Publicado em Março - 28 - 2011

Titanic: Rose Dawson’s Story

(Titanic - a história de Rose Dawson - 2010)

O que aconteceu com Rose depois do naufrágio do Titanic e antes de sua visita ao navio Keldysh, onde narra sua história a Brock Lovett? É o que Walden Carrington nos conta neste livro interessante.

“A festa de aniversário oferecida por Molly Brown a Rose DeWitt Bukater em maio de 1911 aconteceu na Casa dos Leões na Pennsylvania Street em Denver, Colorado. Rose gostou de conhecer, entre os convidados, o rico e solteiro Caledon Hockley, que a pediu em casamento. Seu noivado durou até abril de 1912, quando os noivos e acompanhantes  retornavam da Europa na viagem inaugural do R.M.S. Titanic.

Um atraente passageiro da terceira classe chamado Jack Dawson convenceu Rose a abandonar seu mundo de alta sociedade antes da colisão do navio com um iceberg. Ela adotou o nome Rose Dawson a bordo do navio de resgate, Carpathia. Rose retornou a Denver com Molly Brown e o colar com o diamante azul que Cal havia deixado no bolso do casaco que lhe deu na noite do naufrágio do Titanic.

Em abril de 1996, Rose estava em casa com a neta Lizzy e viu na TV a notícia sobre o caçador de tesouros Brock Lovett, e sua busca nos destroços do Titanic. Rose percebeu que ele procurava o diamante azul que ela manteve escondido por oitenta e quatro anos. Rose e Lizzy voaram até o navio Keldysh, onde ela contou sua história sobre o naufrágio do Titanic.”

(resumo do livro no site Authonomy)

Kate Winslet como Rose

Rose DeWitt Bukater pertencia a uma classe social que vivia fechada em sua bolha de luxo e elegância, isolada dos problemas da vida comum e do restante da humanidade, o que era natural para eles. Mesmo assim, ela se submetia às regras desse mundo por costume e obediência, e aceitou o noivado com Cal Hockley para resolver os problemas financeiros da mãe, após a morte do pai. Mas Rose queria assumir o controle de sua vida, e sua repulsa à ideia do casamento forçado foi aumentando cada vez mais.

“Eu não desejava brigar com Mamãe por causa de seu desejo de planejar meu casamento com Cal na Filadélfia. Ela foi dependente de meu pai desde que se casaram. Antes disso, ela havia sido dependente de seu pai. Depois de perder a ambos, nunca ocorreu a ela a ideia de ser independente e descobrir uma forma de ganhar a vida. Sua mãe dependeu dos homens da família a vida toda e ensinou Mamãe a também ser assim. Mesmo querendo que eu fosse instruída, Mamãe nunca sugeriu que eu me tornasse independente. Cabia a mim romper essa tradição, mas eu não tinha quem me orientasse naquela direção.”

O livro é interessante para quem gostou do filme e quer rever a história no papel. A parte da história de Rose que é mostrada no filme, especialmente a viagem no Titanic, segue fielmente o roteiro, com os mesmos diálogos (e poderia ser diferente?) e descrições. A única diferença é que, como o livro é narrado em primeira pessoa, não foram incluídas cenas e diálogos dos quais ela não participa. Por exemplo, o diálogo entre Cal e Jack enquanto Rose desce no bote salva-vidas. Ela apenas observa que os dois conversaram e fizeram contato visual, e quando percebe que não poderia deixar Jack no navio e partir em segurança no bote, decide voltar ao Titanic.

Leonardo DiCaprio e Kate Winslet

“Eu não estava acostumada a estar em um novo local e não ter coisas para desembalar, mas certamente não senti falta desse ritual. Quando acabei de comer, coloquei a bandeja ao pé da cama e troquei minhas roupas pela muda limpa e seca que haviam deixado para mim.

Senti que estava começando uma nova vida como sobrevivente do Titanic. Minha mãe parecia uma pessoa diferente, e não queria mais controlar a minha vida. Sempre me lembraria do corajoso oficial que trouxe o bote de volta para salvar minha vida. Depois de conhecer tantas pessoas que não sobreviveram àquela noite, eu sempre me consideraria privilegiada por ter sido resgatada, e feliz por estar viva.”

A vida de Rose após o naufrágio é contada de forma resumida e coerente com as fotos mostradas no quarto dela no Keldysh, no filme; rapidamente a narrativa retorna ao tema do navio, com o telefonema dela a Brock e a viagem ao navio russo.

