Ontem foi o aniversário de 200 anos do nascimento de Charles Dickens, com direito a um doodle lindinho no Google e vários artigos em blogs e sites, homenageando o aniversariante.
O aniversariante merece: ele foi o escritor mais popular de sua época, e suas histórias eram publicadas em capítulos mensais ou semanais em jornais e revistas. Até hoje suas obras são publicadas e mais de 180 filmes já foram feitos, baseados em suas histórias. Seus personagens são conhecidos mundialmente, e até o Tio Patinhas foi inspirado em Ebenezer Scrooge, de Um conto de Natal. Quem não reconhece os nomes de Scrooge, Oliver Twist, David Copperfield, Samuel Pickwick e tantos outros (alguns deles estão aí no doodle, consegue identificá-los?)
Muitos dos seus trabalhos são ambientados em Londres, e a própria cidade é um elemento pricipal, se não um dos personagens. Ele mostrava a vida nos bairros mais pobres, a luta das pessoas comuns para sobreviver, as injustiças de uma sociedade com forte distinção de classes e o contraste entre as classes operária e os mais abastados. Muitas vezes os personagens mais pobres incorriam em crimes, furtos e prostituição como consequência da pobreza e da falta de oportunidades; entre os mais ricos, havia os que exploravam essa miséria e os que abriam sua bolsa e seu coração para ajudar os desafortunados. Oliver Twist, por exemplo, encontra pessoas dos dois tipos ao longo da vida.
Uma das séries de TV mais queridas dos anos 60, Bonanza, também fez uma homenagem a Dickens: no episódio “A Passion for Justice“, da 5ª temporada (1963), o autor britânico chega a Virginia City para fazer uma leitura de Oliver Twist. Ele fica surpreso a ver que o público já conhecia a história, que ainda não havia sido publicada nos EUA, e descobre que o jornal local estava publicando o livro em capítulos, sem a sua autorização. Ele fica furioso e causa uma grande confusão, com direito ao empastelamento do jornal, a prisão de Dickens, e uma boa discussão sobre direitos autorais, princípios e a própria justiça. Claro que os Cartwright estão envolvidos e ajudam a desvendar o caso e provar a inocência de Dickens, interpretado por Jonathan Harris (o Sr. Smith da série Perdidos no Espaço, outro clássico da época). Dickens realmente visitou os EUA, em 1842 e 1867. Mas não foi a Ponderosa.
O episódio está disponível no YouTube, em inglês e sem legendas. Para quem quiser conferir, aqui estão os vídeos:
A obra de Dickens está em domínio público e pode ser encontrada na Internet, além das edições novas e mais antigas nas livrarias e sebos.
- A Vanessa Anacleto dá a dica de um bom filme: Liberdade para as Borboletas. Já vi várias vezes, e é mesmo encantador. (fonte: Fio de Ariadne)
- E por falar em filmes, hoje a Sally Field completa 65 anos e para comemorar o canal TCM exibe quatro ótimos filmes com a atriz. Vale a pena ver (de novo!)
- Confira uma entrevista com Vicente Define, um dos responsáveis pela ONG Cão sem Dono, que conhecemos, admiramos e apoiamos sempre que possível aqui no Rato. E ajudem o Cão sem Dono, a causa é mais que justa! (fonte: Mundo do Cachorro)
- Brasileiro lê pouco porque o livro é caro. Será? Essa questão de ‘o quanto custa’ e ‘o quanto vale’ dá margem a algumas interprestações e comparações interessantes. O Rogers Silva comenta que isso pode ser um mecanismo de desculpa para quem NÃO QUER comprar livro. Leia o artigo dele, originalmente publicado no O Bule. E sai da internet e vai ler um livro!
“Conheço (todos conhecemos) indivíduos que ganham R$ 800 mensais e compram celulares de R$ 1.000. Pagamos R$ 40 para assistir uma partida de futebol, mas não pagamos o mesmo valor por um livro. Tanto o futebol quanto o livro possuem a sua importância e proporcionam prazeres, embora diferentes.(…)
Sob esse prisma, eis que surge a dúvida: afinal, não compramos livros porque são caros ou porque optamos por gastar nosso precioso dinheirinho com coisas mais úteis?”
- Trajan is the movie font - vídeo curioso do Kirby Ferguson sobre a fonte mais usada em cartazes de filmes; sabe que eu nunca tinha reparado nisso? Mas ele reparou.
