No Muitolegal Blog: “30 livros clássicos para você fugir dos best-sellers“. A lista traz sugestões muito boas de leitura, como 1984 (George Orwell), O Sol é para todos (Harper Lee), O Apanhador no campo de centeio (J. D. Salinger, muito procurado após a morte do autor), As Vinhas da Ira (John Steinbeck - esse está na minha lista de leitura!), Catch-22 (Joseph Heller) e também O Senhor dos Anéis (J.R.R.Tolkien). Conforme o site, “cada um dos 30 livros selecionados possuem a proporção mínima necessária para uma nova maneira de entender o mundo”. Confira a lista completa. (via @muitolegal).
Esta semana a Abril lançou uma coleção de clássicos da literatura, com capa dura e vendidos em bancas a um precinho camarada. A Naomi dá a ficha completa lá no Batata Transgênica, com todas as informações sobre os livros, inclusive as datas de lançamento. Bom trabalho, titia Batata!
E por falar em Oscar, o blog Fio de Ariadne está lançando uma blogagem coletiva que vai de 19/02 a 07/03, com o tema: “E meu Oscar vai para…” A proposta é fazer uma postagem sobre um ou mais filmes constantes da lista de vencedores do prêmio mais ambicionado do planeta cinematográfico. Se você tem um blog, pode participar escrevendo sobre um dos filmes ganhadores e deixando o link para seu artigo em um comentário no post de chamada da blogagem. Se não, pode acompanhar os artigos da blogagem e também votar na enquete que ficará no blog até 07 de março.
O Rato de Biblioteca já está participando; enviei links para os artigos que já foram publicados aqui (Forrest Gump, Entre Dois Amores e My Fair Lady) e ainda pretendo escrever sobre mais alguns, a lista de ganhadores é mesmo inspiradora…
E o cinema não é só diversão. No artigo de Fernanda Junqueira, “Terapia do cinema: filmes podem ajudar a llidar com emoções”, ficamos sabendo que psicólogos têm utilizado filmes para ajudar os pacientes a lidar com conflitos, ou como válvula de escape para emoções reprimidas. “Na terapia, em geral o profissional foca na reação que causa no inconsciente de cada um ou propõe histórias que sirvam de exemplos e modelos de comportamento. Os filmes podem ser vistos como se fossem o sonho de outra pessoa, pois trazem situações e momentos que atingem o inconsciente de quem assiste.” O artigo também traz uma lista de diversos filmes conhecidos e suas aplicações terapêuticas. (via @Shoujofan)
Depois da capivara tuiteira, agora existe o Puppy Tweets - um dispositivo que fica preso à coleira do cão e que envia tweets por wi-fi indicando o que o animal está fazendo. O aparelho emite um sinal wi-fi para o computador através de um receptor USB, e pode ser configurado para emitir mais de 500 frases diferentes, conforme a ação do animal. O aparelhinho já está à venda na Amazon. (via @cecilia_tanaka, RT de @fernandosouza)
Empresas especializadas em floricultura criam rosas arco-íris, cujas pétalas têm tonalidades de diversas cores na mesma flor. “De acordo com o fabricante, o processo começa pela seleção das rosas, que são colocadas em uma água especial. Conforme a planta absorve o líquido, as pétalas vão adquirindo tonalidades diferentes.”
Vejam que coisa linda: Mas essa belezura toda não sai barata; o buquê com uma dúzia custa 175 dólares, vendidas exclusivamente em uma floricultura na Califórnia. (Via @Shoujofan)
Este foi o livro reserva escolhido para o mês de fevereiro no Desafio Literário. Como o livro principal que escolhi (Psicanálise dos contos de fadas) é enorme e meu tempo estava curto este mês, resolvi escrever sobre o livro reserva, mas não abandonei o principal não; assim que terminar de lê-lo faço a resenha aqui no Rato.
Para esta resenha, li o e-book em inglês, disponível para download no Projeto Gutemberg (link no final do artigo).
