e risco de morte nos animais.

Quanto maior a porcentagem de cacau, mais perigoso é o chocolate; portanto, chocolate meio amargo é pior que chocolate ao leite ou chocolate branco. E a toxicidade depende da quantidade de chocolate ingerido e do tamanho do animal: cães pequenos podem ser envenenados com quantidades muito pequenas do alimento.

Se seu animalzinho roubar um ovo de páscoa de cima da mesa, fique atento e se houver algum desses sintomas, leve-o rapidamente a um veterinário de sua confiança. E nada de dar um pedacinho de chocolate a ele, para experimentar…

Além desses alimentos há algumas plantas comumente encontradas nos jardins domésticos que podem ser tóxicas para cães e gatos. Se você tem alguma dessas plantas no jardim e se seu animal apresentar convulsões ou perder a consciência, leve-o imediatamente ao veterinário.

  • Palmeiras ornamentais cicadófitas (plantas rasteiras com uma grande flor no centro)
  • Bulbos de tulipa e narcisos
  • Azaléa / rododendro
  • Oleandro ou flor-de-são-josé
  • Mamona ou rícino (inclusive a “torta de mamona” usada para adubar jardins)
  • Ciclâmen ou violeta dos alpes
  • Kalanchoe (uma florzinha bem comum em canteiros)
  • Comigo-ninguém-pode
  • Amarílis
  • Colchicum ou cólchico ou merendeira
  • Crisântemo
  • Hera, unha-de-gato
  • Lírio da paz
  • Jibóia
  • Cheflera
  • Coroa de Cristo
  • Espada de São Jorge
  • Mandioca, Hortênsia (ambas contém cianeto)

Nunca é demais lembrar: na proximidade da Páscoa é comum os pet shops colocarem à venda pequenos coelhinhos, que as crianças querem levar para casa. Mas assim que a novidade passa, os animaizinhos ficam abandonados e podem morrer por falta de cuidados especiais. Isso quando não são abandonados.  Muitas crianças também costumam segurar os bichinhos pelas orelhas, o que é completamente errado, pois machuca os animais.

Antes de comprar um animal por impulso, pense bem nos cuidados necessários, no tempo de vida (coelhos vivem em média 6 a 8 anos), na alimentação especial, e principalmente na responsabilidade de ter um ser vivo para cuidar. Se a criança pedir um coelhinho perto da Páscoa, é melhor dar a ela um coelho de pelúcia.

E não esqueça: nada de chocolate para os bichinhos!

Um abraço e boa Páscoa!

Para saber mais:

Mudanças Climáticas e O Dia Depois de Amanhã

posted in: Filmes, Natureza, Papo sério (Tags: , , , , , , , ) - 16 Comments

Este artigo tem dois objetivos: falar sobre o filme O Dia Depois de Amanhã e participar do Blog Action Day deste ano, cujo tema são as mudanças climáticas. Pensei que este filme interessante seria um bom ponto de partida para falarmos sobre os mitos e verdades que envolvem o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O filme de 2004, apesar de seguir a linha de cinema-catástrofe, foi lançado em um momento em que a causa da catástrofe em questão é um assunto que diz respeito a todos nós. O Dia Depois de Amanhã foi dirigido por Roland Emmerich, co-produzido e escrito por ele, e é baseado no livro “The Coming Global Superstorm“, de Art Bell e Whitley Strieber. Emmerich já fez outros trabalhos nessa linha, como Independence Day, e está preparando o lançamento (em 13/11/2009) de seu novo filme-catástrofe, “2012” (que, assim como este, esperamos que fique apenas na ficção).

A premissa do livro (e explicada no filme) é que, com o aumento do aquecimento global e o derretimento das calotas polares, o excesso de água doce nos oceanos causará o desequilíbrio entre água doce e salgada, alterando a Corrente do Atlântico Norte.

A Corrente do Golfo e a Corrente do Atlântico Norte geram um fluxo de água quente em frente ao Pólo Norte, que por sua vez cria um fluxo de ar quente que ’segura’ a massa de ar polar. Isso evita o super resfriamento do Hemisfério Norte. Com esse desequilíbrio, a barreira deixa de existir e libera o fluxo de ar congelado em direção ao sul, causando uma queda drástica de temperatura. Ironicamente, o aquecimento global causaria uma nova Era Glacial.

E como estamos falando de cinema catástrofe, tudo acontece muito rápido, e temos o drama pessoal dos personagens, que dá um aspecto humano e aumenta o interesse do filme. Desde Aeroporto 75 a Titanic, esse gênero de filmes sempre traz um drama pessoal para acompanharmos. O que, convenhamos, funciona bem.

Jack Hall (Dennis Quaid), um paleoclimatologista, está na Antártida com seus colegas coletando amostras de gelo quando a plataforma onde estão começa a rachar e separa-se do resto do continente. A seguir, Jack mostra suas descobertas e teoria em uma conferência sobre aquecimento global em Nova Délhi, onde surpreendentemente, está nevando.

O vice-presidente americano não acredita em sua teoria, mas o Professor Terry Rapson (Ian Holm, o Bilbo Baggins de O Senhor dos Anéis), um meteorologista escocês, concorda com ele e conta que algumas bóias no Atlântico Norte mostraram queda repentina de mais de 13 graus de temperatura, o que indica que o resfriamento já pode estar começando.

Outros estranhos eventos climáticos estão acontecendo pelo mundo; tornados devastam Los Angeles; pedras de granizo do tamanho de melões caem em Tóquio; uma grande nevasca cobre a Europa e os helicópteros que iam buscar a família real britânica congelam em pleno voo.

O filho de Jack, Sam (Jake Gyllenhaal) está em Nova York com seus amigos Brian (Arjay Smith) e Laura (Emmy Rossum, de O Fantasma da Ópera) para participar de uma competição acadêmica. Após o evento, eles não conseguem sair de NY devido às péssimas condições climáticas. Sem eletricidade e com as ruas inundadas, eles tentam se abrigar na Biblioteca Pública, e por pouco não são cobertos por uma onda gigante que atinge Manhattan. Muitas pessoas conseguem se abrigar lá, inclusive um morador de rua e seu cachorro (Buda, um lindo cão preto e branco).