- A Rosana Hermann escreveu um artigo simpático sobre a arte de criticar sem ofender. O motivo do texto foi um comentário da Jussara, que fez uma crítica direta e construtiva sobre uma tradução da Rosana. Vale a pena ler! (fonte: Querido Leitor)
- E nem mesmo a dor será a mesma para todas - a Camilla lembra dois casos de mulheres que tiveram o direito negado para interromper a gravidez de um feto anencefálico. Tatielle e Severina são duas entre muitas mulheres brasileiras que passaram pelo mesmo calvário. A justiça brasileira até autoriza a interrupção da gravidez, mas a pressão da igreja os faz negar esse direito e decidir por elas. Leia o texto e veja os dois documentários. Chorei quando assisti o vídeo sobre Severina (ainda não vi o de Tatielle). (fonte: Blogueiras Feministas)
“nenhuma mãe deveria escolher, como primeira roupa de seu filho, aquela com a qual ele será enterrado”
- As Aventuras de Tintim - O segredo do Licorne estreia no dia 20 de janeiro de 2012 no Brasil, e é uma das animações que estão na lista das possíveis indicações para o Oscar. A julgar pelo trailer, o filme deve ser excelente. Luiz Antonio Giron conta a história da produção do filme e como Spielberg esperou quase 30 anos para conseguir levar o simpático detetive às telas do cinema. Ótima crítica, agora é aguardar o filme e conferir! (fonte: Época)
- Tequila, a adotante de humanos - a Fernanda conta um caso que aconteceu no último FestCão, aqui em Mogi: uma cadelinha que havia sido abandonada na feira (talvez por acharem que ela teria mais chances de ser acolhida) adotou duas humanas que se encantaram por aquela carinha peluda. Um final feliz! (fonte: Adote Já)
- Meninas e maquiagem - a Georgia discorre sobre a vaidade excessiva das meninas, que usam maquiagem e querem parecer adultas cada vez mais cedo, e o que está por trás disso tudo. (fonte: Blogueiras Feministas)
- O Bruno Tasca faz uma excelente resenha do filme O Palhaço, de Selton Mello. Leia a resenha, veja o filme! (fonte: Luz, Câmera, Redação)
- Há um rabo sob o meu traseiro - Giovana Damaceno fala sobre como é conviver com gatos, esses bichinhos fofos e independentes. Os gateiros e simpatizantes de plantão vão adorar o texto.
Adotável em destaque
Este lindo gatinho está para adoção; ele ainda não tem nome, mas certamente vai ganhar um lindo nome e um bom lar. Ele é um filhotinho de dois meses de idade todo cinza de olhos azuis , super meiguinho , alegre e brincalhão. Quem não se encanta com essa carinha?
que olhinhos azuis lindos!
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ou Marta: marta332@gmail.com
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Ainda não castrou por ser muito pequeno mas já esta com a castração agendada.
“Creio que há monstros nascidos no mundo de pais humanos. Pode-se ver alguns, disformes e horrendos, com enormes cabeças ou corpos minúsculos; alguns nascem sem braços, sem pernas, outros com três braços, com caudas ou bocas nos lugares mais estranhos. São acidentes e ninguém tem culpa, ao contrário do que se costumava pensar antes. Houve um tempo em que eram considerados punições visíveis a pecados ocultos.
Assim como há monstros físicos, não é possível que nasçam também monstros mentais ou psíquicos? O rosto e o corpo podem ser perfeitos, mas se um gene adulterado ou um óvulo disforme podem produzir monstros físicos, o mesmo processo não poderia gerar uma alma deformada?
(…)
Para um monstro, o normal deve parecer monstruoso, já que cada pessoa é normal para si mesma. Para o monstro interior, a situação deve ser ainda mais obscura, já que ele não tem qualquer escala visível para se comparar com os outros. Para um homem nascido sem consciência, um homem de alma abalada deve parecer algo absurdo. Para o criminoso, a honestidade é uma tolice. Nunca se deve esquecer que o monstro é apenas uma variação e que para um monstro o normal é monstruoso.”
Cathy Ames Trask é uma das personagens mais complexas e malignas da literatura. Provavelmente nasceu sem consciência, determinada a conseguir o que queria, mesmo que parecesse absurdo ou de pouco valor. E para isso, não hesitava em prejudicar quem quer que fosse. Cathy matou os pais, atirou no marido, abandonou os filhos, enlouqueceu e levou homens ao suicídio, mentiu, arruinou vidas, envenenou e destruiu corpos e almas.
