Publicado em Abril - 24 - 2012

Seleção de filmes com Barbra Streisand

Barbara Joan Streisand nasceu em 24 de abril de 1942, no Brooklin, em Nova York. Ao longo de mais de 50 anos de carreira como cantora, atriz, diretora e produtora, ela ganhou dois Oscars, diversos Grammys, Emmys e um Tony especial. Extremamente talentosa e perfeccionista, ela acumulou as funções de atriz, diretora e produtora em Yentl e O Espelho tem Duas Faces. Democrata convicta, ela detesta cantar ao vivo. Hoje ela completa 70 anos.

Sou fã de carteirinha de Barbra, que na minha opinião tem uma das vozes mais bonitas que já ouvi. Aqui está uma seleção de filmes estrelados por ela (alguns dirigidos e produzidos também). Divirtam-se!

Para saber mais:

- página de Barbra Streisand na Wikipedia

- site oficial de Barbra Streisand

SUPER DICA: Hoje o canal TCM exibe O Principe das Marés às 22 horas, para comemorar o aniversário de Barbra. Aproveite!

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Funny Girl - A Garota Genial (1968)

Em sua estreia no cinema, Barbra repetiu o papel que a fez famosa na Broadway e ganhou seu primeiro Oscar (de melhor atriz, dividido com Katherine Hepburn). Ela interpreta a comediante Fanny Brice, que de uma infância pobre nos cortiços do Lower East Side, chegou a ser uma estrela dos musicais de Florenz Ziegfeld. Contracenando com Omar Sharif, é deste filme a sua canção-assinatura, People, além de tantas outras músicas famosas.
(curiosidade: a sobrinha de Barbra, ao assistir este filme, perguntou à tia por que ela estava cantando tantas canções de Glee ?!?)

- página do filme no IMDb

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- Músicas traduzidas: Don´t Rain on My Parade

Hello, Dolly (1969)

Barbra interpreta Dolly Levi, uma casamenteira que ao tentar combinar os casais certos para um milionário e seu assistente, faz uma trapalhada enorme até conseguir consertar as coisas. Com Walter Matthau e Louis Armstrong. Este musical fez grande sucesso na Broadway com Carol Channing, e o filme foi lembrado na adorável animação Wall-E.

- página do filme no IMDb

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Essa Pequena é uma Parada (1972)

Esta comédia de situações divertidíssima envolve um congresso científico e musical, uma bolsa de estudos, algumas joias roubadas, um músico pedante, uma garota maluquinha e duas maletas idênticas… além da Eunice. ;-)

- página do filme no IMDb

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Nosso Amor de Ontem (1973)

A velha história do amor impossível entre pessoas tão diferentes entre si é contada de forma comovente neste drama dirigido por Sidney Pollack. Barbra e Robert Redford (Katie e Hubbell) encantam o público e mostram que abandonar seus sonhos e sua personalidade para agradar ao outro pode não funcionar… pelo menos não a longo prazo. A inesquecível música-tema The Way we Were foi interpretada por Barbra.

Hubbell Gardner: Você estará infeliz a menos que esteja fazendo alguma coisa. Por minha causa, você está tentando se acomodar, mas isso é errado… errado para você. O comprometimento com as causas faz parte de você. Parte do que a torna atraente, parte do que me atraiu em você.”

- página do filme no IMDb

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Funny Lady (1975)

Esta continuação de Funny Girl continua a história de Fanny Brice, depois de se divorciar de seu primeiro marido Nicky Arnstein, e seu envolvimento com o comediante Billy Rose. Com Omar Sharif e James Caan, e direção de Herbert Ross.

- página do filme no IMDb

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Nasce uma Estrela (1976)

Esta é a terceira refilmagem da história do astro que se apaixona por uma artista inciante e talentosa, e de como a carreira dela dispara enquanto a dele entra em decadência. As outras versões foram as de 1937 (com Janet Gaynor) e de 1954 (com Judy Garland). Parece que há uma nova refilmagem sendo planejada, com Beyoncé e direção de Clint Eastwood. Será?