Sam consegue ligar de um telefone público no saguão inundado e fala com seus pais. Jack o aconselha a não saírem dali, tentarem se aquecer e aguardar o final da grande tormenta que deve durar de uma a duas semanas, e diz que ele irá buscá-lo em Nova Iorque.

Para a surpresa das pessoas ali abrigadas, um navio russo à deriva percorre as ruas de Manhattan e pára em frente à Biblioteca. O frio aumenta e a água congela. Eles começam a queimar livros para se aquecer, o que gera algumas discussões sobre quais livros podem ou não ser queimados.

Mais tarde, eles veem muitas pessoas caminhando na neve, tentando sair da cidade. Muitos querem ir também, mas Sam pede que não saiam dali e explica o que acontecerá, e que eles acabarão congelados. Mesmo assim, alguns vão.

O governo americano ordena a evacuação dos estados do Sul, e muitas pessoas tentam entrar no México que, assustado com o grande número de “imigrantes” indesejados, fecha a fronteira. O presidente americano então faz um acordo para a abertura da fronteira, perdoando todas as dívidas dos países latino-americanos. Essa cena irônica é muito lembrada (e apreciada).

Após um episódio dramático em que Sam e seus amigos procuram penicilina no navio russo para tratar a infecção de Laura, que cortou a perna ao tentar chegar à biblioteca, eles são atacados por lobos que fugiram do zoológico e por um triz conseguem voltar em segurança para a biblioteca antes da chegada da grande tempestade, com temperaturas de -101ºC e congelamento instantâneo.

Por fim, Jack e seu colega Jason conseguem chegar a Nova Iorque e encontram Sam e seu grupo na biblioteca (inclusive Buda, o único cão sobrevivente de Nova Iorque). Quando os helicópteros chegam para resgatá-los, vemos que há muitas outras pessoas em segurança no topo dos prédios, e na cena final os astronautas que estão na Estação Espacial observam a Terra, cuja metade superior está quase totalmente coberta por neve e gelo. Uma nova Era Glacial começou.

Muitos cientistas e ambientalistas criticaram duramente o filme; o paleoclimatologista William Hyde, da Duke University, disse que “o filme era para a ciência climática o que ‘Frankenstein’ era para as cirurgias de transplantes cardíacos”. Outro ponto muito criticado é que essas mudanças climáticas acontecem no filme durante alguns dias ou semanas, enquanto em um cenário mais plausível, todas as mudanças mostradas no filme demorariam algumas décadas ou séculos para acontecer. Bom, não esqueçamos que isto é um filme, e essa aceleração é uma liberdade artística necessária para criar o drama.

Um detalhe interessante é que Roland Emmerich pagou 200 mil dólares do próprio bolso para tornar a produção do filme “carbono-neutro”; isto é, todo o dióxido de carbono emitido durante a produção foi compensado pelo plantio de árvores e investimentos em energia renovável. Esta foi a primeira atitude deste tipo em Hollywood.

Agora, falando sério:

No site CISCI, há uma análise científica de alguns aspectos do filme. Em resumo, há 90% de probabilidade de conexão entre o aquecimento global e o consumo de combustíveis fósseis pelos humanos, e a consequente emissão de carbono. Apesar do resfriamento causado pelo aquecimento global ser possível em teoria, a temperatura média do planeta irá ficar mais quente, e não mais fria. Pelo menos, nos próximos séculos.

Até o ano 2100 prevê-se um aumento entre 1,1 e 6,4 graus Celsius nas temperaturas mundiais. Se todo o gelo dos pólos derretesse, o nível dos oceanos poderia aumentar até 90 metros. Um aumento de 15 metros no nível do mar, como mostrado no filme, é possível, mas não tão rápido. Isso demoraria algumas décadas para acontecer.

Como vimos, o aquecimento global já está acontecendo, e está diretamente ligado à emissão de carbono. Apesar de muitas pessoas culparem a explosão demográfica pelas mudanças climáticas, o verdadeiro culpado é o consumo, não a população.

George Monbiot, em um artigo interessante publicado no site AlterNet, mostra que a pequena parcela de consumidores muito ricos causa mais dano ao meio ambiente que uma grande população de pessoas pobres com quase nenhum consumo e emissão de carbono. Os locais com maior crescimento populacional também são os com menor aumento de produção de dióxido de carbono, e vice-versa. Entre 1980 e 2005, a África sub-saariana produziu 18,5% do crescimento populacional e apenas 2,4% do aumento de CO2. Por sua vez, a América do Norte respondeu por 4% do aumento populacional, mas por 14% das emissões de carbono. Um sexto da população mundial é tão pobre que não produz emissões significativas de carbono.

Como exemplo do extremo oposto, Monbiot cita os grandes iates de luxo, como o Wally Power 118, que consome 3.400 litros de combustível por hora na velocidade de 60 nós. Isso significa 31 litros por quilômetro, ou quase um litro por segundo. Somado aos acabamentos de luxo, jet skis, helicóptero particular, caviar beluga e sushi de salmão, o proprietário de um desses iates causa mais dano à biosfera em dez minutos que muitos africanos causariam em toda sua vida.

Apesar das taxas médias de natalidade estarem diminuindo em toda parte, a população mundial continua a aumentar. A maior parte do crescimento populacional está entre as pessoas que não consomem quase nada. As pessoas têm menos filhos quando ficam mais ricas, mas não diminuem seu consumo; pelo contrário, elas consomem mais. Ironicamente, a camada mais rica da população mundial não reconhece que pode estar causando tal dano ao meio ambiente, e prefere culpar os bilhões de pessoas que vivem na Índia e na China pelo aquecimento global. Claro que, se esses bilhões tivessem o estilo de vida (e consumo) ocidental, o planeta não suportaria.

Também concordamos que a melhoria da educação, seguida pelo planejamento familiar e consequente diminuição da taxa de fertilidade desses países, só poderia ajudar a adiar cada vez mais as mudanças climáticas previstas no filme. Mas também fica claro que, se os países mais ricos não mudarem seus hábitos de consumo, nisso incluindo as grandes empresas e corporações, as atitudes individuais sozinhas não conseguirão deter a onda de aquecimento global.