Jane Seymour como Cathy
John Steinbeck escreveu um dos melhores romances da literatura norte-americana, e um dos meus preferidos: A Leste do Éden. Esta é uma história rica em simbolismo, que descreve o crescimento da nação americana e do culto ao individualismo, e explora emoções humanas universais, como o ciúme, a busca pela aceitação, a culpa, a luta pela liberdade e a capacidade de auto-destruição do homem. Também tem alguns dos personagens mais fascinantes já criados. Além da própria Cathy, meus dois personagens preferidos: Samuel Hamilton e Lee, dos quais já falei aqui.
Steinbeck aprofundou-se no tema de Caim e Abel e criou a saga de duas famílias, os Trask e os Hamiltons. Curiosamente, baseou os Hamiltons em sua própria família, descreveu sua mãe Olive e até incluiu a si mesmo na narrativa, como o menino John. Cathy é o símbolo do mal, do egoísmo e da depravação. Se é para escolher um vilão preferido, sem dúvida ela é um dos melhores. O próprio Steinbeck fala sobre Cathy:
“Cathy tem enorme poder sobre as pessoas porque ela simplificou as fraquezas alheias e não tem consciências da força e da bondade dos outros. A única pessoa que vocês não compreenderão neste livro é Cathy, pois vocês não a conhecem. Cathy às vezes diz a verdade… Você pode acreditar em suas mentiras, mas quando ela diz a verdade, ninguém acredita.
Por que Adam não escuta Cathy quando ela diz que vai deixá-lo? Não sei. Os homens não escutam o que não quwerem ouvir. Sei que eu não o fazia e creio que todos os homens são assim -todos os homens. Devo enfatizar isto claramente. Adam tem uma imagem de sua vida e continuará mantendo essa imagem, apesra de todas as influências, até que seu mundo desmorone. Sei que isso é verdade.”
Cathy foi inspirada na segunda mulher de Steinbeck, Gwyn Conger. Vinte anos mais nova que ele, ela bebia demais (Cathy não podia beber, pois falava a verdade e perdia o controle sobre si mesma), era preguiçosa, flertava e era adúltera, e por fim abandonou John e seus dois filhos. Cathy foi interpretada por Jo Van Fleet em Vidas Amargas (1955) e por Jane Seymour na minissérie de TV (1981).
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Veja aqui o post de hoje do Happy Batatinha, com os links para os outros participantes do Meme.
- Concordo com o ponto de vista do LAM: o Brasil precisa (com urgência) de controle de natalidade. Aliás, o mundo todo, mas nesse ponto, cada país deve cuidar da sua parcela de culpa na superpopulação mundial. A distribuição de renda é péssima em toda parte, os recursos são finitos e o consumo só aumenta. Leia, reflita, divulgue! (fonte: Coluna do LAM)
- Bom exemplo de popularidade usada para o bem: o Pece Siqueira visitou esta semana o sítio do Cão Sem Dono, comentou no Twittter e ajudou a divulgar a ONG. Resultado: as visitas do site do CSD multiplicaram em algumas horas. Esperamos que essa divulgação ajude na adoção dos bichinhos. Valeu, Pece!
- E ontem o CCZ de São Paulo fez uma Feira de Adoção, cujo diferencial foi o “test-dog”; as pessoas puderam brincar com os gatinhos e passear com os cães nas dependências do CCZ, para ver se se entrosavam bem com o animal. Resultado: mais de 80 animais adotados, um recorde para a instituição. Ainda há mais de 300 animais no CCZ esperando sua chance, e se você quiser adotar um deles, pode ir até o Centro de Controle de Zoonoses de segunda a sábado,das 9h às 17h. O centro fica na Rua Santa Eulália, 86, em Santana (perto do Campo de Marte).