* * *
Aladdin é um conto tradicional de origem medieval, que faz parte das histórias d’As Mil e uma Noites (ou Arabian Nights, em inglês). O conto foi incluído na coletânea original durante o século 16 pelo tradutor francês, Antoine Galland, que o ouviu de um contador de histórias.
Uma amiga minha, que é egípcia, me contou que tem um dos raros exemplares em árabe de Arabian Nights, pois esses livros foram destruídos pelo Ministério da Cultura do Egito, porque traziam ‘insinuações sexuais’. Ela lembrou também que há muito tempo, quando Bagdá era um centro cultural da região, livros foram atirados ao rio no Iraque por um exército, para que seus cavalos pudessem atravessar. Com isso, muitos exemplares das Mil e uma Noites foram perdidos. Absurdo, não?
A história é bem diferente da que conhecemos pela versão da Disney. Além de violenta e machista, é bem rica em detalhes e reviravoltas.
Aladdin era filho de um falecido alfaiate, que vivia com sua mãe e não pensava em trabalhar. Um dia ele e a mãe recebem a visita de um homem que lhe diz ser seu tio, e pede a Aladdin que o acompanhe. Fora da cidade o homem atira um pó ao fogo e da terra surge uma caverna fechada por uma porta de pedra. O ‘tio’ lhe dá um anel para dar sorte e diz a Aladdin para descer e não tocar em nada além de uma velha lâmpada, que deveria trazer para ele. O rapaz obedece e quando retorna com a lâmpada, recusa-se a entregá-la antes de sair da caverna. O mágico enfurecido fecha a caverna e o abandona lá. Por dois dias Aladdin lamenta sua sorte, e quando chora esfrega o anel no rosto. Então surge o gênio do anel, que o tira dali.
Aladdin retorna à sua casa com a lâmpada e algumas frutas, que na verdade eram pedras preciosas. Sua mãe esfrega a lâmpada para limpá-la, e o gênio da lâmpada aparece. Aladdin pede comida ao gênio, e depois disso vive feliz e despreocupado com sua mãe.
Um dia eles ouvem uma ordem do Sultão para que todos ficassem em casa, pois sua filha passaria pelas ruas no caminho para o banho. Aladdin consegue vê-la e se apaixona, e diz à mãe que terá de casar com ela. Sua mãe leva as ‘frutas’ para o Sultão e pede a mão da princesa para seu filho. O Sultão, cheio de cobiça, concorda em casá-los dali a três meses, mas antes de dois meses a princesa se casa com o filho do Vizir.
Aladdin pede ao gênio da lâmpada que traga a cama com o casal para sua casa, e que leve o noivo para passar a noite lá fora, no frio. A seguir, ele deita-se ao lado da princesa assustada e dorme tranquilamente. De manhã, ele ordena ao gênio que leve o casal de volta. Isso se repete por várias noites, até que o noivo pede o cancelamento do casamento, e Aladdin consegue se casar com a princesa, não sem antes exibir muitos sinais de riqueza ao Sultão, a seu pedido. Tudo, é claro, obra do gênio.
Tudo corre bem, até que o mágico retorna, após ouvir rumores sobre Aladdin e sua boa fortuna. Ele se disfarça em pobre comerciante e bate à porta do palácio de Aladdin pedindo para trocar lâmpadas velhas por novas. A princesa, sem saber do valor daquela lâmpada velha que estava no salão, a entrega ao mágico. Este prontamente a esfrega e pede ao gênio que leve o palácio para a África. Aladdin, desesperado, vai até lá com a ajuda do gênio do anel e envenena o mágico com a ajuda da princesa.
O gênio traz o palácio de volta para a China (!) e tudo continua bem, até que o irmão mais novo do mágico africano chega para vingar a morte do irmão e procura Aladdin, disfarçado como uma curandeira famosa que ele havia matado. A princesa e Aladdin acreditam na história, mas são alertados pelo gênio sobre a verdadeira identidade e intenções da ‘curandeira’. Aladdin então mata o mágico e ele e a princesa vivem felizes para sempre.