O filme de Barbra fez muito sucesso na época do lançamento e uma das músicas, Evergreen, tornou-se um dos maiores sucessos de Barbra. Entretanto, as opiniões se dividem entre os que adoram o filme e os que consideram uma heresia refilmar a versão ‘definitiva’ de Garland. Pessoalmente eu adoro este filme, que propositalmente é bem datado nos anos 70 e troca o cenário dos estúdios de Hollywood para o mundo da música pop. Kris Kristofferson não desaponta como cantor, e Barbra está perfeita para o papel. O final é emocionante.

- página do filme no IMDb

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Yentl (1983)

Aqui Barbra assumiu (pela primeira vez) uma empreitada bem difícil: trabalhou como atriz, produtora, roteirista e diretora nesta adaptação de um conto de Isaac Bashevis Singer. Yentl é uma garota cujo maior desejo é estudar os livros sagrados, o que era proibido às mulheres de sua época. Após a morte do pai, ela veste-se de homem para poder estudar em uma yeshiva. O talento, a paixão e o perfeccionismo de Barbra resultaram em um filme impecável, comovente e bonito. E as músicas são lindíssimas. Se ainda não viu, recomendo.

- página do filme no IMDb

- crítica de Yentl no Rato

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Querem me Enlouquecer (1987)

Barbra é Claudia Draper, uma prostituta de luxo acusada de matar um cliente. Para evitar um escândalo, seus pais querem que ela alegue insanidade mental, mas ela insiste em provar que está sã para poder se defender. Este drama denso com temas fortes como prostituição, estupro, assassinato, pedofilia e insanidade mental tem as excelentes interpretações de Barbra, Richard Dreyfus e Mauren Stapleton. Recomendo.

- página do filme no IMDb

O Príncipe das Marés (1991)

Este drama comovente e com fotografia maravilhosa (a cena inicial das crianças no lago e as tomadas aéreas da Carolina do Sul são de tirar o fôlego) trata do impacto que traumas de infância podem ter na vida adulta. Em uma mesma família pessoas reagem de formas diferentes ao mesmo trauma. Alguns o enfrentam, outros o negam, e outros vivem assombrados por ele. Barbra interpreta a psiquiatra Susan Lowenstein, que trata de Savannah, escritora talentosa que tentou o suicídio pela segunda vez. Para ajudar o tratamento da irmã, Tom Wingo (Nick Nolte) vai a Nova York conversar com a psiquiatra. Lá ele encontrará o amor, enfrentará seus fantasmas e a redenção de sua alma, e terá de decidir sobre sua vida. Um filme maravilhoso e comovente, dirigido pela própria Barbra.

- página do filme no IMDB

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O Espelho tem Duas Faces (1996)

Mais uma vez Barbra assume a direção e a produção, além de estrelar este romance delicioso. Rose Morgan é uma professora universitária que sempre viveu à sombra da beleza da mãe (Lauren Bacall, com sua classe e beleza eternas) e da irmã (Mimi Rogers). Por não querer ficar sozinha, ela responde ao anúncio de Gregory Larkin (Jeff Bridges), também professor universitário e que acredita que o sexo arruinou sua vida, e que a solução seria um casamento assexuado, com comunhão apenas intelectual. Bem, os dois tentam o arranjo, que a princípio funciona bem, até que Barbra percebe que está amando e que não é o patinho feio que sempre acreditou ser.

- página do filme no IMDb

Publicado em Março - 24 - 2012

Seleção de filmes com Elizabeth Taylor

Elizabeth Rosemond Taylor (27/02/1932 - 23/03/2011)

Há um ano Elizabeth Taylor subia para o andar de cima. Seu legado artístico é imenso, com 68 filmes para TV e cinema, 2 Oscars de Melhor Atriz (Disque Butterfield 8 e Quem Tem Medo de Virgínia Woolf), 3 indicações ao Oscar e diversos outros prêmios. Sua vida pessoal também foi intensa, com 8 casamentos e 3 filhos.

