Mudanças Climáticas e O Dia Depois de Amanhã

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Este artigo tem dois objetivos: falar sobre o filme O Dia Depois de Amanhã e participar do Blog Action Day deste ano, cujo tema são as mudanças climáticas. Pensei que este filme interessante seria um bom ponto de partida para falarmos sobre os mitos e verdades que envolvem o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O filme de 2004, apesar de seguir a linha de cinema-catástrofe, foi lançado em um momento em que a causa da catástrofe em questão é um assunto que diz respeito a todos nós. O Dia Depois de Amanhã foi dirigido por Roland Emmerich, co-produzido e escrito por ele, e é baseado no livro “The Coming Global Superstorm“, de Art Bell e Whitley Strieber. Emmerich já fez outros trabalhos nessa linha, como Independence Day, e está preparando o lançamento (em 13/11/2009) de seu novo filme-catástrofe, “2012” (que, assim como este, esperamos que fique apenas na ficção).

A premissa do livro (e explicada no filme) é que, com o aumento do aquecimento global e o derretimento das calotas polares, o excesso de água doce nos oceanos causará o desequilíbrio entre água doce e salgada, alterando a Corrente do Atlântico Norte.

A Corrente do Golfo e a Corrente do Atlântico Norte geram um fluxo de água quente em frente ao Pólo Norte, que por sua vez cria um fluxo de ar quente que ’segura’ a massa de ar polar. Isso evita o super resfriamento do Hemisfério Norte. Com esse desequilíbrio, a barreira deixa de existir e libera o fluxo de ar congelado em direção ao sul, causando uma queda drástica de temperatura. Ironicamente, o aquecimento global causaria uma nova Era Glacial.

E como estamos falando de cinema catástrofe, tudo acontece muito rápido, e temos o drama pessoal dos personagens, que dá um aspecto humano e aumenta o interesse do filme. Desde Aeroporto 75 a Titanic, esse gênero de filmes sempre traz um drama pessoal para acompanharmos. O que, convenhamos, funciona bem.

Jack Hall (Dennis Quaid), um paleoclimatologista, está na Antártida com seus colegas coletando amostras de gelo quando a plataforma onde estão começa a rachar e separa-se do resto do continente. A seguir, Jack mostra suas descobertas e teoria em uma conferência sobre aquecimento global em Nova Délhi, onde surpreendentemente, está nevando.

O vice-presidente americano não acredita em sua teoria, mas o Professor Terry Rapson (Ian Holm, o Bilbo Baggins de O Senhor dos Anéis), um meteorologista escocês, concorda com ele e conta que algumas bóias no Atlântico Norte mostraram queda repentina de mais de 13 graus de temperatura, o que indica que o resfriamento já pode estar começando.

Outros estranhos eventos climáticos estão acontecendo pelo mundo; tornados devastam Los Angeles; pedras de granizo do tamanho de melões caem em Tóquio; uma grande nevasca cobre a Europa e os helicópteros que iam buscar a família real britânica congelam em pleno voo.

O filho de Jack, Sam (Jake Gyllenhaal) está em Nova York com seus amigos Brian (Arjay Smith) e Laura (Emmy Rossum, de O Fantasma da Ópera) para participar de uma competição acadêmica. Após o evento, eles não conseguem sair de NY devido às péssimas condições climáticas. Sem eletricidade e com as ruas inundadas, eles tentam se abrigar na Biblioteca Pública, e por pouco não são cobertos por uma onda gigante que atinge Manhattan. Muitas pessoas conseguem se abrigar lá, inclusive um morador de rua e seu cachorro (Buda, um lindo cão preto e branco).

Sam consegue ligar de um telefone público no saguão inundado e fala com seus pais. Jack o aconselha a não saírem dali, tentarem se aquecer e aguardar o final da grande tormenta que deve durar de uma a duas semanas, e diz que ele irá buscá-lo em Nova Iorque.

Para a surpresa das pessoas ali abrigadas, um navio russo à deriva percorre as ruas de Manhattan e pára em frente à Biblioteca. O frio aumenta e a água congela. Eles começam a queimar livros para se aquecer, o que gera algumas discussões sobre quais livros podem ou não ser queimados.

Mais tarde, eles veem muitas pessoas caminhando na neve, tentando sair da cidade. Muitos querem ir também, mas Sam pede que não saiam dali e explica o que acontecerá, e que eles acabarão congelados. Mesmo assim, alguns vão.

O governo americano ordena a evacuação dos estados do Sul, e muitas pessoas tentam entrar no México que, assustado com o grande número de “imigrantes” indesejados, fecha a fronteira. O presidente americano então faz um acordo para a abertura da fronteira, perdoando todas as dívidas dos países latino-americanos. Essa cena irônica é muito lembrada (e apreciada).