No início de dezembro de 2009, as Nações Unidas esperam unir 190 governos em Copenhague para finalizar um acordo sobre as emissões de gases do efeito estufa, para substituir o protocolo de Kyoto, que expirará em 2012.

Apesar dos Estados Unidos terem ficado fora do protocolo de Kyoto, desta vez esperamos que o presidente Obama participe e lidere seu país em direção às mudanças necessárias. A participação dos Estados Unidos é muito importante, pois o país é o maior emissor de dióxido de carbono (CO2) para a produção de eletricidade, seguido pela China. Contudo, é pouco provável que o Senado norte-americano aprove até dezembro uma lei que restrinja as emissões de gases do efeito estufa.

E o que podemos fazer? Além de, através do poder da opinião pública, pressionar os governos a aprovar as leis necessárias, reduzir o desmatamento e reduzir as emissões de carbono de indústrias e dos grandes consumidores, também podemos fazer a nossa parte.

Algumas atitudes individuais podem ajudar, como reduzir o uso do automóvel, reciclar tudo o que for possível, reduzir o consumo de plásticos, diminuir o consumo de eletricidade, comer menos (ou nenhuma) carne, usar a energia solar para aquecimento de água e diminuir as viagens, especialmente de avião. Um voo transatlântico torna uma pessoa responsável pela mesma quantidade de emissão de carbono que causaria dirigindo um carro durante um ano. Ao reduzir o consumo de uma forma geral, estamos diminuindo também o consumo da energia necessária para a fabricação dos bens de consumo, o que em última análise significa a redução da emissão de dióxido de carbono.

Uma iniciativa curiosa vem sendo tomada pela empresa aérea japonesa All Nippon Airways (ANA), que tem pedido para os passageiros usarem o banheiro antes de embarcar, para reduzir o consumo de combustível. A empresa estima que se todos os passageiros fizerem isso, a rredução da emissão de dióxido de carbono pode chegar a 4,2 toneladas por mês. Outras medidas tomadas pela empresa são a reciclagem de copos e garrafas de plástico e o uso de hashis feitos com madeira de projetos de poda de florestas, em um esforço de sustentabilidade. As revistas e louças usadas nos aviões também serão mais leves.

O cenário catastrófico mostrado no filme felizmente está ainda bem distante, mas não é impossível. Cabe a todos nós fazermos nossa parte e tentarmos adiar o máximo possível o aquecimento global e as mudanças climáticas que ele trará. Se não fizermos nada, as consequências afetarão a vida de todos nós.

*     *     *

Para saber mais:

Outros posts legais participando do Blog Action Day 2009:

Trailer - O Dia Depois de Amanhã:

Ecossistemas: o que aprendemos com os dinossauros

posted in: Natureza, Papo sério, TV, alma carioca (Tags: , , , , , , , ) - 3 Comments

(artigo publicado no Alma Carioca em 10/09/2009)

Recentemente assisti no YouTube ao último episódio da série Família Dinossauro, que não cheguei a ver na TV. Contrastando com o clima alegre da série, este episódio é triste e traz uma mensagem séria: melhor não mexer com a natureza, pois as consequências podem ser catastróficas…

“Ecossistema é o conjunto dos relacionamentos que a fauna, flora, microorganismos e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfera mantém entre si. Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilíbrio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento causa modificações em todo o sistema podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente. Se por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se comprometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem como daqueles que se alimentam destes animais”. (Fonte: site Wikiducação)

[Atenção: montes de spoilers; se preferir, assista ao episódio antes - vídeos no final do artigo]

Neste episódio,  os dinossauros aguardam a chegada dos besouros que vêm todos os anos no mês de maio. O bando de besouros não chega, e as papoulas que são seu alimento estão espalhando-se por toda parte. Na casa de Dino aparece um único besouro solitário, que espera encontrar os outros de sua espécie para acasalar-se. Charlene vai até o pântano com ele procurar o bando mas não há pântano; a corporação Isso É Assim construiu uma fábrica de creme de frutas no lugar do pântano, que era o local de acasalamento dos insetos; para manter a alta tecnologia da fábrica, eles mataram todos os besouros e isso causou a extinção da espécie.

Sem os besouros, as papoulas crescem e espalham-se desordenadamente, e a empresa tem a brilhante ideia de contratar Dino como relações públicas. Ele sugere que um poderoso desfolhante químico seja pulverizado para matar as plantas. A brilhante ideia funciona tão  bem, que mata todas as espécies vegetais de Pangea, o único continente do planeta.

Robbie: Pai, você vai pulverizar o continente inteiro com veneno? Não há uma alternativa mais segura?

Dino: Como o quê?

Charlene: Bem, podar as plantas o máximo que pudermos, viver com um pouco de desconforto e esperar que a natureza por fim recupere o equilíbrio.

Dino: Isso é inconveniente e demorado; minha ideia é excitante e de alta tecnologia.

Robbie: É, mas você testou essa coisa para ver se é seguro?”

E as ideias brilhantes continuam; o Sr Richfield imagina que se houver nuvens haverá chuva, que trará de volta as plantas. Então ele ordena que sejam jogadas bombas dentro dos vulcões (!) para causar erupções e portanto, nuvens. Mas as enormes nuvens escuras causam o resfriamento global (uma espécie de inverno nuclear) e uma nova era do gelo, que os cientistas estimam que leve algumas ‘dezenas de milhares de anos’ para se dissipar. Com isso, o destino dos dinossauros está selado.

A cena final mostra a família Silva Sauro tentando em vão se aquecer em casa, enquanto Dino pede desculpas à família e Baby pergunta o que vai acontecer com eles. Na TV, o apresentador faz a previsão meteorológica final:

“E agora, uma previsão de longo prazo: neve contínua, escuridão e frio extremo. Aqui é Howard Handupme. Boa noite (pausa) e adeus.”