Aqui estão 10 filmes com a atriz dos olhos violeta: alguns são excelentes, outros bons, interessantes ou divertidos. É uma amostra bem variada desta que foi uma das últimas divas do cinema, e estrela com brilho próprio. Os filmes estão em ordem cronológica. Boa diversão!

Para saber mais:

- página de Elizabeth Taylor no IMDb

- obituário no New York Times (cujo autor morreu 4 anos antes dela)

- A veia cômica de Elizabeth Taylor (com sua participação em I Love Lucy) - Crônicas Urbanas

SUPER DICA: Este final de semana o canal TCM vai exibir uma maratona de filmes com Elizabeth Taylor para lembrar o primeiro aniversário da morte da atriz. Confira aqui os filmes e horários de exibição.

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Jane Eyre (1943)



Sim, na famosa versão de Jane Eyre com Orson Welles e Jean Fontaine,  a garotinha Liz fez o papel de Helen Burns, a amiga de Jane que morre de tuberculose. Apesar de ser um papel pequeno e não creditado, impressiona pelo tratamento cruel que o diretor, o Sr. Brocklehurst, dava às meninas, fazendo-as caminhar por horas na chuva como castigo, que aliás, é uma das poucas versões que dá destaque a essa parte do livro. E já percebemos que a menina tinha futuro!

- página do filme no IMDb

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Quatro Destinos (1949)



Apesar de não ser a versão mais fiel ao livro (que é a de 1994 com Winona Ryder e Susan Sarandon), esta é a mais adorável e meiga. Pura Hollywood dos anos dourados, com cores vivas e cenários pintados, o elenco tem, além de Elizabeth (Amy), June Allison (Jo), Margaret O´Brien (Beth) e Janet Leigh (Meg). A versão dublada que costuma ser exibida na TV é aceitável e simpática. E como diria Jô, ‘Cristóvão Colombo!’. Recomendo.

- página do filme no IMDb

- Mulherzinhas - 10 livros em 10 dias (no Rato)

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Um Lugar ao Sol (1951)



Montgomery Clift é George Eastman, um rapaz que chega à Califórnia para começar carreira na fábrica do tio e subir de vida. Ele se envolve com uma garota simples do local, Alice (Shelley Winters), mas logo conhece a linda e rica Angela (Elizabeth Taylor) e ambos se apaixonam. Além de linda e rica, Angela o apresenta à sociedade local, e o futuro de George parece garantido, até que Alice, grávida, o confronta e diz que contará a verdade a todos. A partir daí, assassinato, prisão e dúvida complicam a história deste clássico novelão de Hollywood.

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Assim Caminha a Humanidade (1956)



E por falar em novelão, este é dos bons. O último filme de James Dean atravessa várias décadas contando a história de Leslie Benedict (Liz) e seus dois pretendentes, Bick Benedict (Rock Hudson) e o pobretão Jett Rink (Dean), que conquista a fortuna e a admiração de todos, mas não o amor da mulher que sempre quis. Deserto, sol e os poços de petróleo do Texas acompanham esta história de amor e ambição.

- página do filme no IMDb

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Gata em Teto de Zinco Quente (1958)



Baseado em uma peça de Tennesse Williams, o filme mostra o casamento fracassado de Maggie (Liz) e Brick Politt (Paul Newman). Ele é um ex-jogador de futebol, alcoólatra e obcecado com a morte do amigo Skipper, e mantém-se distante física e emocionalmente da esposa. A situação insustentável se agrava com a doença do pai de Brick e sua preocupação com a felicidade do filho, e os personagens são forçados a enfrentar a verdade e resolver suas diferenças.