- Excelente resenha da Deborah Capella sobre o livro As Horas, de Michael Cunningham. Leia a resenha, leia o livro, veja o filme! (fonte: Blogueiras Feministas)
“Um dia, então, revi o filme mais uma vez. Já perdi a conta. E me dei conta de que não se trata de mais um filme feito sobre medida para cativar, para encontrar identificação; não é mais um livro sobre mulheres e sobre suas escolhas. É um livro em que as trajetórias de quatro mulheres, três fictícias e uma real, são costuradas pelo mesmo elemento comum:As Horas é uma história de mulheres, mas é também uma história de leitoras e de leituras. A literatura perpassa a vida de todas essas protagonistas e todas gravitam em torno de Mrs. Dalloway: Virginia, a que escreve; Laura, a que lê e foge de sua vida e se torna uma bibliotecária; Clarissa, a que edita; Mrs. Dalloway, a personagem-título de Mrs. Woolf.”
- A Dra Tatiana Bérenger ensina como escovar os dentes do seu cão. Vou tentar com a Nina, mas acho que ela não será tão dócil como a fofinha do vídeo… (ai minha mão!) - Fonte: Eu Amo Cães e Dica Veterinária
- Sensacional! Um passeio no expresso do oriente. O percurso é maravilhoso, mas o que me deixou pasma foi o luxo das cabines do trem, nem as do filme de 1974 (Assassinato no Expresso do Oriente) eram tão bonitas, o trem deve ter sido reformado, restaurado, é lindo! (fonte: Uêba, dica da Naomi)
as cabines do trem do filme não eram tão espaçosas (nem tão luxuosas...)
- Esta semana começou a ser vendido no Brasil o iPad 2, com direito a filas antes da meia-noite para ser um dos primeiros a comprar. Por melhor que seja o aparelhinho, não justifica a pressa para adquiri-lo, pois provavelmente seu preço cairá bastante até o final do ano, com a prometida redução dos impostos nos tablets. Apressado come cru e paga mais caro…
- Mas se você já tem um iPad, veja aqui qual o melhor software leitor de livros para seu tablet. (fonte: The Atlantic)
- Dica legal para quem quer organizar a biblioteca no iPad, iPod, iPhone ou mesmo no computador: Solução perfeita para eBooks no iPhone: Calibre + Stanza. O Stanza só funciona em aparelhos da Apple, e pode ser baixado gratuitamente na App Store, mas o Calibre funciona em Mac, Windows ou Linux, e organiza todos os seus livros, sincronizando a biblioteca com o dispositivo móvel. Instalei o Calibre no PC e vou organizar as coisas por aqui, depois conto como ficou. (fonte: RDGR)
- José Serra explica o que pode (e deve) ser feito para consertar os estragos causados pelos petistas à economia do Brasil (além de fechar o ralo, claro!) - leia o artigo de 26/6 no Estadão.
“A cada vez que importamos, por exemplo, uma válvula industrial, antes produzida no Brasil, estamos destruindo a capacidade empresarial e exportando bons empregos para o Sudeste Asiático. Aliás, a ocupação no segmento que produz essas válvulas caiu de 13 mil para 7 mil pessoas entre 2008 e 2011. No segmento de ferramentas de primeira linha, as importações triplicaram em três anos, com o desemprego de 17 mil pessoas. Porque somos ineficientes? Não. É o câmbio, estúpido!
A insensatez é tamanha que o Brasil, hoje, exporta celulose para a China e começa a importar papel de lá. Plantas de indústria do alumínio estão indo para o exterior processar a matéria-prima daqui extraída. A combinação do câmbio com a tributação está tornando inviável a indústria brasileira de metais.”
Adotável em Destaque
- Os adotáveis em destaque de hoje estão em Curitiba; este lindo basset, o Maylon, foi encontrado pela protetora Amine amarrado no lixo; segundo um padeiro da vizinhança, foi ele quem o amarrou ali para que não fosse atropelado, pois o bichinho estava circulando por ali há uma semana. Uma outra testemunha viu, um mês antes, quando ele foi abandonado por alguém que abriu a porta do carro e o deixou na calçada. Simples assim! Marlon é super dócil, carinhoso e tem aproximadamente 3 anos. Assim que foi resgatado, dormiu tranquilamente no carro a caminho do hotelzinho. Ele será doado castrado. ADOTADO!!! O Maylon acabou de ser adotado; já foi castrado e segunda-feira irá para sua nova casa. Viva!! Saiba mais aqui.
Como alguém pôde abandonar uma fofura destas?