* * *
Apesar de Aladdin ser um conto do Oriente Médio, para os contadores de histórias medievais, a China seria o extremo Leste do mundo conhecido, enquanto o Marrocos (na África) seria o extremo oeste. A violência contida no conto original também era comum nas histórias da época, e também nas versões originais de vários contos de fadas europeus (por exemplo, João e Maria, Chapeuzinho Vermelho e até A Bela Adormecida).
As histórias das Mil e Uma Noites eram transmitidas oralmente, e não eram destinadas a crianças, mas ao público adulto. Não haviam livros escritos, e os contadores de histórias transmitiam histórias folclóricas tradicionais das culturas árabe, persa, indiana, egípcia e da mesopotâmia. Os manuscritos árabes mais antigos são do século 14, mas acredita-se que as histórias datam do século 9. As versões escritas reuniram todas as histórias em uma estrutura comum: o rei persa Shahryar descobre a infidelidade da esposa e decide casar com uma sucessão de virgens, matando cada uma na manhã seguinte ao casamento. Scheherazade se oferece como esposa do rei e à noite começa a lhe contar uma história, mas não a termina. Curioso, o rei poupa sua vida para ouvir o final. Isso se repete por 1001 noites.
Adaptações
A história de Aladdin foi adaptada várias vezes para o teatro e também para a TV, na série criada por Shelley Duvall e exibida pela TV Cultura, “Contos de Fadas”.
Nessa versão, dirigida por Tim Burton, os dois gênios foram interpretados por um só ator (James Earl Jones); outros atores famosos interpretam Aladdin (Robert Carradine), a princesa Sabrina (Valerie Bertinelli) e o mágico africano (Leonard Nimoy). O episódio, assim como as versões anteriores para o teatro, basearam-se no conto original , mas desde 1992 a versão mais conhecida é a do desenho animado dos estúdios Disney.
O desenho da Disney
Aladdin é um longa metragem de animação em 2D dos estúdios Disney, e que foi lançado em 1992. Este foi o filme baseado em historias das Mil e Uma Noites mais bem-sucedido financeiramente. Como é tradição na empresa, a história foi modificada para se adaptar ao padrão Disney e omitiu a parte violenta, eliminou personagens e adicionou outros.
Aqui não há o gênio do anel; o gênio da lâmpada (Robin Williams) só pode conceder três desejos, com “algumas limitações”, e deseja a liberdade. O mágico africano e o vizir são um só personagem, Jafar (Jonathan Freeman), e a princesa Jasmine (Linda Larkin) é uma moça voluntariosa e que deseja ser livre e poder escolher com quem quer casar. Pela lei decretada por seu pai, o Sultão, ela só pode se casar com um príncipe, e nenhum deles a agrada, até que ela conhece Aladdin, que se apresenta como príncipe Ali (claro, obra do Gênio).
Aladdin (Scott Weinger, de Três é Demais) é um ladrãozinho de rua com bom coração que deseja casar com a princesa; a mãe de Aladdin não aparece no desenho, e uma bela canção composta por Alan Menken e Howard Ashman foi eliminada quando os roteiristas decidiram remover a personagem da mãe do roteiro. Felizmente a música (e alguns storyboards com som gravado) estão presentes nos extras do DVD; vale a pena ver. Confira o vídeo com a música “Proud of Your Boy”, gravada para o DVD por Clay Aiken, no final do artigo.
O filme ganhou os Oscars de melhor trilha sonora (Alan Menken) e melhor canção original (A Whole New World, de Alan Menken e Tim Rice).
Robin Williams dá um show à parte como a voz do Gênio; ele improvisou tanto durante as gravações que por fim havia mais de 16 horas de material gravado, e nem tudo era adequado para o público infantil. A sequência inicial, do contador de histórias/vendedor de lâmpadas, foi totalmente improvisada. Williams também canta a música de abertura (Arabian Nights), na qual alguns versos foram alterados depois de reclamações de uma organização árabe norte-americana. Os versos “vão cortar sua orelha pra mostrar pra você como é bárbaro o nosso lar” foram alterados para “é uma imensidão, o calor e a exaustão, como é bárbaro o nosso lar”. Os VHS de 1993 e os DVDs trazem a alteração em inglês. Na dublagem brasileira, só o DVD foi alterado.