- página do filme no IMDb

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Cleópatra (1963)



E foi aqui que tudo começou… Elizabeth e Richard Burton de conheceram e se apaixonaram durante as filmagens de Cleópatra. Ela largou seu quarto marido Eddie Fisher, ele largou sua esposa Sybil, Liz e Burton se casaram pela primeira vez, fizeram 11 filmes juntos e o resto é história. O filme que quase levou a Fox à falência e foi um fracasso de bilheteria hoje é considerado um clássico do cinema épico e Liz nunca esteve tão linda. A cena de seu suicídio é mostrada com a discrição e o tom dramático dos filmes da época, e se na época as mais de 4 horas do filme espantavam (inicialmente seriam dois filmes de 3 horas!), depois de catataus como o Senhor dos Anéis e Titanic, estamos até que acostumados com filmes tão longos. Um clássico.

- página do filme no IMDb

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Adeus às Ilusões - 1965



A pintora Laura Reynolds é um espírito livre, e vive o que acredita. Ela mora em uma cabana na praia com seu filho Danny e recusa as convenções e as limitações impostas pela sociedade. Quando o menino é obrigado a ir para um colégio religioso, as ideias de Laura se chocam com as do diretor do colégio, o Dr Edward Hewitt. Pastor episcopal e casado, mesmo assim ele se sente atraído pela aura de liberdade de Reynolds (e por que não, pelas suas curvas). Voam faíscas e o resultado é um romance ardente, dramas pessoais e Richard Burton dando uns murros em Charles Bronson. O título original (The Sandpiper) refere-se ao pássaro que Laura acolhe, ferido, e que devolve à liberdade depois de curado. Uma bela metáfora para o próprio espírito indomável da personagem. Mais uma vez Liz e Burton contracenam, neste romance com belas paisagens, uma bonita trilha sonora e a direção de Vincent Minelli (marido de Judy, pai de Liza).

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Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966)



Este drama denso é um dos melhores trabalhos de Elizabeth. Ela é Martha, casada com o professor universitário George (mais uma vez, Richard Burton). O casal de meia idade abusa do álcool e das ofensas verbais e emocionais, para compensar suas frustrações. George se ressente de ter obtido sua posição graças ao sogro, reitor da universidade.  Com a visita de um jovem casal (George Segal e Sandy Dennis), a tensão aumenta e as mágoas são expostas, a verdade emocional finalmente é revelada. A direção de Mike Nichols dá espaço para Liz e Burton brilharem. E ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz por sua interpretação de Martha.

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A Maldição do Espelho (1980)



Nesta versão do romance de Agatha Christie, Liz interpreta a atriz americana Marina Rudd, que muda-se para o vilarejo de St Mary Mead com seu novo marido. Durante uma festa, uma mulher da vila morre envenenada ao beber de um copo que era de Marina, e a xereta Miss Marple começa a investigar quem poderia querer matar a atriz. O final é surpreendente. Esta foi a única vez em que Miss Marple foi interpretada por Angela Lansbury.

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- resenha do livro e filmes de “A Maldição do Espelho” - Batata Transgênica

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Os Flintstones (1994)



Na onda das adaptações de desenhos animados para o cinema em live-action, a turminha de Bedrock teve direito a dois filmes, e no primeiro deles Liz Taylor fez o papel de Pearl Slaghoople, a mãe de Vilma. E que sogra Fred Flintstone ganhou! Este filme divertido é uma boa opção para a pipoca do fim de semana.

- página do filme no IMDb

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Publicado em Fevereiro - 27 - 2012

Winter, o golfinho

Antes de ver este filme, prepare a caixa de lencinhos; você vai precisar.

Sawyer é um garoto introvertido que tem poucos amigos, não vai muito bem na escola e não é de falar muito. Seu único amigo é o primo Kyle, nadador que entra para o exército para conseguir patrocínio para os treinos e quem sabe, chegar às Olimpíadas. Um dia, Sawyer vê um golfinho ferido na praia, enroscado em uma armadilha para siris. Ele ajuda a soltar o animal, que é levado ao Hospital Marinho Clearwater. Depois da aula o garoto vai lá visitá-lo.