[fim dos spoilers]

O equilíbrio de um ecossistema é uma coisa muito delicada; como vimos acima, a extinção de uma espécie pode causar o crescimento desordenado de outras espécies, animais ou vegetais. Da mesma forma, a adição de uma nova espécie não nativa em um ecossistema também pode causar desequilíbrio. Foi o que aconteceu quando coelhos foram levados para a Austrália no início do século 20. Sem predadores naturais eles multiplicaram-se, prejudicando outras espécies nativas pela concorrência alimentar.

Outras formas de desequilíbrio podem ser causadas por fatores naturais, como incêndios, enchentes, maremotos,  ou por fatores induzidos pelo homem, como poluição atmosférica, da água, excesso de pesca, aquecimento global, explosão demográfica, desmatamento, queimadas, etc.

Em alguns casos o desequilíbrio pode ser revertido a médio ou longo prazo, mas em alguns casos essas perturbações são irreversíveis e acabarão afetando ao próprio homem, que depende do meio ambiente para sua sobrevivência, embora às vezes não se dê conta disso.

Outro fator alarmante é a explosão demográfica humana. A população humana aumenta em progressão geométrica, enquanto os recursos necessários à nossa sobrevivência não. Com o aumento da tecnologia, produzimos cada vez mais lixo e consumimos cada vez mais energia; o desperdício de alimentos é chocante, enquanto milhões sofrem com a fome crônica. Poluímos o planeta sem nos preocuparmos com as consequências que isso trará. Como Dino, não nos preocupamos com as plantinhas, afinal de contas “a maioria dos lanches gostosos não têm nenhum ingrediente natural”.

A solução? O desenvolvimento sustentável. Isso quer dizer “o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro”. (Fonte: site da WWF Brasil)

Isso inclui a redução do consumo de recursos e do uso de matérias primas e produtos, o aumento da reutilização e reciclagem. Os que consomem mais (países desenvolvidos e altamente industrializados) devem reduzir mais o consumo que os países em desenvolvimento. A ideia não é evitar o desenvolvimento econômico, mas utilizar os recursos disponíveis com bom senso e moderação.

Podemos mudar nossos hábitos individuais e pressionar os governos para que adotem políticas macroeconômicas que prevejam a sobrevivência das próximas gerações, em vez de apenas sua sobrevivência até as próximas eleições.

Afinal, só temos um planeta e seus recursos são finitos. Como aprendemos com os dinossauros, se não cuidarmos dele direito, pode ser que não tenhamos dezenas de milhares de anos para esperar a solução.

*   *   *

O episódio “Changing Nature” (Mudando a Natureza)  foi o último episódio da quarta temporada e foi ao ar na TV americana em 20/7/94. Depois dele, sete outros episódios que foram filmados mas não exibidos na estréia, foram ao ar nas temporadas de reprises nos EUA.

Essa série divertida foi produzida pela Disney em parceria com a Jim Henson Productions e exibida no Brasil de 1992 a 1995 na Globo, em 2003 no SBT e de 2007 a 2009 na Bandeirantes.

Apesar do final triste, fez muito sentido terminar a série assim; apesar de não sabermos a verdadeira causa da extinção dos dinossauros, o episódio nos alerta para qual pode ser a causa da nossa extinção. Melhor não mexer com a natureza.

*     *     *

Para saber mais:

Vídeo: Mudando a natureza – episódio final da série família Dinossauro

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Adote um amigo

posted in: Natureza, Papo sério (Tags: , , , , , ) - 1 Comment

Assisti ao vídeo abaixo no blog Cantinho dos Miaus, e fiquei com um nó na garganta. Assistam também e vejam se não dá vontade de levar um deles para casa.

No final há imagens dos animais antes de serem adotados e depois, em seus novos lares; a diferença é gritante; antes, animais tristes, quase pele e osso, maltratados; depois, animais bem cuidados, com aparência bem mais saudável. E claro, mais felizes.

Nena - esperando adoção - clique na imagem para ir ao link

Nena - esperando adoção - clique na imagem para ir ao link

Gabriela, do Cantinho dos Miaus, participa do projeto Mundo dos Animais, em Portugal. Ela e outras artesãs fazem e doam objetos artesanais que são vendidos em leilões online; a renda obtida vai para ajuda aos animais.

Felizmente aqui no Brasil também temos muitas organizações e pessoas que ajudam os bichinhos.

Ali do lado (e no final do artigo) há links de sites para adoção de animais em algumas capitais. Mas quase todas as cidades têm abrigos e organizações para adoções de animais (mas não as  “feiras de filhotes” - mais adiante falaremos delas). E sempre se pode adotar um cão ou gato nos abrigos da prefeitura. Por exemplo, uma boa notícia:

No último dia 1º de julho o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab,lançou um programa para dar novo tratamento aos cães e gatos abandonados da cidade. É o Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos (o Probem), que contará com recursos da ordem de R$ 9 milhões neste ano.

O principal mérito do programa é o de, pela primeira vez na administração municipal, desvincular dos canis do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) o destino dos cães e gatos resgatados das ruas. O CCZ foi criado em 1973, no bairro de Santana, para combater doenças que os animais podem transmitir aos homens. Agora, cães e gatos seguirão para o Núcleo de Proteção e Bem-Estar, a ser construído em outro local, onde serão medicados e castrados. Lá, eles ficarão acomodados e disponíveis para adoção.
“A população deve participar deste novo projeto adotando os animais. Os cães e gatos precisam deste apoio”, afirmou o prefeito durante a cerimônia de lançamento do programa. Ele reconheceu a importância e a urgência da proposta em uma cidade onde 42% dos domicílios têm pelo menos um cachorro e 8,8% têm pelo menos um gato. A população de cães é estimada em 1,5 milhão e de gatos em 240 mil. Segundo dados oficiais, cresce assustadoramente o número de animais abandonados nas ruas de São Paulo. Em 2008, foram 14.701. Neste ano, em apenas seis meses, o total já chegou a 6.795. “Antes tarde do que nunca”, completou o prefeito Kassab.
(…)
“O ciclo de abandono dos animais na cidade precisa ser interrompido”, disse Januario Montone. “Para isso, a postura da sociedade precisa mudar.” Como ele observou, a construção do Núcleo de Proteção e Bem-Estar para cães e gatos é necessária por causa da quantidade de animais sem donos. “Cachorro não é uma coisa, um brinquedinho que se joga fora“, afirmou Montone.
Para ajudar a controlar o crescimento da população de animais na cidade, o secretário da Saúde informou que está aumentando de 40 mil para 100 mil as castrações gratuitas de cães e gatos na cidade de São Paulo. O programa prevê ainda a contração de 80 veterinários e 67 biólogos. Foi apresentada a campanha publicitária que estará nos jornais, nas revistas e na televisão sobre o Probem.