Gostei de ler a versão original do conto de fadas e poder compará-lo com a animação da Disney. Mesmo diferentes, cada um tem seus méritos e são duas obras distintas, criadas para públicos diferentes. Para quem lê em inglês, vale a pena conferir o texto do Projeto Gutemberg. E o desenho da Disney é uma obra-prima de som e imagem que merece ser revista vezes sem fim. Recomendo ambos.
Eugenia é um termo que significa “bem nascido”, e foi cunhado por Francis Galton em 1883. Ele a definiu como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.
Ao longo do tempo, a eugenia foi usada como meio para a discriminação e o preconceito racial, culminando na teoria da pureza racial da ‘raça ariana’ e o consequente genocídio cometido pelos Nazistas.
Com o desenvolvimento da ciência genética e do projeto Genoma Humano, hoje é possível diagnosticar doenças genéticas como Síndrome de Down, anencefalia e as Síndromes de Turner e Kinefelter até antes do nascimento. Com isso, estima-se que entre 91 e 93% das crianças diagnosticadas com Síndrome de Down sejam abortadas.
Imagine um mundo em que as crianças pudessem ser planejadas geneticamente, eliminando ‘defeitos’ como miopia, obesidade, tendência a contrair diversas doenças no futuro, e com alto nível de inteligência. Em um mundo como esse, tais crianças formariam uma elite genética, apta a liderar e ocupar os melhores cargos e funções.
Esse mundo é mostrado no filme de 1997, Gattaca - Experiência Genética. Em um futuro não muito distante, a sociedade procura cada vez mais os serviços dos geneticistas para que seus filhos nasçam perfeitos. As pessoas nascidas de forma natural, ou filhos do acaso, são discriminadas e não têm acesso ao mundo ocupado e dominado pela elite. São os in-válidos.
“Vincent: [narrando] Eu pertencia a uma nova sub classe, que não era mais determinada pelo status social ou pela cor da pele. Não, nós transformamos a discriminação em uma ciência.”
Vincent Freeman (Ethan Hawke) é um filho do acaso. Alguns minutos após seu nascimento, uma gota de sangue revelou quais as probabilidades de que ele tivesse diversas doenças, e previu sua morte aos 30 anos. Após um ano, seus pais decidiram ter um segundo filho, desta vez planejado geneticamente. Vincent era tratado como doente e incapaz, enquanto Anton parecia ter um futuro brilhante pela frente.
Mesmo limitado por seu genoma, Vincent tem um sonho: ser astronauta e viajar ao espaço. Ele trabalha como faxineiro em Gattaca, uma base de treinamento para voos espaciais, e a cada lançamento fica sonhando em estar lá em cima. Enquanto isso, prepara-se fisicamente e estuda sozinho. Até que ele decide usar a identidade genética de outra pessoa.
Jerome Eugene Morrow (Jude Law) é geneticamente perfeito, com boa saúde e grande inteligência. Mas após um acidente, ficou paraplégico. Através de um acordo comercial, Vincent assume a identidade de Jerome, que lhe fornece amostras de sangue, urina, cabelos, escamas de pele, para forjar a identidade falsa que permite a Vincent/Jerome trabalhar em Gattaca.
Lá Vincent/Jerome conhece Irene Cassini (Uma Thurman), uma cientista brilhante e “válida” , mas que devido a uma probabilidade de ter problemas cardíacos, não pode ser astronauta. O novo ‘Jerome’ progride rapidamente, e é escolhido para participar da próxima missão: um ano em Titã, uma das luas de Saturno.
Entretanto, o diretor da missão é assassinado, e um cílio encontrado em Gattaca aponta Vincent como o principal suspeito, apenas porque ele é inválido. Os detetives (Alan Arkin e Loren Dean) investigam o caso, e o cerco vai se fechando cada vez mais em torno de Vincent. O desfecho é surpreendente e traz revelações do passado.