Aos poucos ele vai se envolvendo com Winter, e deixa de ir à escola para ajudar todos os dias na recuperação da golfinha. Quando sua mãe descobre que ele está faltando às aulas, fica uma fera, mas depois percebe que o garoto está interessado, mais extrovertido e feliz, e apóia esse novo interesse.

Winter teve a cauda amputada e aprendeu a nadar balançando o rabo para os lados. Mas isso pode causar complicações neurológicas por pressão na coluna. Quando Kyle volta para casa, com a perna ferida depois de uma explosão, Sawyer pede ajuda ao Dr. McCarthy, especialista em próteses, que trabalha no hospital do exército. Ele decide ajudar e criar uma prótese para que Winter possa nadar da maneira correta.

O filme é adorável e mostra a recuperação de Winter e a luta de seus amigos para manter o hospital e salvar a vida dela; se a golfinha não se adaptasse à prótese, teria de ser sacrificada, pois nenhum aquário ficaria com ela.

Felizmente hoje vários animais podem ter suas vidas salvas com o uso de próteses: além de Winter, um lobo-guará, cavalo, gatos, cães e vários outros animais conseguiram recuperar os movimentos com a ajuda da tecnologia.  Muitos cães vivem bem sem uma das patas e se adaptam perfeitamente à nova condição, mas em alguns casos as próteses são necessárias para evitar a sobrecarga dos outros membros, alterações articulares e desvios na coluna.

O elenco do filme tem nomes conhecidos e queridos como Morgan Freeman, Harry Connick Jr, Kris Kristofferson, Ashley Judd, o garoto Nathan Gamble (de O Cavaleiro das Trevas e Marley e Eu) e a própria Winter, que interpreta a si mesma.

Winter hoje vive feliz no Hospital Marinho de Clearwater, e você pode vê-la online em tempo real. Duvido que você não se apaixone por ela!

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Ficha:

Winter, o golfinho (Dolphin Tale) - 2011

Direção: Charles Martin Smith

Elenco: Morgan Freeman, Harry Connick Jr, Kris Kristofferson, Ashley Judd, Nathan Gamble e Winter :-)

- Página do filme no IMDb

- Site do Hospital Marinho de Clearwater

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Trailer legendado:

Publicado em Janeiro - 30 - 2012

Millenium - Os homens que não amavam as mulheres

A sinopse, todo mundo já deve ter visto: o jornalista Mikael Blomqvist foi acusado de calúnia a um rico empresário sueco, Wennerström, e passa por um mau momento profissional; Mikael é contratado pelo ex-presidente das indústrias Vanger para investigar o desaparecimento e possível assassinato de sua sobrinha-neta Harriet, há quarenta anos. Para ajudá-lo na investigação, entra em cena Lisbeth Salander, uma jovem investigadora que, aliás, já havia investigado Mikael a pedido de Vanger. Lisbeth é inteligente, introvertida e exótica, e as três histórias vão se interligando, com momentos fortes e algum suspense até a resolução do mistério.

Este thriller policial vai muito além de uma boa história; a excelente atuação do elenco, sobretudo de Rooney Mara, indicada ao Oscar de Melhor Atriz por sua interpretação de Lisbeth, a trilha sonora marcante que ajuda a compor o ambiente de mistério e tensão, e a excelente direção de David Fincher, que completam o pacote.

A sequência de abertura já mostra a marca registrada de Fincher: imagens de pesadelo, com sugestão de tortura, efeitos especiais gráficos, música de impacto (no caso, Immigrant Song, do Led Zeppelin, na versão de Karen O, Trent Reznor e Atticus Ross), créditos com tipografia original. Ele já criou outras aberturas de grande impacto, como em Clube da Luta e Se7en (arrepiante!), e repete a dose aqui.