- Os outros adotáveis ainda não têm nome; são 7 filhotes machinhos lindos, que logo estarão desmamados e prontinhos para adoção. Lembrando que é importante castrar os bichinhos assim que possível, para evitar problemas diversos e crias indesejadas (mesmo se seu cão for um macho, os filhotes abandonados não têm culpa da irresponsabilidade de quem não castrou seu cão).
fofurinhas! quem quer levar um deles pra casa?
- Para adotar o Maylon ou um destes lindos filhotes, entre em contato com a Amine Parucker, de Curitiba, pelo e-mail aminecaroline@yahoo.com.br ou pelos telefones 8880-9090 - 9601-8606 ou com a Joyce (joycegaio@hotmail.com, para adoção dos filhotes). E se você não puder adotá-los mas quiser ajudar, a Amine está organizando uma rifa de um DVD Britânia para custear as despesas de castração, vacinas e hotelzinho do Maylon até a adoção. Cada número custa R$ 3,50; deposite na conta (conta para deposito: ag: 1316 cc: 00007293-0 Caixa Econômica Federal) e avise a Amine por e-mail. Obrigada!
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- Boa notícia: o cãozinho Burne, que foi encontrado queimado com óleo em Jaguariúna - SP, se recuperou e ficou famoso internacionalmente, foi adotado pelo veterinário que cuidou dele. Viva! (fonte: ANDA)
- Conheça o trabalho do jornalista e artista plástico Ben Heine, cujos trabalhos mais recentes unem fotos, lápis, papel e muita criatividade, com resultados bem divertidos. (fonte: She-NSN, em artigo da Dolphin)
- Lindo texto da Cris Guerra (do Hoje eu vou assim), publicado na Revista Encontro: Para ler no caminho. (dica da querida Silmara Franco)
- Fofura da semana I : a cadela Neguinha vive tranquilamente com seus tutores em Roraima; ela não enxerga, ouve pouco, quase não tem dentes, mas passeia sempre pelo quintal e late quando percebe que tem gente estranha por perto. O detalhe é que Neguinha tem 22 anos! A família a adotou ainda recém-nascida em 1998, e tem as carteirinhas de vacinação para comprovar. A cadela fox paulistinha pode entrar para o Guiness como o cão mais idoso do mundo. A receita da longevidade? Muito carinho e atenção! (fonte: ANDA)
linda senhorinha... :-)
- Fofura da semana II: o dono de Dunder tirou uma foto por dia do cão desde que ele tinha 8 semanas até completar um ano, e montou um vídeo. O lindo pastor cresce de filhotinho a cão adulto em 40 segundos! (fonte: Care2)
O pessoal do Internet Explorer enviou um bolo à equipe do Mozilla para comemorar o lançamento do Firefox 4. Ao que parece, foi apenas uma demonstração de simpatia. Os desenvolvedores passam bem. (fonte: tech Tudo)
Maternidade em 2 tempos:
O pitaco da Zel sobre a gravidez depois dos 30 e a idade “certa” para ter filhos. Observações sensatas, e claro que cada caso é um caso; como dizia minha mãe, “cada um sabe onde lhe aperta o calo”, mas de qualquer forma é muito bom poder escolher e não deixar as coisas acontecerem ao Deus dará, especialmente nesse assunto.(fonte: Fabricando)
O pitaco da Renata sobre a maternidade. Felizmente aos poucos a opção por não ter filhos (ou pelo menos por poder escolher mais tarde, sem a pressão para ser mãe o mais cedo possível) vai sendo mais aceita. Ter filhos é uma decisão séria, que envolve a vida de no mínimo duas pessoas, e a longuíssimo prazo. Não é algo a se decidir sem pensar, ou só porque é o que se espera de nós. Melhor pensar bem e ser um pai/mãe consciente do que simplesmente botar um filho no mundo e seja o que Deus quiser. Recomendo a leitura. (fonte: Duplos)
Para quem não viu, agora tem um botãozinho “Share” aí embaixo, para quem quiser compartilhar o link dos artigos do blog no Twitter, Facebook, Orkut e várias outras redes sociais. A gerência agradece.
Fofura da semana: quem é o culpado? (gente, a cara desse cão é impagável!…)
No dia 1º de janeiro último, ativistas da ONG Igualdad Animal (Espanha) resgataram 36 cães que estavam presos, aguardando sua vez de serem usados em experiências de vivissecção. Na reportagem da Anda há o link para o vídeo do resgate, que além dos cães confinados e, mais tarde, brincando felizes e seguros, também mostra algumas cenas dos maus tratos a que os animais são submetidos nos laboratórios. Esses experimentos geralmente são feitos para teste de produtos alimentares e cosméticos, testes de toxicidade, entre outros. Mas será que esses testes são necessários? Há outra forma de pesquisa que não cause o sofrimento e a morte de animais?