Ao mesmo tempo em que torcemos para que Vincent realize seu sonho, percebemos a discriminação e a injustiça de um mundo que rotula as pessoas por seu código genético, sem lhes dar a oportunidade de mudar seu destino ou construir um futuro diferente. Este é um ótimo exemplo de ciência usada como justificativa para o preconceito (que parece ser uma característica humana difícil de erradicar), e até que ponto a sociedade sem consciência ética e social pode controlar a vida e o destino das pessoas.
Um ponto que exemplifica essa discriminação é a entrevista de emprego de Vincent: ele fornece urina (de Jerome) para exame, e com apenas uma gota na máquina o visor mostra a ficha de “Jerome Morrow: Válido” e o médico lhe dá os parabéns. Vincent pergunta: “E a entrevista?”, ao que o médico responde: “É isso, você já a fez”.
Mesmo vivendo sob pesadas restrições, Vincent busca seu sonho de forma obsessiva. Por outro lado, Irene aceita as previsões e limitações e apesar de talentosa, não tenta ir além do que foi planejado para ela. Gostei muito quando ele lhe diz que ela pode ir além, que ambos são a prova de que as previsões não são definitivas e que é possível conquistar seu sonho. Para mim, esta e a cena de natação ao final, são as melhores cenas do filme.
“Vincent: Você quer saber como eu consegui? Foi assim que consegui, Anton: eu nunca pensei na volta.”
Um bom drama de ficção científica, com boa dose de suspense, roteiro criativo, bons diálogos e ótimas interpretações, este é um filme que nos prende a atenção e de quebra, nos faz pensar. Vale uma visita à locadora!
“Dr. Lamar: Você vai perder o voo, Vincent.”
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Curiosidades:
A palavra Gattaca é formada pelas letras iniciais das bases de nucleotídeos que formam o DNA: guanina, adenina, timina e citosina. Nos créditos iniciais do filme, somente as letras C, T C e A aparecem na tela, e logo em seguida surgem as outras letras para completar o título e os nomes da equipe.
A escada da casa de Jerome é em espiral, no formato de uma hélice de DNA.
Ethan Hawke e Uma Thurman começaram a namorar após as filmagens de Gattaca e mais tarde se casaram. O casamento terminou em 2004.
Já atrasou seu relógio? O horário de verão acabou ontem (thanks God!), e ganhamos mais uma horinha de sono hoje.
O Mestre DeRose fala que a medicina veterinária não foi criada para o bem dos animais, mas sim dos seres humanos; os argumentos dele dão o que pensar. (via @hbariani, RT de @Alessandro_M)
No blog Capybara Madness, do fofíssimo @CaplinROUS, artigo sobre uma capivara albina nascida no Uruguai. Ela parece um rato branco de laboratório crescido, e recebeu o nome adequado de Blancanieves.
O albinismo é causado por um gene recessivo, e quando ocorre em cavalos o animal geralmente é surdo. Aparentemente gatos e cães têm o mesmo problema, quando ocorre o albinismo. Animais e pessoas albinas também têm problemas com a exposição ao sol, pois sua pele e olhos não têm proteção contra os raios do sol. Animais albinos também são alvos fáceis para predadores, pois são mais visíveis na natureza. Na foto, Blancanieves e seu irmãozinho.
Dez coisas que deixam de fazer sentido quando você trabalha em seu home office (no blog Carreira Solo, via @marcamaria). Não troco esta vida por nada, adoro trabalhar em casa e sozinha. Aliás, aqui em casa somos três em home office, às vezes ocorrem alguns conflitos de som e espaço, mas nada que alguns fones de ouvido não resolvam.
E vocês, frilas que acompanham o Rato, o que acham?
Marcos Lemos, do Ferramentas Blog, dá ‘10 dicas para melhorar sua influência na blogosfera‘. São dicas bem interessantes, não só para melhorar a visitação e popularidade do seu blog, mas para uma boa convivência na web.