“Quando Lizzy se formou no colegial em maio de 1986, o Titanic havia sido encontrado no fundo do mar por Robert Ballard e sua equipe, no mês de setembro anterior. Mantive em segredo minha própria experiência no Navio dos Sonhos. Ela sempre seria parte de mim, mas nunca senti a necessidade de compartilhar minhas caras lembranças de Jack Dawson, que me fizeram usar seu sobrenome até que me casasse com Walden Calvert.”

Gloria Stuart como Rose

O livro de Walden Carrington ainda não foi publicado, mas está disponível na íntegra para leitura online no site Authonomy, da editora HarperCollins. Para resolver o problema das centenas de originais recebidos diariamente pela editora, foi criado o site onde autores podem enviar seus textos. Eles podem ser lidos por qualquer pessoa, e avaliados e comentados por usuários registrados (geralmente outros autores). Os originais com melhor avaliação pelos pares são escolhidos mensalmente e enviados a uma equipe de editores internacionais da HarperCollins para avaliação e possível publicação.

Pessoalmente acredito que o livro poderia se beneficiar do centenário do naufrágio e ser publicado a tempo de aproveitar a data; mas como não conheço a política editorial da casa, não sei se consideraram o livro adequado para publicação. Outro ponto polêmico é a utilização de personagens e diálogos de terceiros; não sabemos o que James Cameron pensa  a respeito, nem quais são as questões legais em relação a seu roteiro.  Se eu fosse o autor, tentaria uma edição independente na Amazon como e-book; com uma boa divulgação, quem sabe não teria o mesmo sucesso de Amanda Hocking?

O livro é extenso (quase 400 páginas, segundo a numeração incluída pelo autor no texto) e teve uma pesquisa caprichada, especialmente nas descrições de Denver do início do século. É mais que uma simples fan fic, mas não chega a ser um trabalho totalmente original. De qualquer forma, é uma leitura gostosa e interessante, que vai agradar aos fãs de Titanic.

ATUALIZAÇÃO EM 06/12/11:

A leitora Suelen comentou que não conseguiu ler o livro online, e realmente ele foi retirado do site Authonomy em novembro. Encontrei o comentário do autor, Walden Carrington, em seu perfil no Authonomy:

Thanks to everyone who emailed Twentieth Century Fox about the deletion of Titanic: Rose Dawson’s Story on 11-4-11. But that’s enough. They received a wealth of emails from authonomy members and are welcome to request the revised manuscript delivered to HarperCollins United Kingdom on 10-31-11. It could be published in New York and sell very well while Titanic is playing in theaters worldwide in three dimensions.

I will always remember my authonomy experience and treasure the many comments posted on my work. Finding my comments about other books on web sites designed to promote them has been very gratifying. My hope in writing a novelization of Titanic was to enhance the cinematic experience and expand on the story while passing on valuable life lessons to cherish for a lifetime. “

Portanto, parece que a Fox pediu a retirada do texto do site, provavelmente por violação de direitos autorais. O autor coloca-se à disposição de editoras (ou da própria Fox) que queiram publicar seu original e aproveitar a popularidade da história, que voltará aos cinemas em 3D em abril de 2012, para lembrar o centenário do naufrágio.

Bom, não temos opção a não ser aguardar que alguma editora publique o livro; uma pena que a disputa por direito$ autorai$ evite a publicação de histórias baseadas em personagens de outros autores. O livro era bem interessante e poderia ter sido publicado, provavelmente venderia muito bem…

*     *     *

Ficha:

Titanic: Rose Dawson’s Story

Walden Carrington

Enviado em 03/06/2010

Disponível para leitura online no site Authonomy

103384 palavras

(tradução de trechos do livro: Cristine Martin)

Publicado em Março - 27 - 2011

Semana do Rato

27-02-1932 / 23-03-2011

Elizabeth Taylor em 3 tempos:

“I’ve only slept with men I’ve been married to. How many women can make that claim?”- Elizabeth Taylor

*      *       *

  • 100 frases famosas do cinema em 200 segundos: (dica de Revista Bula)

  • O pessoal do Internet Explorer enviou um bolo à equipe do Mozilla para comemorar o lançamento do Firefox 4. Ao que parece, foi apenas uma demonstração de simpatia. Os desenvolvedores passam bem. (fonte: tech Tudo)

Maternidade em 2 tempos:

