Publicado em Junho - 13 - 2010

10 livros em 10 dias - Mulherzinhas

Dia 10 - Livro mais velho que tenho ou li

Coleção Clássicos da Literatura Juvenil - Mulherzinhas

Taí um dia que me deixou confusa: era o livro mais velho pela data em que foi escrito, ou exemplar mais velho que li ou tenho? No primeiro caso, provavelmente seria a Bíblia (hehe); então considerei como o exemplar impresso mais antigo que me caiu nas mãos.

Inevitavelmente são livros que li na infância, e poderia citar vários deles, provavelmente com a mesma idade. Por exemplo, o Meninas Exemplares, do qual já falei aqui, O Pequeno Príncipe, Reinações de Narizinho (estes dois últimos tenho até hoje, muito queridos mas em estado lastimável) e vários outros.

Bons candidatos a livro mais antigo seriam as velharias que eu lia na biblioteca da escola. Como o colégio estadual era bem antigo (minha mãe também estudou lá), dá para imaginar a venerável idade dos livros, mas não lembro de nenhum título em especial.

Mas escolhi falar de uma coleção muito querida, e que tenho até hoje: os Clássicos da Literatura Juvenil, que foram vendidos em bancas na década de 70. São adaptações de livros excelentes com ilustrações internas e capa dura, e que me apresentaram à literatura “séria” e ao mesmo tempo divertida.

Viagem ao Centro da Terra, Beleza Negra, Aventuras de Tom Sawyer, Robin Hood, Ben Hur, A Ilha do Tesouro são alguns dos títulos da coleção.  Mas o preferido e mais escangalhado de todos é mesmo Mulherzinhas, de Louisa May Alcott.

Sabe aquele livro preferido da infância, que você leu muitas e muitas vezes, pintou as ilustrações com lápis de cor, sabia pedaços de cor, não perdia nenhuma adaptação para o cinema, e guarda como tesouro até hoje? Pois é, esse aí.

E a história é deliciosa: quatro irmãs de uma família pobre mas digna vivendo as dificuldades da vida durante a Guerra Civil Americana enquanto o pai está na guerra, e a sempre complicada transição das meninas para a idade adulta.

Ainda vou escrever mais sobre ele, prometo; mas foi uma boa lembrança para terminar esta brincadeira divertida. Se você gostou mas ainda não participou, que tal fazer sua listinha e contar para nós?

Grande abraço, e uma ótima semana!

Publicado em Junho - 12 - 2010

10 livros em 10 dias - Harry Potter

Dia 9 - Série de livros que mais gosto

Coleção Harry Potter

Esta foi fácil (e a preferida de 9 entre 10 participantes da brincadeira); pode não ser a série de livros mais bem escrita do mundo (aqui, o Senhor dos Anéis ganha disparado) e nem a última febre literária do momento, como Crepúsculo e ‘trocentos” outros livros de vampiros, mas com certeza é a que conquistou o coração de muita gente, inclusive deste rato que vos fala.

Comecei a acompanhar a série de livros pegando carona nas filhas, que emprestaram o primeiro livro de uma amiga. A amiga teve de esperar mais um pouco, pois depois das duas, eu também quis ler.

Daí em diante ficamos aguardando o lançamento de cada livro, discutindo detalhes e previsões, visitando diariamente o site Mugglenet, lendo artigos de fãs que discutiam detalhes dos livros com a seriedade e especialização de peritos em alguma ciência, e (oh, felicidade!) visitando o site de J.K.Rowling para descobrir as charadas e pistas. Minha mesa de trabalho até pareceu mais arrumadinha depois daquilo…

Não preciso falar da história, que todo mundo conhece. Nem preciso discutir se os filmes foram ou não fiéis aos livros, pois todo fã que se preze não perde nenhum filme (de preferência assiste na estréia, aguentando gritinhos histéricos e espectadores fantasiados) mas concorda que os livros são melhores. E como não seriam?