E esta semana o Ferramentas Blog também começou uma série de 40 artigos que serão publicados durante a Quaresma, um por dia. São “40 dias de penitências para salvar seu Blog“. Seu bloguinho está às moscas? Não tem comentários? Acompanhe a série de artigos e veja como fazer para ressuscitá-lo até a Páscoa.
Aliás, vale a pena conhecer o Ferramentas Blog, que tem boas dicas para blogueiros iniciantes e experientes. (via @hordones)
Para rir um pouco (rir para não chorar): a diferença entre um DVD original e um DVD pirata (via @crisdias, RT de @hackbarth - clique para ampliar a foto)
O site AV CLub traz uma lista de livros que não deveriam ser adaptados para o cinema… mais uma vez. A lista inclui clássicos como Alice no país das maravilhas/Através do espelho, A máquina do tempo, Moby Dick, Conto de Natal, 1984, Mulherzinhas, Lolita e até a Bíblia.
Realmente, alguns dos melhores filmes sobre essas histórias já foram feitos. Além da onda de refilmagens, nos últimos anos temos visto adaptações de histórias em quadrinhos e games para a tela grande, além dos infames seriados de TV que ressuscitaram no cinema. Com tantos livros bons e recentes esperando para serem adaptados, está na hora de Hollywood se arriscar um pouco. Confiram o artigo, é bem interessante. (via @alexcastrolll, RT de @The_AV_Club)
Mais sobre livros: como parte do projeto Educar para Crescer (da Editora Abril), dezoito educadores selecionaram 204 livros para serem lidos dos 2 aos 18 anos, para ter uma ótima formação e chegar com boas referências à vida adulta. A lista contém livros clássicos da literatura brasileira e de outros países, e também livros lançados recentemente. Mesmo quem já passou dos 18 pode aproveitar algumas das sugestões. (via Blog E-Books Grátis)
O Blog Radio Base apresenta a última entrevista de Monteiro Lobato, concedida ao jornalista Murilo Antunes Alves em 2/7/1948, 36 horas antes da morte de Lobato, por AVC.
Murilo Antunes Alves faleceu nesta última segunda feira (15/02/2010), aos 91 anos. Lembro dele no “jornal da Tosse”, ou Record em Notícias, que costumava asistir na hora do almoço. O artigo também fala sobre a carreira do jornalista, e tem o vídeo da entrvista com Bill Haley, em 1958. (via @Be_neviani, RT de @jamespenido)
Família reencontra gata perdida, após 14 anos: a gatinha Tiger Lily desapareceu da casa de seus donos em 1996.A família não conseguiu encontrá-la e achou que a gata havia sido atacada por uma raposa. Recentemente a família Kerker recebeu uma ligação do Hospital de Animais de Oakbank, dizendo que a gata havia sido identificada por uma tatuagem na orelha.
Os donos de Tiger Lily agora têm dois gatos e um cão, e a gatinha está se adaptando aos novos companheiros; aparentemente, o único problema é se ela será aceita pelo cão. Fonte: site Care2
E para alegrar o fim de semana: Fotógrafo flagra golfinhos surfando na África do Sul. Fotos lindas dos bichinhos ‘pegando’ ondas de até 7,5m de altura, e parecem estar se divertindo! (Fonte: G1, via @lumaperrete, RT de @Shoujofan)
Juno é um filme bonitinho e adorável; não é uma obra-prima, mas uma história interessante e gostosa de assistir. O filme começa quando Juno MacGuff (Ellen Page), de 16 anos, descobre que está grávida após a primeira e única transa com seu melhor amigo.
Ela pensa em interromper a gravidez, mas após uma visita à clínica de abortos, decide ter a criança e entregá-la para adoção. Com a ajuda da amiga, encontra rapidamente nos classificados do jornal um casal que parece perfeito e depois de tudo encaminhado com eles, conta ao pai e à madrasta.