A adaptação do livro de 400 páginas para a tela foi muito bem feita, e mesmo tendo deixado de fora alguns detalhes, consegue manter o ritmo e o interesse do espectador durante as mais de duas horas e meia de filme, que passam voando. Por exemplo, o filme não explica em detalhes o passado de Lisbeth, mas imagino que ficaremos sabendo da história dela nos próximos filmes, que Fincher já disse que quer dirigir. Outro ponto mal aproveitado são os quadros de flores que Henrik Vanger recebe todos os anos. Depois do prólogo e da explicação do mistério a Mikael, não se fala mais no assunto.

Gostei muito da forma com que Fincher usa imagens e informações visuais para as sequências de investigação, quando Mikael e Lisbeth vão compreendendo os detalhes dos assassinatos, e a descoberta da identidade do culpado. As montagens que Mikael faz com as fotos antigas, como se fossem uma sequência animada de slides, são um recurso bem interessante e explicativo, mas juro que gostaria de ter um notebook como o deles: processamento super rápido, bateria de duração quase infinita; essas coisas só acontecem em Hollywood, enquanto na vida real…

Não vi o filme sueco (ainda) e comecei ontem a ler o livro, mas a Lisbeth de Rooney Mara é fascinante; não sabemos exatamente o que aconteceu no seu passado, mas deduzimos que ele não foi nem um pouco agradável. Aos 23 anos, ela está sob a tutela do Estado e é subjugada por um novo tutor sádico e mau caráter, responsável por duas das cenas mais fortes do filme.  Lisbeth é quieta, metódica, tem memória fotográfica e excelente lógica e dedução. Sua linguagem corporal é a de quem quer permanecer invisível, com os ombros arqueados para dentro, olhar baixo, um claro contraste com seu visual exótico e chamativo. Ela parece um pequeno pássaro frágil, mas é uma sobrevivente que teve de aprender a se defender. E várias cenas do filme comprovam isso.

Experimente sair da linha...

"Experimente sair da linha..."

A interpretação “low-profile” de Rooney Mara está perfeita; gostei da reação dela quando Mikael comenta que seus arquivos estão protegidos por senha, e ela pergunta “E daí?”. Na cena em que ela vai fazer (mais) uma tatuagem e o tatuador avisa que vai doer, ela dá de ombros, outra reação que mostra bem o caráter da personagem. São esses pequenos detalhes que comprovam que a indicação dela ao Oscar foi merecida.

Em entrevista, a atriz fala sobre Lisbeth e se ela é uma ‘punk’:

“Não acho. Ser punk ou gótico significa pertencer a um qualquer tipo de movimento ou subcultura. E não é o caso dela, ela não faz nem deseja fazer parte de nada. É como se usasse uma armadura que repele pessoas e as mantém longe de si.” (fonte: www.c7nema.net )

Graças ao Google Translate, vi que a tradução brasileira do título é mais fiel ao original sueco (Män som hatar kvinnor) do que a americana. E faz sentido, tendo em vista a solução do mistério de Harriet e a história da própria Lisbeth.

A trilha sonora de Reznor e Ross também tem destaque; além do cover de Led Zeppelin na abertura, temos a trilha incidental perfeita para acompanhar o roteiro, e até a inusitada música de Enya, que choca pelo contraste entre o som harmonioso e a cena em que é tocada. Mais um ponto positivo.

Este não é um filme leve; mas é uma história envolvente e interessante, e um ótimo suspense policial. Recomendo muito, e com licença, que vou ali continuar a ler o livro… ;-)

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Ficha:

Millenium - Os homens que não amavam as mulheres

(The Girl With the Dragon Tatoo) - 2011, EUA - 158 minutos

Direção: David Fincher

Roteiro:  Steven Zaillian

Baseado no livro de Stieg Larsson, “Os homens que não amavam as mulheres”

Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Robin Wright, Stellan Skarsgård, Geraldine James, Joely Richardson

Página do filme no IMDb

Outras críticas e resenhas sobre o filme (ótimas, por sinal):

- Millenium: Os homens que não amavam as mulheres - Bruno Tasca, no Luz, Câmera, Redação!