  • O pitaco da Zel sobre a gravidez depois dos 30 e a idade “certa” para ter filhos. Observações sensatas, e claro que cada caso é um caso; como dizia minha mãe, “cada um sabe onde lhe aperta o calo”, mas de qualquer forma é muito bom poder escolher e não deixar as coisas acontecerem ao Deus dará, especialmente nesse assunto.(fonte: Fabricando)
  • O pitaco da Renata sobre a maternidade. Felizmente aos poucos a opção por não ter filhos (ou pelo menos por poder escolher mais tarde, sem a pressão para ser mãe o mais cedo possível) vai sendo mais aceita. Ter filhos é uma decisão séria, que envolve a vida de no mínimo duas pessoas, e a longuíssimo prazo. Não é algo a se decidir sem pensar, ou só porque é o que se espera de nós. Melhor pensar bem e ser um pai/mãe consciente do que simplesmente botar um filho no mundo e seja o que Deus quiser. Recomendo a leitura. (fonte: Duplos)

*      *      *

  • Cão perde a paciência e abandona dono bêbado na rua - vídeo (fonte: Conexão Pet)
  • Para quem não viu, agora tem um botãozinho “Share” aí embaixo, para quem quiser compartilhar o link dos artigos do blog no Twitter, Facebook, Orkut e várias outras redes sociais. A gerência agradece. :-)
  • Fofura da semana: quem é o culpado? (gente, a cara desse cão é impagável!…)

Bom domingo!

Publicado em Março - 23 - 2011

Ensina-me a viver (Harold and Maude)



Harold (Bud Cort) é um jovem que adora simular suicídios para atormentar a mãe; Maude (Ruth Gordon) é uma mulher de 79 anos que, como Harold, frequenta enterros, mas é cheia de vida e ignora as regras e convenções da sociedade. Quando estas duas pessoas tão diferentes se conhecem, é o início de um relacionamento que mudará a vida de Harold, que vai literalmente aprender a viver.

Com os suicídios simulados, Harold tenta chamar a atenção da mãe, uma rica viúva cujas preocupações são os eventos sociais e “encaminhar” o filho na vida, seja para a carreira militar (como o tio) ou no casamento com uma das candidatas que lhe apresenta. A única vez que a mãe teve alguma reação foi quando pensou que ele havia morrido na explosão do laboratório de química da escola, e por isso Harold tenta despertar essa reação novamente, como uma criança que quer chamar atenção - qualquer tipo de atenção.

A condessa Mathilda (no livro, ou Marjorie, no filme) Chardin, ou simplesmente Maude, já teve sua cota de perdas e sofrimento. Em vez de lamentar o passado, Maude vive intensamente a cada dia e aprecia a natureza, as pessoas, as mudanças e transformações. Como dizia um sábio persa que ela cita, “isto também passará”; não adianta se apegar a situações, coisas ou momentos: tudo é transitório.

Com essa filosofia e alegria de viver, Maude mostra ao entediado Harold que a vida é um bem precioso, que cada pessoa é única e tem suas qualidades e defeitos, que as distinguem das demais. E mesmo assim, temos que crescer juntos. Construir pontes, e não muros.

“Então decidi”, ele afirmou solenemente, “que gostava de estar morto”.

Maude ficou quieta por um instante. Então falou calmamente.

“Sim, compreendo. Muitas pessoas gostam de estar mortas. Mas elas não estão mortas na verdade. Estão apenas fugindo da vida. Eles são jogadores, mas pensam que a vida é um treino e ficam se poupando para mais tarde. Então sentam no banco e o único campeonato que verão passa diante de seus olhos. O tempo está acabando, e eles podem entrar a qualquer momento”.

Maude pulou, gritando palavras de incentivo. “Vamos, rapazes! Vamos lá, arrisquem-se! Até se machuquem, quem sabe? Mas joguem o melhor que puderem”. Como se liderasse uma torcida no estádio lotado, ela gritou, “Vai time! Me dê um V. Me dê um I. Me dê um D. Me dê um A. V-I-D-A. VIDA!”

Ela sentou-se ao lado de Harold, muito elegante e séria. “Senão,” informou, “você não terá nada para comentar no vestiário”.

Maude me lembrou Rose, depois do Titanic. Ambas perderam tudo e tiveram de começar do zero (coincidentemente, na América). E as duas decidiram viver a vida plenamente, viver o máximo de experiências que pudessem, desfrutar o aqui e o agora. Outro ponto em comum é quando Maude joga ao mar o presente que recebeu de Harold, pois “agora eu sempre saberei onde ele está”. Parece familiar?