Fonte: artigo de Ricardo Osman, retirada do site Animais para Adoção - SP

Lobinha - esperando adoção (clique na foto para ir ao link)

Antes de adotar um amigo, é importante ter em mente que você está assumindo a responsabilidade por cuidar de um ser vivo, que precisa de cuidados e carinho, e que viverá alguns anos (de 10 a 18 anos). Portanto, é um compromisso de longo prazo. Pergunte a si mesmo:

  • Toda a família está de acordo com a chegada de um novo animalzinho?
  • Você tem um espaço apropriado na sua casa para ele?
  • Você está disposto a educar seu novo amigo, com paciência, mesmo que ele não aprenda na 1ª vez?
  • Se adotar um cão, você o levará para passear todos os dias, não importando como estiver o tempo?
  • Quando crescer, você cuidará dele como no primeiro dia? O manterá sempre limpinho?
  • Recolherá todas as suas fezes e limpará o seu xixi?
  • Você comprará sempre a comida adequada para ele?
  • O levará ao veterinário sempre que for necessário e para avaliações periódicas, vacinações e afins?
  • E, sobretudo, você terá capacidade para amá-lo e comprometer-se durante toda a vida dele, que poderá durar até 15 anos ou mais?
(Fonte: O que é guarda responsável - Portal Nosso Mundo)

filhote fêmea aguardando adoção (clique na imagem para ir ao link)

filhote fêmea aguardando adoção (clique na imagem para ir ao link)

Alguns centros de adoção entregam o animal castrado e vacinado/vermifugado, mas caso isso não tenha sido feito, é bom levar o animal ao veterinário para avaliação do estado de saúde e para tomar as vacinas e remédios necessários. É importante esterilizar o animal (cão ou gato), pois além de evitar a procriação indesejada, isso o torna mais calmo e tranquilo.

Além disso, do ponto de vista fisiológico, os cães não precisam acasalar; a gravidez não protege a fêmea de câncer de mama, pois a única prevenção comprovada é a castração ou esterilização antes do primeiro cio. Um cão macho só sentirá o instinto de acasalar se estiver diante de uma fêmea no cio. A menos que você pretenda ficar com os filhotes (o que gerará muitas despesas, e mais responsabilidade), é melhor fazer a esterilização do animal.

A esterilização pode ser realizada em qualquer fase da idade reprodutiva do animal. A maioria dos veterinários, entretanto, recomenda que seja feita a partir dos quatro meses. A esterilização reduz muito a probabilidade das fêmeas de desenvolver câncer de mama na idade adulta, quanto mais cedo for feita a esterilização. Infelizmente nossa cachorrinha teve esse problema, pois não sabíamos disso na época e não fomos orientados a castrá-la. Não pretendíamos que ela tivesse filhotes, e se soubéssemos disso antes ela poderia ter sido poupada de muito sofrimento.

No caso das gatas, a castração inibe o desenvolvimento de tumores de mama e outras doenças do sistema reprodutor, como a piometra. Gatos castrados ficam mais calmos, mais caseiros e não ficam procurando fêmeas no cio e  ‘marcando território’. Animais castrados não engordam.

A principal causa do abandono de animais é o descontrole populacional. Uma cadela e seus descendentes podem gerar, em 6 anos, 73.000 cãezinhos e uma gata com vida reprodutiva pode deixar até 240.000 gatinhos. Não existem lares responsáveis para todos. (fonte: site do PEA)

Muitas pessoas procuram filhotes para adoção nos centros e abrigos, mas um animal adulto também pode ser um amigo afetuoso por toda a vida. Ao contrário do que se pensa, a adaptação de um animal adulto é mais fácil e rápida que a de um filhote, pois ele só terá de se acostumar à nova casa. Os cães adotados aceitam melhor a mudança, pois em geral estão iniciando uma vida melhor que a antiga, e demonstram sua gratidão tornando-se defensores leais da nova família, e amigos carinhosos. No artigo “Por que adotar um animal adulto“, Nina Hinerich explica:


Contrariando o pensamento de muitas pessoas, animais adultos se adaptam a novos lares tão bem quanto os filhotes. E ainda tornam-se companheiros, fieis, carinhosos, amigos e gratos por receberem, abrigo, alimentação, atenção e amor.Quando você adota um animal adulto já sabe o seu tamanho, temperamento, personalidade. Ao contrário do filhote que é pequenino, travesso, sempre pulando, correndo, fazendo arte, escalando cortinas…Porém ele vai crescer bem mais depressa do que você supunha, então ele começará gradativamente a se tornar diferente daquilo que você pensava (sim, porque acabamos imaginando que uma vez filhote sempre será filhote, mas ele vai crescer, se tornar adulto, mudar alguns hábitos…).

É uma grande ilusão achar que adotando um filhote você o “moldará” à sua maneira, não: eles formarão sua própria personalidade e você pode se decepcionar quando perceber que aquela bolinha peluda que escalava suas pernas no seu colo agora só aceita colo quando ele sente vontade.

(Fonte: artigo de Nina Hinerich, do Porta-Voz Animal. Artigo: www.greepet.vet.br)

A Humane Society dos EUA tem divulgado informações e até iniciado processos contra  alguns criadores de animais ‘de raça’, os chamados “puppy mills” ou fábricas de filhotes. Nesses locais os animais são mantidos em más condições, confinados em gaiolas e reproduzindo-se continuamente por vários anos e sem receber carinho ou pior, sem os cuidados veterinários adequados. Como o objetivo é o lucro e não o bem estar dos animais, esses estabelecimentos violam as leis federais e estão sendo alvo de processos judiciais. Os filhotes costumam ser vendidos em pet shops e frequentemente desenvolvem doenças mais tarde, originadas da falta de cuidados nos criadouros.