A família de Juno é tão pouco convencional como ela, e também amorosa e compreensiva, e ela recebe todo o apoio à sua decisão. Apesar de gostar de Paulie Bleekers (Michael Cera), o pai do bebê, ela nem pensa em ficar com a criança, e muito menos em casar com ele. Aparentemente a solução é boa para todos: como diz Juno, “daqui a 30 semanas poderemos fingir que isso nunca aconteceu”. Uma boa maneira de fugir das consequências e da responsabilidade.
O casal escolhido parece perfeito: são simpáticos, saudáveis, moram em uma linda casa e parecem muito felizes. O maior desejo da esposa, Vanessa (Jennifer Garner), é ser mãe. O marido, Mark (Jason Bateman), é um compositor de jingles e roqueiro frustrado, e se dá muito bem com Juno pois ambos gostam de rock. Na verdade, ele parece (ou gostaria de) ser da geração dela.
A partir daí vamos acompanhando a gravidez de Juno, como ela é observada e deixada de lado pelos outros adolescentes, e como com o passar dos meses ela vai percebendo que o mundo dos relacionamentos adultos é mais complexo do que imaginava; Juno sabe o que quer, e fica perplexa por ver que isso não acontece com algumas pessoas crescidas que também deveriam saber.
O final é tocante e singelo; não há como não comparar as complicações que as pessoas causam em suas vidas e a simplicidade e honestidade do amor adolescente, e torcer para que Juno consiga manter essa inocência de espírito quando chegar à vida adulta. Mas com um pouco mais de responsabilidade.
Apesar de interessante e com boas interpretações, especialmente de Ellen Page, não acho que o roteiro de Diablo Cody seja merecedor de um Oscar; apenas um roteiro razoável. E o filme trata com demasiada leveza de um assunto muito sério.
A gravidez adolescente é um problema grave nos EUA, e as recentes campanhas de abstinência juvenil, os bailes de virgindade e toda a atmosfera moralista que pairava no ar durante a era Bush, sem mencionar o fiasco que foi o caso Bristol Palin, não conseguiram diminuir os altos índices de gravidez na adolescência naquele país.
Esse é um problema social que afeta tanto os países desenvolvidos quanto os do terceiro mundo, apesar das causas e circunstâncias serem diferentes nos dois grupos.
Enquanto no terceiro mundo a gravidez adolescente geralmente vem acompanhada de pobreza e leva ao casamento precoce (especialmente se o pai da criança for mais velho que a garota), o que não causa preconceito nem problemas de aceitação no grupo social para a jovem, nos países desenvolvidos as gravidezes acontecem fora do casamento, causando estigma social e abandono dos estudos, e consequente pobreza e dificuldades para criar a criança, que também terá piores prognósticos sociais e educacionais.
Entre os países desenvolvidos, Estados Unidos e Reino Unido têm os índices mais altos de gravidez na adolescência, enquanto Japão e Coréia do Sul têm os menores. Os índices de aborto nos EUA também são muito altos - um terço das gravidezes precoces terminam em abortos.
Não é fácil tentar a redução desses números, especialmente quando por um lado campanhas, escolas e famílias tradicionais pregam a abstinência ao mesmo tempo em que a mídia e toda a cultura em que o adolescente está inserido valoriza a aparência, a sexualidade cada vez mais precoce e até mesmo a promiscuidade, associando-as ao sucesso e aceitação social. É uma briga dura.
Um filme como Juno, apesar de mostrar a inocência do amor juvenil, tem como natural que esse amor encontre expressão física, e mais natural ainda que a garota tenha um filho e o entregue para adoção, sem criar laços emocionais com ele, continuando sua vida como se aquilo fosse um episódio normal de sua vida.
Na minha opinião, esse é um modo irresponsável de se tratar um assunto tão sério. A paternidade é algo que muda a vida de uma pessoa, ainda que de diferentes formas. Se essa gravidez terminar em casamento, aborto ou adoção, qualquer uma dessas opções causa mudanças profundas na vida de uma pessoa adulta, e ainda mais em uma adolescente.