Recentemente soube de um caso semelhante aqui mesmo no Brasil. A Michele resgatou uma cachorrinha SRD que havia nascido e passado toda a vida em laboratório, sendo usada para experiências de indução de erliquiose (doença do carrapato). A “Uspinha” foi resgatada antes que fosse eutanasiada (a experiência havia terminado), está se recuperando e em tratamento, e terá uma vida segura e feliz daqui para a frente. Mesmo assim, sua salvadora foi vítima de críticas e preconceito dos vizinhos, e criou uma página para contar a história da cachorrinha.
A Uspinha ganhou uma nova vida
Para quem pensa que as leis mais recentes acabaram com os testes em animais, recomendo o artigo “Animais continuam sofrendo e sendo mortos pela indústria dos cosméticos”. As indústrias usam de artifícios legais para burlar a lei e continuar realizando testes cruéis e desnecessários em animais. Mesmo empresas que afirmam não testar seus produtos na Europa, onde as leis são mais rígidas, têm suas matérias-primas testadas em animais nos EUA ou na China. (fonte: ANDA)
Essas e outras histórias mostram o desrespeito aos direitos dos animais em todo o mundo. Mas quais são exatamente os direitos dos animais? Considerados propriedade e/ou objetos pela legislação de vários países, eles não têm garantido nem sequer o direito à vida, quanto mais a um tratamento digno e respeitoso. Para ler e refletir, recomendo o artigo “Por que animais têm direitos?”, de Bruno Müller. (fonte: Pensata Animal)
“Além disso, a vida, a liberdade e a integridade física e psíquica não são apenas atributos a que o animal tem interesse, mas são atributos do interesse do animal, ou seja, mesmo que ele não se dê conta disso, a perda de cada um deles acarreta-lhes um dano irreparável. Para os seres sencientes, a morte é um dano irreparável, pois significa a aniquilação de sua consciência e a cessação de todas as sensações e experiências que lhe produzem bem-estar. A perda da liberdade é um dano irreparável porque a liberdade é condição para viver de forma autônoma - logo, condição para a própria vida. Sem liberdade, o ser senciente está vulnerável, pois está limitado na sua capacidade de buscar sua sobrevivência e proteger-se daquilo ameaça sua vida. Torna-se dependente de outros indivíduos para manter-se vivo, e torna-se incapaz de buscar o que lhe proporciona bem-estar. A violação da integridade física ou psíquica é um dano irreparável porque representa, além do risco de perder a vida, um sofrimento inestimável.”
Se você prefere evitar empresas que testam seus produtos ou matéria-prima em animais, confira a lista (sempre em atualização) elaborada pelo PEA, das empresas que TESTAM EM ANIMAIS e as que NÃO TESTAM EM ANIMAIS. E anote quais as marcas que irá evitar e por quais irá substituir. Não parece, mas o consumidor tem um poder de pressão muito grande. Vamos usá-lo!
Recomendo fortemente: entrevista com Francis Ford Coppola sobre “riscos, dinheiro, arte e colaboração”. O cineasta discorre sobre arte, o processo criativo, a auto-confiança, o desafio de assumir riscos, seus métodos de criação de roteiros e dá sugestões interessantes para a arte e para a vida. (fonte: 99%)
“Qual o melhor conselho que você já deu a seus filhos, dentro e fora da indústria (cinematográfica)?
-Sempre faça seu trabalho ser pessoal.
E você nunca deve mentir. Se você mentir, apenas irá cair numa cilada. Você sempre é pego em uma mentira. É muito importante que o artista não minta, e mais importante ainda é não mentir para si mesmo. Existem algumas perguntas que são inapropriadas, e ao invés de mentir, eu não as responderei porque não são perguntas que eu aceite. Então, muitas vezes nos perguntam coisas sobre nosso trabalho ou nossa vida que nos fazem querer mentir, mas tudo o que precisamos fazer é dizer, ‘Não, essa não é uma pergunta apropriada’.