- Divagações: The Girl with the Dragon Tatoo - Renata, no Cinema em Cena

- Em Millenium, David Fincher consegue ser fiel à obra de Stieg Larsson - Ricardo Daehn, no Correio Braziliense

Vídeo - Trailer legendado

Vídeo: Sequência de abertura, com Immigrant Song

Publicado em Janeiro - 24 - 2012

Linha Mortal

“Hoje é um bom dia para morrer…”

Um grupo de estudantes de medicina decide fazer uma experiência de quase-morte para ver o que há do outro lado. Um voluntário terá o coração parado com choques e após um tempo determinado, os colegas o ressuscitarão. Mas a experiência pode trazer consequências imprevisíveis e trazer à tona seus segredos mais terríveis…

Este thriller usa uma premissa interessante e o clima gótico da universidade, que mais parece um museu em reformas, para especular sobre a vida após a morte e buscar respostas a essa dúvida. Os estudantes de medicina querem brincar de deus e arriscam suas vidas para descobrir.

O elenco de jovens atores talentosos (na época, em início de estrelato) ajuda o roteiro regular e oferece um drama interessante. Há a dose esperada de romance, suspense e emoção, especialmente quando as coisas começam a sair do controle.

Após voltarem do ‘outro lado’, os jovens começam a ter alucinações. Nelson é perseguido e espancado pelo garotinho que perseguia na infância; Joe começa a ter visões das mulheres com quem teve casos e filmou sem a autorização delas; Labraccio é xingado pela garotinha vítima de bullying na escola, e Rachel revê os últimos momentos do pai, que se matou após voltar do Vietnã.

Atenção, spoilers!

Como diz Nelson, “de alguma forma nossos pecados voltaram fisicamente… e estão p* da vida”. A tensão das alucinações vai ficando cada vez pior, e alguns deles tentam se redimir do passado. Labraccio vai procurar a antiga colega de escola, agora casada e com uma família feliz, e pede desculpas a ela. Joe paga seus pecados quando a noiva descobre seus vídeos secretos, e Rachel recebe o perdão do pai em uma última alucinação. Mas Nelson não tem tanta sorte: Billy Mahoney, o garotinho vingativo, está morto e a cada vez volta com violência maior (neste ponto lembrei do Clube da Luta e compreendi como Nelson se machucava tanto). A solução encontrada por ele é fazer uma nova viagem ao outro lado, desta vez sem volta. Este é o clímax do filme, com bastante tensão e suspense.

Fim dos spoilers, ufa!

Mesmo não sendo uma obra-prima, este é um suspense interessante, se não levarmos a sério a premissa científica. Afinal, depois de (pasmem!) 12 minutos de parada cardíaca, os riscos de dano cerebral irreversível são enormes. Vale pelo suspense e para ver como estavam há 20 anos as estrelas veteranas de hoje.

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Ficha:

Linha Mortal (Flatliners), 1990

Direção: Joel Schumacher

Elenco: Kiefer Sutherland, Julia Roberts, Kevin Bacon, William Baldwin, Oliver Platt

- Página do filme no IMDb

- Compre o Blu-ray na Livraria Cultura

Trailer: Linha Mortal

Publicado em Janeiro - 09 - 2012

Jane Eyre - a cena do pedido de casamento

Achei interessante um post que a Valéria fez sobre Orgulho e Preconceito, comparando a mesma cena em várias versões filmadas (link lá no final). Quando comecei a acompanhar os posts da Naomi sobre Jane Eyre (idem; ela está assistindo a todas as versões disponíveis e escrevendo sobre cada uma delas), achei que seria uma boa ideia fazer uma comparação semelhante.

Talvez a cena mais importante da história, ou pelo menos a que mostra melhor a qualidade da interpretação do casal de atores principais, é a proposta de casamento. Para quem não sabe ou não lembra, Jane trabalha como governanta em Thornfield e aos poucos vai se apaixonando pelo patrão, Mr. Rochester. Na cena em questão ele brinca de rato e gato com ela, deixando-a crer que irá se casar com outra e que Jane terá de ir embora. Depois de uma explosão emocional de Jane, Rochester admite que a ama e a pede em casamento.