Leonardo - esperando adoção (clique na imagem para ir ao link)

Leonardo - esperando adoção (clique na imagem para ir ao link)

Essa “produção em massa” de filhotes leva à superpopulação de animais, contribuindo indiretamente para o aumento do número de animais abandonados em abrigos.

Todos os anos, de 6 a 8 milhões de cães e gatos  dos EUA vão parar em abrigos; destes, entre 3 e 4 milhões de animais são sacrificados por não terem sido adotados. (fonte: site da Humane Society). Na cidade de São Paulo, estima-se que cerca de 30 mil cães e gatos recolhidos das ruas são sacrificados a cada ano.

Veja aqui uma apresentação em flash mostrando o interior dessas “fábricas de filhotes”. Triste…

Mesmo que no Brasil a maioria dos criadores tenham boas condições para os animais, com canis e gatis que se preocupam com a saúde dos pais e filhotes, infelizmente existem alguns criadores que visam só o lucro. Ao comprar filhotes em um pet shop ou feira de filhotes às vezes não é possível saber a procedência do animal.

Como saber se o animal foi vacinado e vermifugado, se os pais possuem laudo de displasia coxo-femoral e de cotovelo, quais os problemas genéticos que aquela raça pode ter? Quando você compra um filhote em pet shop ou feira de filhotes, está promovendo essas fábricas de filhotes. Quanto mais vendem, mais elas produzem. Portanto, é melhor evitá-las.

Ao adotar um animal abandonado também podemos não saber as respostas a essas perguntas, mas depois de um exame veterinário saberemos qual a condição atual do animal e quais os cuidados que lee necessita. Estaremos evitando o sacrifício de um ser vivo e evitando que ele continue vivendo abandonado e sofrendo maus tratos e privações. E principalmente, ganharemos um amigo leal, que retribuirá com seu carinho e companhia durante toda a vida.

Jimmy - 3 anos, aguardando adoção (clique na imagem para ir ao link)

Jimmy - 3 anos, aguardando adoção (clique na imagem para ir ao link)

Se decidir comprar um cão ou gato, procure um criador responsável. Visite o local e observe as condições em que vivem os animais. Converse com o proprietário, tire suas dúvidas sobre os cuidados específicos da raça. Um criador responsável responderá a todas as perguntas e não deixará que o filhote seja separado da mãe antes de no mínimo sessenta dias. Depois da compra, leve o animal ao veterinário e, assim que possível, esterilize-o. Se posível, prefira a adoção. Cada cão comprado é um cão adotado a menos.

No excelente artigo de Silvia Schultz no Portal nosso Mundo, ela explica a diferença entre cachorreiros e criadores. Vale a pena lê-lo na íntegra, mas aqui está um trecho:

Este tipo de comércio funciona à custa da exploração de cães e gatos que vivem exclusivamente para reproduzir e gerar mais filhotes para a venda, sem que haja quaisquer cuidados em relação à saúde dos pais ou dos filhotes. São animais que correm sérios riscos de nascerem doentes ou apresentarem doenças de cunho genético ao longo de sua vida, o que trás sofrimento tanto para o filhote quanto para seu guardião, além de freqüentemente ser motivo para o abandono em função de o animal ser totalmente fora dos padrões físicos e comportamentais esperados para a raça.(…)

São animais que, retirados da mãe extremamente cedo, não são socializados corretamente e muitas vezes são vendidos com menos de 45 dias de vida. Nos Pet Shops e feiras, ficam confinados em pequenas gaiolas, expostos ao sol ou ao frio e sem supervisão, o que causa stress e desconforto ao animal. Não recebem ração de boa qualidade nem vacinação ética, estando sujeitos à doenças infecto-contagiosas que podem causar a morte ou deixar seqüelas irreversíveis.

(Fonte: artigo de Silvia Schultz - Diferenças entre cachorreiros e criadores)

filhote macho para adoção - clique na imagem para ir ao link

filhote macho para adoção - clique na imagem para ir ao link

Mesmo que existam animais de raça lindos, um vira-lata ou cão sem raça definida (SRD) pode ser a melhor opção para adoção. Esses animais são brincalhões e mais resistentes a diversas doenças, pois  a diversidade genética obtida pelo cruzamento de raças diminui a probabilidade de doenças específicas de uma determinada raça, e aumenta a resistência do animal (a famosa ’seleção natural”). O vira-lata será um amigão e uma excelente companhia.

Gatos adotados têm mais dificuldades que cães para acostumar-se à nova casa, pois são animais metódicos. É preciso ter paciência e carinho com o animal. Mas como eles geralmente vêm de uma vida de maus tratos e privações, a mudança, especialmente se acompanhada de carinho, é mais facilmente recebida pois eles percebem que sua vida melhorou. Ainda que o gatinho demore para se sentir seguro e à vontade, é certo que ele se acostumará e retribuirá o carinho, tornando-se um amigo afetuoso.

Um cão ou gato sem raça definida pode ser um amigo para a vida toda, tanto quanto um animal de raça. As raças trazem uma certa previsibilidade quanto ao tamanho, anatomia, temperamento, o que é mais difícil de prever nos SRD. Mas muito do comportamento do animal é devido ao modo como ele é tratado e ensinado. Mesmo cães adultos podem ser ensinados, se perceberem que o humano é a autoridade que deve ser respeitada (o líder da matilha). Mas isso deve ser feito com firmeza e sem agressividade ou crueldade.

Se decidir adotar um animal, procure um abrigo em sua cidade, ou pergunte nas clínicas veterinárias; eles podem indicar animais que estejam disponíveis para adoção.  Além disso, sempre ouvimos falar de pessoas que estão com uma ninhada indesejada em casa, e que oferecem os filhotes para adoção. Existem muitas opções. No fim do artigo há diversos links de sites para adoção de animais em várias regiões do Brasil. Veja também a tabela onde achar um cão?, do Projeto Pró Animal.