“Maude”, ele disse, “você está chorando”.

Maude segurou o passaporte. “Estava lembrando o quanto isto significava para mim”, disse lentamente. “Foi depois da guerra; eu não tinha nada - a não ser minha vida. Como eu era diferente naquela época; e ainda assim, como eu era a mesma pessoa.”

Harold estava perplexo. “Mas… você nunca chorou antes. Nunca pensei que você chorasse. Pensei que estivesse sempre alegre”.

“Oh, Harold”. Ela suspirou, puxando o cabelo. “Você é tão jovem. O que eles lhe ensinaram?” Ela enxugou as lágrimas que caíam pelo rosto. “Sim, eu choro. Choro por você. Choro por isto. Choro pela beleza, seja um pôr-do-sol ou uma gaivota. Choro quando um homem tortura seu irmão… quando ele se arrepende e implora pelo perdão… quando esse perdão é recusado… e quando é concedido. Alguém ri. Alguém chora. Duas características exclusivamente humanas. E a principal coisa na vida, meu querido Harold, é não ter medo de ser humano”.

Harold piscou para afastar as lágrimas nos olhos. Ele tinha um nó na garganta; então engoliu em seco. Afastando-se, tomou a mão dela nas suas. Então, tocando gentilmente sua face, enxugou as lágrimas dela.”

Esta comédia de humor negro de 1971 foi dirigida por Hal Ashby (Shampoo, Amargo regresso, Muito além do jardim) e escrita por Colin Higgins, que após o lançamento do filme transformou o roteiro em romance (disponível no Scribd, e uma leitura bem gostosa). Higgins dirigiu Golpe Sujo e Como eliminar seu chefe, e escreveu o roteiro destes dois filmes, além de Ensina-me a viver, A melhor casa suspeita do Texas e a minissérie Minhas Vidas, em parceria com Shirley MacLaine. A trilha sonora do filme tem músicas de Cat Stevens.

Mesmo que em geral a tradução dos títulos de filmes seja lamentável, desta vez acertaram: Ensina-me a viver é um bom título e dá a dimensão do que seja esta história. Comovente e divertida, nos faz pensar no que significa viver, e em como nossos problemas são insignificantes comparados ao grande cenário. Harold percebe isso quando nota a tatuagem no antebraço de Maude; quem tem aqueles números não despreza o privilégio de estar vivo.


Ensina-me a viver também foi levada aos palcos brasileiros por Glória Menezes e Arlindo Lopes, e deve ter sido uma experiência e tanto. Confira se a peça ainda está em cartaz em SP (previsto até 27/03/11 no Teatro das Artes) e não perca!

(tradução de trechos do livro - Cristine Martin)

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Trailer - Harold and Maude

Publicado em Março - 22 - 2011

Resultados da enquete: como foram suas leituras em 2010?



Olha que já foram quase 3 meses do ano, está mais do que na hora de encerrar esta pesquisa; recebemos 83 votos e a maioria leu bastante, o que é muito legal!

  • Li bastante, até mais do que pretendia (25 votos, 30%)
  • Não consegui ler o quanto gostaria, me faltou tempo (21 votos, 25%)
  • Não li quase nada em 2010 (15 votos, 18%)
  • Cumpri minhas metas de leitura, estou satisfeito (9 votos, 11%)
  • Li pouco, mas foram bons livros (8 votos, 10%)
  • Li menos do que pretendia, não tive vontade (5 votos, 6%)

Link da enquete no SodaHead

O curioso é que mesmo a opção mais votada tendo sido a dos que leram muito, se somarmos as respostas dos que leram muito e a dos que leram pouco, no total foi um empate técnico, os leitores mais ativos ganharam por 1 voto (42 a 41).

Minha resposta foi a segunda, li menos do que gostaria pois me faltou tempo. Consegui acompanhar o Desafio Literário 2010 até setembro, e fiquei devendo as três últimas resenhas. Terminei de ler o livro de outubro (A Última Grande Lição) este mês e já estou escrevendo a resenha, o que significa um abatimento de 30% na minha dívida literária em breve…

Fiquei chateada por não ter conseguido cumprir a meta, e decidi não entrar para o desafio deste ano. Mas não quer dizer que vá parar de ler (ora, imagine…). Vou ler conforme o tempo disponível, sem prazos fixos, e claro que as resenhas vão chegar aqui no blog de vez em quando. Só não quis assumir um compromisso que não sei se conseguiria cumprir.