Apesar de tratar o caso de Juno com leveza, o filme mostra como a decisão de ter (ou adotar) um filho pode alterar a vida de pessoas adultas, e como é difícil tomar essa decisão. Creio que o filme poderia ter passado uma mensagem diferente, não que uma gravidez precoce é algo ‘light’, inócuo e que todos podem viver felizes para sempre, sem consequências. Mas não poderíamos esperar isso de uma roteirista como Diablo Cody.
Recomendo que assistam o filme, mas não deixem de refletir a respeito.
Como gostei muito dos posts de domingo de alguns amigos blogueiros (especialmente a Naomi e o Frank), resolvi fazer minha versão semanal com pequenos ‘drops’, a “Semana do Rato”. E vamos lá:
Americanos casados há 85 anos criam perfil no Twitter para dar conselhos. Herbert e Zelmyra (com 104 e 102 anos, respectivamente) responderam perguntas enviadas para o twitter @longestmarried neste domingo, que é o Valentine´s Day nos EUA. As perguntas já estão sendo respondidas pelo Twitter.
A norte-americana Melanie Typaldos tem um animal de estimação diferente: é a capivara Caplin Rous, de 2 anos e meio, que anda na coleira e faz alguns truques. Caplin adora plantinhas, framboesas congeladas e um bom mergulho no rio ou na piscina suja - nada de água transparente para ela. Fofa!
O blog de melanie, Capybara Madness, traz notícias e referências sobre Caplin Rous e outras capivaras pelo mundo, além de informações sobre esses animais. Caplin também tem um canal no YouTube e conta no Twitter. Chique, não?
Outro bichinho de estimação diferente é o tamanduá Pua, da usuária TamanduaGirl (Mary). Ela tem um canal no YouTube onde posta vídeos de Pua e seus outros bichinhos de estimação; vale a pena conferir, eles são uma graça!
Pra quem não tem coragem (seja pelo tamanho ou pelo conteúdo) de encarar a saga Crepúsculo, a @lunaomi sugere o site Mark reads Twilight (so you don´t have to) . Ele faz uma leitura crítica de cada capítulo, e já está no capítulo 23 de Breaking Dawn. Li alguns ‘capítulos’ do Eclipse, e adorei! Ele consegue notar alguns absurdos que não notamos enquanto estamos entretidos com a leitura, vale a pena conferir!
Bom, eu resolvi encarar a série e devagarinho fui pegando gosto, e já estou na metade do Eclipse. O comecinho do Lua Nova (Bella zumbizando por aí) foi duro de aguentar, mas depois a história pega no tranco e fica bem interessante (apesar dos furos da história, do machismo da autora e da obsessão dos personagens). Prometo fazer um artigo falando dos 4 livros, assim que terminar o último. Por enquanto, fiquem com a figura:
- Dica super interessante: vídeos da série Cosmos (Céu e Inferno), de Carl Sagan, em 7 partes, dublados em português. No blog .Com prosa (via @1 anonimo, RT de @Be_neviani)
A minissérie Cosmos foi exibida na década de 80 na TV brasileira, e já foi lançada por aqui em DVD. Ela tem 13 episódios de uma hora, cuja filmagem levou três anos e percorreu quarenta locais de doze países. Céu e Inferno é o episódio 4, e parte do chamado evento Tunguska, um pequeno cometa que teria atingido a Terra em 1908, provocando uma enorme explosão na Sibéria. Este fato serve a Sagan para imaginar uma viagem até Vénus, com as suas altas temperaturas e o seu superlativo efeito estufa. (Fonte: Wikipédia)
Pinky Wainer conta ao blog da Cosac Naify (@cosacnaify) histórias sobre a amizade entre Clarice Lispector e seu pai, Samuel Wainer. Artigo interessantíssimo com vários detalhes até então desconhecidos. Vale a pena ler! (via @denisearcoverde)
Por enquanto é isso aí; bom Carnaval a todos, e um bom descanso para quem não curte a folia e aproveita o feriado pra descansar. E para quem trabalha estes dias, força na subida!