Um animal adotado é um animal a menos na rua, sujeito à fome, ao frio e à crueldade. A melhor forma de evitar que existam animais abandonados é pelo controle populacional (ou seja, a esterilização). E para os que já estão por aí, a melhor solução é a adoção. Um animal que encontra um novo lar cheio de carinho e cuidados ganhou uma nova chance na vida. E quem o adota, ganhou um novo amigo.

Observação:

Estamos falando para pessoas com bom coração, que realmente amam os animais; mas infelizmente vemos de tudo neste “mundo  velho sem porteira”… ficamos sabendo de histórias tristes e terríveis de crueldade com os animais, como esta e esta. Ao pesquisar para este artigo, encontrei um anúncio classificado de uma mulher que compra gatos… nem quero imaginar para quê. Por isso, muitos abrigos investigam o adotante em potencial, para evitar que os animais inocentes sofram ainda mais e tudo acabe em tragédia. O Paulo Afonso explica isso muito bem neste artigo. Sinto terminar com uma nota triste, mas creio que é preciso divulgar também esse lado negro, que gostaria que não acontecesse mais.

*   *   *

Mais informações e sites sobre adoção de animais em várias regiões do Brasil:

Outros sites interessantes sobre animais:

Dicas para a Coleta Seletiva

posted in: Natureza, Papo sério (Tags: , , , , ) - 3 Comments

Este é um bom exemplo de como cada um de nós pode fazer a sua parte e contribuir para diminuir a quantidade de lixo que vai para os aterros sanitários e ‘lixões’. Além disso, o material recolhido na coleta seletiva é reciclado, gerando renda e economizando recursos e matérias primas.

Cada pessoa no Brasil  produz de 0,5 a 1 kg de lixo por dia, o que dá quase 18 mil toneladas de lixo produzido por dia. Achou muito? Nos Estados Unidos a produção de lixo per capita  é maior (1,80 kg por pessoa por dia), resultando em uma montanha de meio milhão de toneladas de lixo por dia. Apesar de produzirem menos lixo per capita por dia (0,20 kg), devido à grande população a produção total de lixo por dia na Índia é de 200 mil toneladas, uma montanha respeitável.

E o que é a coleta seletiva? É simplesmente separar o lixo em casa conforme o tipo de material para que quando ele for recolhido, seja mais fácil encaminhá-lo para a reciclagem. Os tipos de lixo, classificados de acordo com o material, são:

  • Azul - Papel e papelão (inclusive embalagens de cartão, papel de escritório, folhetos de supermercado, rolinhos centrais do papel higiênico, caixas de pasta de dente, caixas de pizza, etc.)
  • Amarelo - Metal (latas de conservas, de azeite, e qualquer lixo de metal que não seja alumínio). As latinhas de alumínio, como são muito procuradas por terem bom preço de venda, podem ser embaladas separadamente dos outros metais. Os catadores agradecem.
  • Verde - Vidro (e garrafas de suco, vinho, copos trincados ou quebrados (neste caso, embrulhar bem com jornal e colocar um aviso visível no pacote), vidros de palmito e geléia - Atenção - Não serve pirex ou lâmpadas)
  • Vermelho - Plástico (aqui cabem saquinhos de batata frita, bolachas e outras embalagens, o excesso de sacolinhas plásticas de supermercado que não forem usadas para outros fins, frascos de shampoo, desodorante, detergente, óleo, os tubos vazios de pasta de dente, etc. As garrafas PET de refrigerantes e sucos estão nesta categoria, mas podem ser embaladas separadamente para facilitar o recolhimento).

Além destes tipos básicos, também pode ser reciclado o óleo de cozinha usado (o que já fez várias frituras, ou que foi usado para fritar peixe - aí só serve para fritar mais peixe, ou para reciclar). O óleo deve ser colocado em garrafas PET vazias e, quando estiverem cheias, devem ser levadas a um posto de coleta - alguns supermercados e bancos prestam este serviço, informe-se em sua cidade.

Papéis, vidros, plásticos e metais representam 40% do lixo doméstico. Se este material for coletado e encaminhado para a reciclagem, a utilização dos aterros sanitários será 40% menor, o que prolongará sua vida útil. Se for feita a compostagem do lixo orgânico, a carga dos aterros será ainda menor.

A compostagem pode ser feita por usinas especializadas, geralmente administradas pelo município, ou em pequena escala, em casa. Há técnicas específicas para fazer a compostagem caseira, e quem estiver interessado pode obter mais informações aqui e aqui.

E como separar o lixo em casa?

Falo por experiência própria, pois aqui em casa separamos o lixo e encaminhamos para reciclagem há mais de 15 anos, ou seja, desde antes de a coleta seletiva ‘virar moda’. No começo precisávamos lembrar de separar, mas depois tornou-se um hábito e agora é automático: qualquer lixo que possa ser reciclado já vai para a sacolinha certa.

Basicamente separo o lixo por tipo em sacolinhas plásticas (uso as de supermercado para isso, e o excesso de sacoilinhas também vai para a reciclagem). Comprei alguns cestinhos de plástico, daqueles vazados para papéis, e em cada cestinho coloco uma sacola plástica. Há um para papel e outro para plástico. Latinhas de alumínio, latinhas de metal,  caixas longa vida, vidros e garrafas PET também são embalados em sacolinhas.

Quando a sacolinha está cheia, fecho com um nó e reservo. Isso é feito na despensa de casa, mas também pode ser feito na área de serviço ou lavanderia, ou em um canto coberto do quintal, para não molhar o lixo. Muito importante é lavar alguns materiais antes de separá-los por causa do cheiro e para não atrair animais como baratas, formigas  e moscas.

É bom lavar as caixinhas de leite longa vida (se não lavar o cheiro fica insuportável), latinhas de molho de tomate e outras, garrafas de suco e groselha,tubos de pasta de dente  e até caixinhas de comida chinesa. Aliás, acho que sou a única pessoa que lava caixinhas de comida chinesa para reciclá-las. Espero que a partir de agora isso vire moda :-)

E para onde levar o lixo? Se você mora em apartamento ou condomínio que tem um local definido para coleta de material reciclável, com aqueles cestos coloridos, é só deixar as sacolinhas lá. Informe-se em seu bairro, pois alguns supermercados ou associações têm esses postos de coleta.