Titia Jô conseguiu criar um mundo divertido, coerente, detalhado, personagens complexos, mergulhando fundo nas histórias de tradição, mitologia e lendas para criar a estrutura que sustenta o mundo dos bruxos. A grande sacada foi colocar esse mundo junto do nosso, criar uma história contemporânea que convive lado a lado com o mundo comum dos trouxas, mas mantendo uma distância segura.

Ela também usa os recursos literários mais manjados e que melhor funcionam; bebeu com gosto na saga do herói de Joseph Campbell, mesma fonte que alimentou as melhores histórias do cinema e da literatura. Usou a criatividade para inventar nomes, locais, esportes, histórias, tradições e conseguiu nos enfeitiçar irremediavelmente.

Já deu pra perceber que sou mesmo fã da série, não?

Para saber mais:

Publicado em Junho - 11 - 2010

10 livros em 10 dias - Paulo Coelho

Dia 8 - Livro que menos recomendo

livros do Paulo Coelho

Este foi o dia mais difícil para escolher; qual livro eu não recomendaria? Sou teimosa, e não lembro de ter abandonado de vez algum livro, mesmo que ele fique esquecido eu acabo voltando para ver se ele se salva. E lembro de poucos que me desgostaram.

Como ja comentei na resenha de maio do Desafio Literário, livros de chick-lit não são a minha praia. Mas como li poucos, exatamente por isso, não poderia não recomendar algum deles. Até Crepúsculo, que foi difícil de terminar (fiquei com antipatia da Bella), acabou perdoado quando cheguei aos outros volumes, Lua Nova e Eclipse. Já viram que sou paciente, não?

Então lembrei do Paulo Coelho. Li os dois primeiros livros dele, Diário de um Mago e O Alquimista. Até que são interessantes, mas para ler apenas uma vez. Quando os li nem percebi os erros de português (que existem sim; li uma análise do Alquimista que mostrava diversos exemplos de erros de ortografia e gramática, e fiquei arrepiada). Mas depois de algum tempo, fui percebendo que os livros eram todos na mesma linha, e não me interessei mais.

Claro que gosto de livros ‘esotéricos’, mas as histórias do PC me dão a impressão de seguir uma receita pronta de sucesso. Que é o que importa ali. Portanto, não digo que não leiam, sei que muita gente adora os livros dele, mas simplesmente não são livros que eu recomendaria. Ponto.

E vamos logo para o próximo dia, que prefiro falar do que eu gostei. ;-)

Para saber mais:

Publicado em Junho - 10 - 2010

10 livros em 10 dias - A Cidadela

Dia 7 - Livro que eu mais recomendo

A Cidadela - A. J. Cronin

Este é um livro que com certeza eu recomendo a todos, em especial a médicos e estudantes de medicina. Já vou dizer por que.

A Cidadela conta a história do médico recém-formado Andrew Manson, que consegue trabalho como médico assistente na pequena cidade mineira de Blaenelly, no País de Gales. Ingênuo e idealista, ele luta para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e se empenha de corpo e alma em seu trabalho.

Aos poucos sua situação profissional e pessoal vai melhorando, e Andrew vai tomando contato com o outro lado da medicina: “profissionais” inescrupulosos, que exploram as aparências e visam acima de tudo o lucro, com sua clientela rica da sociedade.

Andrew fica cada vez mais iludido com o sucesso fácil, o que aflige sua esposa Christine e seus verdadeiros amigos. Por fim, uma situação de grave crise obriga Andrew a repensar seus valores e o que é importante para ele.

Na minha opinião, esse livro deveria ser leitura obrigatória nas faculdades de medicina; as escolhas enfrentadas por Andrew surgem inevitavelmente na carreira dos médicos. Ainda que eles não precisem optar por praticar a medicina numa cidadezinha lá no fim do mundo, podem manter a ética e seus valores ao mesmo tempo em que prosperam devido à sua competência profissional.