A maioria das versões mantém o texto original, com algumas variações, e algumas são bem diferentes. Mas as interpretações são bem diferentes. Na minha opinião o melhor casal até agora foram Toby Stephens e Ruth Wilson (2006), seguidos de perto por Orson Welles e Jean Fontaine (1943) e Mia Wasikowska e Michael Fassbender (2011). Veja os vídeos:

1943 - Orson Welles e Joan Fontaine

O climão melodramático de interpretação da época está presente, assim como a cara de donzela assustada de Fontaine, o que combinou bem com seus personagens neste filme e em Rebecca. O Rochester de Welles é bem temperamental, imprevisível e até cruel, bem de acordo com o personagem. Veja só o trechinho do pedido, com raio e tudo:

1970 - George C. Scott e Susannah York

Scott tem a idade certa (e uma interpretação correta) para o personagem, mas York não convence como a jovem governanta de 18 anos. Muito meloso para o meu gosto.

1983 - Timothy Dalton e Zelah Clarke

Aqui a cena foi gravada à noite, com alternância de cortes entre os close-ups de ambos, o que pode parecer estranho, pois vemos Jane enquanto Rochester se declara a ela, de costas para o público. Felizmente na “hora H” o diretor corta para um close dele. O ex-007 traz um Rochester contido, com um belo sotaque britânico, enquanto Clarke é uma das Janes mais sérias: as falas são ditas corretamente, mas a expressão de dúvida ao ouvir a declaração dele é bem convincente.

1996 - William Hurt e Charlotte Gainsbourg

Mais uma cena noturna; Charlotte transmite toda a emoção do personagem, apesar de acreditar nele e aceitar a proposta bem rapidinho; o Rochester de Hurt é um pouco estranho, parece um bêbado mal-humorado. O texto foi um pouco alterado e reduzido, inclusive a famosa fala de Jane “Do you think because I´m poor, obscure and little…”. Esta foi a primeira versão que vi, e na época gostei bastante.

1997 - Ciarán Hinds e Samantha Morton

Uma Jane delicada e emocional, e um Rochester arrebatado e impetuoso; até que a combinação ficou interessante; o texto foi mantido, com pequenas alterações, e a emoção está presente em toda a cena, que desta vez foi filmada de dia. Não entendi a narração em off, com os pensamentos de Jane. Dispensável, ficou com cara de ‘romance rosa’.

2006 - Toby Stephens e Ruth Wilson

Perfeito! A emoção de Ruth nesta cena foi bastante criticada, mas na minha opinião é como Jane teria reagido. A perspectiva de perder Rochester, ter de deixar o único lugar onde foi feliz, é natural que ela estivesse emocionada e transtornada. Adorei o toque “Because you have a wife!/What do you mean?” e a cara que Stephens faz quando ouve isso. Mais uma cena diurna, com o texto completo, e as melhores interpretações até agora.

2011 - Michael Fassbender e Mia Wasikowska

Um curioso contraste entre a ternura de Rochester e a revolta de Jane; Mia Wasikowska diz as falas corretamente, mas com emoções completamente diferentes das de Ruth Wilson. Ainda assim, é uma excelente adaptação da história.

Para saber mais:

- Todos os artigos e resenhas da Naomi sobre Jane Eyre - excelentes! (Batata Transgênica)

- As comparações das cenas de Orgulho e Preconceito, analisadas pela Valéria (Shoujo Café) (parte 1 - os links das partes 2 a 5 estão no final do post)

- Jane Eyre na Wikipédia

- Comentando Jane Eyre, artigo da Valéria (Shoujo Café)

- Resenha do livro, escrita por Amanda Cordeiro (B33p)

- Compre o livro e o DVD (2006) na Livraria Cultura

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