Se onde você mora não há essas opções, fique de olho em sua vizinhança, pois há catadores que percorrem os bairros e recolhem o lixo reciclável que encontram nas ruas ou no lixo residencial. Converse com alguns deles e pergunte se querem passar uma vez por semana na sua casa para recolher o lixo separadinho. Muitos deles aceitarão e ficarão felizes com isso, pois é uma fonte regular de material que eles podem vender e com isso gerar renda.

O objetivo principal da coleta seletiva não é gerar renda, mas diminuir a produção de lixo e economizar os recursos e matérias primas, gerando ganhos ambientais. Mas se, com isso, pudermos contribuir para que famílias de baixa renda possam ganhar seu sustento de forma honesta, tanto melhor.

Aqui em casa entregamos o lixo para alguns catadores já conhecidos, que trabalham conosco já há alguns anos. São pessoas esforçadas, e todos saímos ganhando com isso. Nós produzimos menos lixo, eles conseguem alguma renda e o planeta agradece.

Outro ponto importante é a redução da produção de lixo. Antes de reciclar devemos pensar em reduzir a quantidade de lixo produzido. Algumas sugestões úteis:

  • Comprar embalagens maiores, de produtos que têm consumo certo e prazo de validade grande, como sabão em pó, amaciante, papel higiênico. Por exemplo, aqui em casa, compro aveia em pacotes de 500 g, pois usamos diariamente (como todo dia com iogurte no café da manhã - uma delícia!) e com isso produzimos menos lixo com a embalagem.
  • Também no caso do iogurte, compro um potinho de iogurte sem sabor e faço o iogurte em casa - um potinho dá para 3  receitas de 1 litro de iogurte e sai mais econômico (e mais gostoso) que o iogurte comprado pronto.
  • Papel de escritório pode ser reutilizado; folhas impressas apenas de um lado podem ser usadas no verso para anotações e rascunho, e depois de usadas, vão para a reciclagem. Isso também vale para agendas antigas que não foram usadas por inteiro ou cadernos escolares com folhas ainda em branco. Primeiro aproveite, depois recicle.
  • As ecobags, que viraram moda, são uma boa opção para reduzir o consumo de sacolinhas de plástico. Para pequenas compras, ou para levar na bolsa, são uma ótima ideia.
  • Algumas embalagens podem ser reaproveitadas em casa; potes de sorvete podem guardar alface lavada na geladeira ou servem para congelar alimentos em grandes porções. Para pequenas porções, use potes de margarina ou outras embalagens poequenas de alimentos.
  • Antes de imprimir, pense se é realmente necessário; leia o que for possível na tela do computador e quando imprimir, se possível use os dois lados do papel.
  • Aproveite bem os alimentos para diminuir a produção de lixo orgânico. Sobras de uma refeição podem virar bolinhos, tortinhas ou sopas; sobras de arroz podme ser o risoto de amanhã, e pão amanhecido pode virar torradinhas ou farinha de rosca. As dicas da vovó ainda valem! Mais informações sobre o desperdício de alimentos podem ser encontradas aqui.
  • Recicle móveis e objetos velhos. Com uma pintura ou reforma eles podem dar um novo charme à sua casa. Use a criatividade!

Para saber mais:

Coleta seletiva na Wikipédia

Dicas de como separar o lixo em casa, no Faça a sua Parte

Informações sobre o lixo

Informações sobre Coleta seletiva no site Natureba; também tem muitas dicas práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais.

Orientações práticas de coleta seletiva - site do Instituto Akatu

Muitas dicas e informações no site Faça a Sua Parte

Mais informações sobre reciclagem e ecologia no blog da Funverde

Horta “pré-fabricada”

posted in: Natureza (Tags: , , , , , ) - 3 Comments

Minha pobre horta já viu dias melhores. Nos últimos tempos a atividade aqui limita-se a arrancar o mato e colher hortelã e boldo, além de algumas temporadas de tomatinhos cereja, os quais comemos até enjoar. Os tomates espalham-se por toda parte e a safra dura um bom tempo, mas é preciso ter espaço para eles.

Há algum tempo fiquei com dó de jogar fora a raiz de alguns pezinhos de rúcula hidropônica que compramos, que já estavam com raízes de bom tamanho. Resolvi plantá-los em um cantinho da abandonada horta, e acabou sendo uma boa idéia.

Os pezinhos cresceram e já estamos comendo salada de rúcula fresquinha da horta novamente. É uma boa idéia para aproveitar as raízes de rúcula ou até de outras verduras de hidroponia, quem sabe agora o agrião e a alface…

Para não dizer que é mentira, aqui estão algumas fotos da horta nos seus tempos de glória. O espaço não é grande, 1,5 x 8m, mas já rendeu muitas saladas…

Ali tínhamos alface, escarola, couve (muita couve!), cenoura, rabanetes, cheiro-verde, manjericão e tomates-cereja.Os tomatinhos são esse pé logo na frente, à direita.

Quem quiser começar uma pequena horta pode aproveitar as sugestões dos links abaixo; dá para ter até um canteiro em vasinhos, no apartamento! Além de uma boa atividade para relaxar e distrair, podemos literalmente aproveitar os frutos, sem agrotóxicos e fresquinhos!

Acho que vou comprar algumas sementes, e começar tudo de novo… ;-)

*   *   *

Related Posts with Thumbnails
  • Artigos Recentes

  • Categorias

  • Páginas



  • Visite minha loja online

    Gostou de algum livro, filme ou msica comentado aqui? Compre na Livraria Cultura

    Siga o Rato de Biblioteca no Twitter



    Planeta Voluntrios - porque ajudar faz bem!

    www.flickr.com
    Esse um mdulo do Flickr que mostra fotos e vdeos pblicos de Cristine (Terracota Bolsas). Faa seu prprio mdulo aqui.






    Galeria de Links
    diHITT - Notcias
    BlogBlogs.Com.Br