Portanto, quando temos o hábito de não mentir quando estamos escrevendo, dirigindo ou fazendo um filme, levamos nossa convicção pessoal para o trabalho. E em uma sociedade que diz que você é livre mas não completamente livre, você precisa tentar. Existe algo que que sabemos que está ligado à beleza e à verdade. Existe algo que é antigo. Sabemos que a arte está ligada à beleza, e portanto ela deve estar ligada à verdade.”
Um relato emocionante: Divórcio… vale a pena? (fonte: Bom Encontro, dica de Fulvia Andrade)
Sobre o mesmo assunto, gostei do artigo da Sandra Bose, “Divórcio Silencioso”. A Sandra, que já conhecemos do IndiAgestão, tem agora ma coluna no JE Online, muito boa.
Adorei este gif animado do Doug, o simpático cãozinho do Up! (a Nina faz igualzinho cada vez que vê um passarinho, borboleta, besouro… qualquer coisa que voe)
Um cão resgatado há um ano quase congelando no mar perto da costa da Polônia adotou a tripulação do navio e é hoje um marinheiro dedicado, que fica na proa ou na ponte de comando quando a embarcação está em alto-mar. Apesar de haver várias pessoas interessadas em adotá-lo, o cãozinho Baltic preferiu ficar no navio. (fonte: Terra)
O cão marinheiro Baltic e seu protetor
Uma boa dica para quem quer baixar livros em domínio público disponíveis no Google Books: o Google Book Downloader baixa os arquivos em PDF para você ler mais tarde. O programa roda em Windows XP, Vista e 7. (fonte: Superdownloads)
Fotos impressionantes do “antes” e “depois” de vários cães resgatados. Além da aparência do cão, é possível perceber a diferença nos olhares dos bichinhos: de medo e dor para sorrisos felizes e seguros. Um dos cães estava com o pelo tão grande e emaranhado que mal se distinguiam as formas do animal por baixo; na foto do depois podemos ver um cachorro branquinho e feliz! (fonte: Acid Cow)
No último dia 25 comemoramos o aniversário de São Paulo e o aniversário de Tom Jobim. O Google escolheu este último para homenagear, com um doodle bonitinho e simpático.
Mulheres modernas em quadros famosos da Renascença: uma boa ideia e o Photoshop na mão fazem maravilhas! Veja abaixo Demi Moore como a Monalisa, e confira os outros quadros no site CityRag. A Lady Gaga ficou ótima!
No último dia 27 foi celebrado o Dia em memória das vítimas do Holocausto. O site Alef publicou o artigo da Dra Ania Cavalcante, “Homenagem em Memória às Vítimas do Holocausto e alerta para o perigo de um novo Holocausto“. O texto é objetivo e interessante, e lembra as desculpas e justificativas usadas então para a tentativa de extermínio de toda uma cultura, e também analisa o cenário mundial atual e adverte para os riscos de que um massacre semelhante venha a acontecer novamente. Recomendo a leitura.
“O Holocausto vitimizou judeus e também outros grupos: opositores políticos, intelectuais, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais. Foi um crime contra a Humanidade. Mas existe uma especificidade histórica do Holocausto: tratou-se de um crime planejado e calculado para assassinar todo o povo judeu de todo o mundo e da própria história, destruir completamente sua cultura, seus lugares e a memória, destruir parte da História, algo jamais ocorrido até então em nenhum outro genocídio ou crime contra a humanidade.”
Para quem se interessa pelo assunto (como eu), sugiro também a leitura dos meus artigos sobre filmes e livros: Holocausto, QB VII e A Lista de Schindler.
Fofura da semana I: Harry Puppy! (dica de Edilene Ruth)
Fofura da semana II: é a Dedéia! Lembram da mascotinha da Rifa Luxo das Protetoras? Ela e os irmãozinhos foram abandonados dentro de uma caixa de papelão, doentinhos. Depois de um longo tratamento (um dos irmãozinhos, o Pingo, não sobreviveu) os filhotes ficaram saudáveis, foram castrados e encontraram ótimos lares! Esta mocinha de sorte, além de ter uma mamãe carinhosa e muitos irmãos peludos, fez seu primeiro passeio de lancha esta semana. Chique, não? Como diz sua madrinha Andréia (@NaoInviabilize), “Eu sou phyna e rhyca, saí das ruas para o glamour!” rsrs
"O passeio está bom, mas gosto mais do meu quintal..."