Por exemplo, neste mês (quando a poeira baixou e tive algumas semanas mais folgadas, depois do excesso de trabalho desde dezembro) já li pelo menos três livros, e alguns são livros que deram origem a filmes (ou vice-versa, um deles foi o roteiro do filme que virou livro), então fiquem tranquilos, o ratinho está em atividade e o blog vai bem, obrigada. :-)

Para quem quiser conferir as resenhas dos participantes dos últimos desafios literários:

  • Desafio Literário 2010 (Romance Gracinha) - links das resenhas dos útlimos meses

dezembro - livros com a palavra coração no título
novembro - escritores portugueses
outubro - lição de vida

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E vamos começar mais uma enquete? Mudando de assunto, qual a sua rede social preferida? Entre Twitter, Facebok, Orkut, e outras, de qual você mais gosta de participar?

Abraços!

Publicado em Março - 20 - 2011

Semana do Rato

  • Felizmente o cãozinho Pinpoo foi encontrado e já está seguro e feliz com a D. Nair; mas por onde andou esse cãozinho? Veja como tem gente criativa e bem-humorada por aí: Onde está Pinpoo? (parece que ele esteve ontem em Brasília…)

  • Pessoal, os protetores responsáveis pela cadela Vida estão pedindo ajuda para pagar o tratamento dela. A pitbull foi encontrada num matagal do Parque Anhanguera (SP) com 3 patas quebradas, anêmica, desnutrida e com muitos focos de bicheiras. O tratamento é longo e complicado, e no dia 3 de março ela passou por uma cirurgia de 8 horas de duração para colocação de pinos e próteses nos ossos para que possa andar novamente. Ela ainda precisará de vários meses de fisioterapia.
    A Vida está se recuperando (apesar de bem devagar) e os custos estão em mais de 3.500 reais por mês. Depois de praticamente nascer de novo, não vamos deixar que a Vida tenha o tratamento interrompido por falta de dinheiro para pagá-lo. Você pode ajudar na Vakinha ou depositando nas contas abaixo, dos responsáveis pela cadela. Obrigada desde já em nome da Vida pela ajuda e divulgação.
    Mais informações no Facebook e no blog criado para informar sobre o tratamento da Vida.

Atualização: fotos novas da Vida (de 22/03/11) que mostram a recuperação dessa menina lutadora; vejam a carinha dela!

AJUDA PARA A VIDA - DEPÓSITOS NAS CONTAS ABAIXO

HSBC
AG: 0328
C/C: 01117-67
PRISCILLA CUENCAS ZAMPIERI
CPF: 194.594.858-20
Confirmar > (11) 7863-3581 / 2684-2265

OU

Benildes Alves de Oliveira
BRADESCO
AG. 1416-8
C/C 0500449- 7
Confirmem o depósito na conta do Orlandim
no e-mail craae2010@hotmail.com


  • Leia o artigo sobre Sherlock Holmes na revista Bravo; além de apresentar o lançamento da coleção completa de histórias com o famoso detetive, há uma boa análise do personagem e algumas curiosidades.
  • Esta semana assisti o filme Sherlock, de Guy Ritchie. Divertido! Comparando o filme com a minissérie da BBC: o filme tem a época certa, mas o espírito errado (Sherlock atleta, brigão, piadista); a minissérie tem a época ‘errada’ (atual) mas a melhor interpretação do personagem; mesmo com a modernização e os gadgets, o Sherlock de Benedict Cumberbatch está perfeito: egocêntrico, autocentrado, irritante e detalhista. Para quem ainda não viu os 3 episódios da série, recomendo!!

  • Por que fazer trabalho voluntário? A Daniela Mattos conta sua experiência profissional como voluntária da ONG Bicho de Rua, onde desenvolveu um ótimo trabalho de divulgação da ONG nas redes sociais. Você sabia que isso também foi bom para a carreira dela? (fonte: Sabe o que é?)
  • E no último domingo a ONG Cão Sem Dono organizou um mutirão de atendimento veterinário em Poá (na Grande SP). O atendimento durou o dia todo e 154 animais foram atendidos; só não puderam atender mais animais porque faltaram veterinários voluntários. Mesmo assim, a Dra Fernanda trabalhou duro o dia todo para ajudar os bichinhos. Dos 154 animais atendidos, 123 nunca haviam passado em um veterinário! A ONG levou mais de 400 kg de ração e material de higiene, que foram distribuídos aos cães de famílias carentes. Veja mais fotos do mutirão aqui. A ONG fará outros mutirões em outras cidades; eles aceitam sugestões através do e-mail vicente@caosemdono.com.br. Se você é veterinário e quer ajudar, entre em contato com eles; toda a ajuda é muito bem-vinda!
a veterinária Dra Fernanda atendendo os animais e orientando a população