O livro é envolvente e os temas tratados interessam não só aos médicos, mas a todos. Trabalhar no que se gosta, buscar o sucesso, ajudar as pessoas através de seu trabalho, manter a ética, saber o que é importante na vida, são temas que dizem respeito a todos nós.

Ainda pretendo fazer uma resenha caprichada deste livro que é um dos meus preferidos, e também do filme (de 1938), por enquanto este é só um comentário. É difícil começar a falar de um livro que gosto tanto sem escrever demais, e como disse no começo, recomendo a leitura!

Publicado em Junho - 09 - 2010

10 livros em 10 dias - Farda Fardão Camisola de dormir

Dia 6 - Livro que menos me prendeu a atenção

Farda Fardão Camisola de dormir - Jorge Amado

Precisei pensar um pouco para lembrar qual livro menos me prendeu a atenção, e acabei lembrando deste. Foi lido no último ano do colegial (er, o antigo nome do Ensino Médio) como tarefa escolar, e foi um suplício.

Li apenas para fazer o trabalho, e esqueci completamente dele. Só sei que tem a ver com eleições na Academia Brasileira de Letras, por causa do título, pois não gravei nada dele.

O estranho é que eu já havia lido vários livros do Jorge Amado antes e adorado, inclusive na mesma época li Mar Morto, que é um dos meus livros preferidos, não entendo porque este livro não me tocou.

Anteontem mesmo comentei sobre as leituras por obrigação, e que alguns livros poderiam ser melhor apreciados se lidos espontaneamente em outra época da vida. Talvez se relesse este Jorge Amado hoje poderia gostar do livro. Quem sabe…

Disse que foi difícil escolher um livro para esta categoria, é que não costumo abandonar livros pela metade. Ainda que fiquem esquecidos na estante por algum tempo, sempre acabo voltando e terminando, ainda que seja por pura teimosia. O fato é que livros que pareceram maçantes acabaram ficando interessantes no final; às vezes a teimosia vale a pena.

Por outro lado, um livro que enfrentei corajosamente até o final foi Ulisses, de James Joyce. Um tijolão, difícil e com aura de obra-prima, decidi ver como era. Realmente é muito bem escrito, criativo, cheio de simbolismos, mas não me encantou. Por aí se percebe que nem sempre a qualidade técnica do livro é sinônimo de prazer na leitura.

Publicado em Junho - 08 - 2010

10 livros em 10 dias - O Silmarillion

Dia 5 - Livro que mais exigiu minha atenção

O Silmarillion - J R R Tolkien

Depois de pensar um pouco, vi que este foi o livro que mais exigiu minha atenção; a história é fascinante, mas tem tantos nomes de personagens e lugares que tive de ler devagar, anotando mentalmente os nomes  e consultando as árvores genealógicas e mapas no final para entender o relacionamento entre os personagens e para me localizar no espaço.

Mas o esforço valeu a pena: adorei o livro, que foi minha resenha do mês de março no Desafio Literário. Para ler a resenha completa, clique aqui.

Já havia lido O Senhor dos Anéis, mas como a história se passa em um período bem menor de tempo e é dividida em três livros, acabamos nos acostumando com os nomes e locais (também houve muita consulta aos mapas dessa vez). Mas no caso do Silmarillion,  o livro cobre um intervalo de tempo absurdamente grande (lembrem-se que elfos e valar são imortais) e o livro é pequeno, então temos um número muito maior de personagens e muitos deles permanecem por apenas algumas páginas. Fica difícil guardar todos os nomes.

Exatamente por ter lido antes O Senhor dos Anéis, a leitura ficou um pouco mais fácil, pois alguns personagens já eram conhecidos. Recomendo ler O SIlmarillion depois do SdA, se bem que dá vontade de ler os três livros de novo, o que pretendo fazer em breve.

Recomendo a leitura, e também um marcador nas páginas finais com as árvores genealógicas e mapas, que serão muito consultados…

Para saber mais:

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