  • Arrepiante! Leia o discurso que estava pronto para ser lido pelo presidente dos EUA caso Neil Armstrong e Buzz Aldrin tivessem morrido ao tentar pousar na lua em 1969. Felizmente o texto nunca foi usado. (dica de Hank Green - onde ele descobre essas coisas?)
  • Mais uma ótima revista online sobre animais de estimação: a edição de março da revista Petzine já está online e pode ser lida gratuitamente aqui.

  • Infelizmente a prefeitura de Campinas e o o Ibama acharam mais fácil acabar com as capivaras que com os carrapatos; o massacre foi feito de madrugada, e gerou protestos de toda a sociedade. A Delegacia de Proteção Animal denunciou que os animais sofreram maus tratos antes do abate (comida estragada, misturada com pedaços de plástico), e um filhote que teria escapado do assassinato ainda não foi encontrado. A Cora Ronai também comentou o abate dos bichinhos. A febre maculosa é uma doença grave mas tem cura, se o tratamento (por antibióticos) for feito nos primeiros dias após o contato com os carrapatos e diagnóstico. A prevenção é feita pela eliminação dos carrapatos e o uso de carrapaticidas, banhos e remoção mecânica dos insetos. Ou seja, se as capivaras tivessem sido bem cuidadas e recebido aplicações regulares de carrapaticidas, o abate não teria sido ‘necessário’. Triste… (saiba mais sobre a febre maculosa aqui)
  • Fofura extrema! Bebezinho capivara que nasceu no começo deste mês no zoológico de San Diego. (fonte: M de Mulher)

Bom domingo!

Publicado em Março - 15 - 2011

O Corcel Negro

Um menino e um cavalo são os únicos sobreviventes de um naufrágio. Uma amizade nasce destes dois seres solitários, que salvam a vida um do outro mais de uma vez. Este filme belíssimo, produzido por Francis Ford Coppola e com roteiro de Melissa Mathison, conta a história desta amizade improvável.

No verão de 1946, o menino Alec Ramsey (Kelly Reno) viaja pelo Mediterrâneo com seu pai. A bordo está um puro-sangue árabe, belo e indomado, que fascina o garoto. O pai lhe conta a história de Bucéfalo, o cavalo de Alexandre, o grande, um animal selvagem que só o jovem Alexandre conseguiu domar. Um trágico incêndio no barco causa o naufrágio, e apenas o menino e o cavalo conseguem chegar a uma ilha deserta.

A música de Carmine Coppola e a bela fotografia se combinam para contar esta história com poucos diálogos e muito sentimento. A sequência da praia, em que Alec ganha a confiança de Black até conseguir montá-lo, é uma obra-prima do cinema, especialmente com a escolha de cenas debaixo d’ água que, como um balé, sugerem a técnica usada pelo menino para conquistar seu novo amigo.

Mesmo a segunda metade do filme, depois das cenas externas de tirar o fôlego, é interessante e sustenta bem a história. Com coadjuvantes de peso como Mickey Rooney (o treinador aposentado Henry Dailey) e Teri Garr (a mãe de Alec), o filme não perde em interesse ao passar para o treinamento de Black e Alec para desafiar os cavalos de corrida mais rápidos da época. A sequência final da corrida é emocionante.

O filme foi baseado no livro O Corcel Negro, de Walter Farley. Lançado em 1941, o romance teve um sucesso tão grande que o autor escreveu mais histórias sobre o cavalo e seus descendentes.  O segundo livro também foi levado às telas (O regresso do corcel negro, 1983), também com o garoto Reno.

Indicado para os Oscars de Ator coadjuvante (Mickey Rooney) e direção de arte, o filme ganhou um Oscar especial pela Edição de som.  Este era um dos favoritos da Sessão da Tarde na década de 80, e felizmente costuma ser reprisado no TCM.

Recomendo este filme pela história comovente, pela trilha sonora impecável e pelas belíssimas imagens. Este é mais que apenas um filme para crianças; é uma lição de cinema e uma história comovente.

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Trailer - O Corcel Negro



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