Após um episódio dramático em que Sam e seus amigos procuram penicilina no navio russo para tratar a infecção de Laura, que cortou a perna ao tentar chegar à biblioteca, eles são atacados por lobos que fugiram do zoológico e por um triz conseguem voltar em segurança para a biblioteca antes da chegada da grande tempestade, com temperaturas de -101ºC e congelamento instantâneo.

Por fim, Jack e seu colega Jason conseguem chegar a Nova Iorque e encontram Sam e seu grupo na biblioteca (inclusive Buda, o único cão sobrevivente de Nova Iorque). Quando os helicópteros chegam para resgatá-los, vemos que há muitas outras pessoas em segurança no topo dos prédios, e na cena final os astronautas que estão na Estação Espacial observam a Terra, cuja metade superior está quase totalmente coberta por neve e gelo. Uma nova Era Glacial começou.

Muitos cientistas e ambientalistas criticaram duramente o filme; o paleoclimatologista William Hyde, da Duke University, disse que “o filme era para a ciência climática o que ‘Frankenstein’ era para as cirurgias de transplantes cardíacos”. Outro ponto muito criticado é que essas mudanças climáticas acontecem no filme durante alguns dias ou semanas, enquanto em um cenário mais plausível, todas as mudanças mostradas no filme demorariam algumas décadas ou séculos para acontecer. Bom, não esqueçamos que isto é um filme, e essa aceleração é uma liberdade artística necessária para criar o drama.

Um detalhe interessante é que Roland Emmerich pagou 200 mil dólares do próprio bolso para tornar a produção do filme “carbono-neutro”; isto é, todo o dióxido de carbono emitido durante a produção foi compensado pelo plantio de árvores e investimentos em energia renovável. Esta foi a primeira atitude deste tipo em Hollywood.

Agora, falando sério:

No site CISCI, há uma análise científica de alguns aspectos do filme. Em resumo, há 90% de probabilidade de conexão entre o aquecimento global e o consumo de combustíveis fósseis pelos humanos, e a consequente emissão de carbono. Apesar do resfriamento causado pelo aquecimento global ser possível em teoria, a temperatura média do planeta irá ficar mais quente, e não mais fria. Pelo menos, nos próximos séculos.

Até o ano 2100 prevê-se um aumento entre 1,1 e 6,4 graus Celsius nas temperaturas mundiais. Se todo o gelo dos pólos derretesse, o nível dos oceanos poderia aumentar até 90 metros. Um aumento de 15 metros no nível do mar, como mostrado no filme, é possível, mas não tão rápido. Isso demoraria algumas décadas para acontecer.

Como vimos, o aquecimento global já está acontecendo, e está diretamente ligado à emissão de carbono. Apesar de muitas pessoas culparem a explosão demográfica pelas mudanças climáticas, o verdadeiro culpado é o consumo, não a população.

George Monbiot, em um artigo interessante publicado no site AlterNet, mostra que a pequena parcela de consumidores muito ricos causa mais dano ao meio ambiente que uma grande população de pessoas pobres com quase nenhum consumo e emissão de carbono. Os locais com maior crescimento populacional também são os com menor aumento de produção de dióxido de carbono, e vice-versa. Entre 1980 e 2005, a Ãfrica sub-saariana produziu 18,5% do crescimento populacional e apenas 2,4% do aumento de CO2. Por sua vez, a América do Norte respondeu por 4% do aumento populacional, mas por 14% das emissões de carbono. Um sexto da população mundial é tão pobre que não produz emissões significativas de carbono.

Como exemplo do extremo oposto, Monbiot cita os grandes iates de luxo, como o Wally Power 118, que consome 3.400 litros de combustível por hora na velocidade de 60 nós. Isso significa 31 litros por quilômetro, ou quase um litro por segundo. Somado aos acabamentos de luxo, jet skis, helicóptero particular, caviar beluga e sushi de salmão, o proprietário de um desses iates causa mais dano à biosfera em dez minutos que muitos africanos causariam em toda sua vida.

Apesar das taxas médias de natalidade estarem diminuindo em toda parte, a população mundial continua a aumentar. A maior parte do crescimento populacional está entre as pessoas que não consomem quase nada. As pessoas têm menos filhos quando ficam mais ricas, mas não diminuem seu consumo; pelo contrário, elas consomem mais. Ironicamente, a camada mais rica da população mundial não reconhece que pode estar causando tal dano ao meio ambiente, e prefere culpar os bilhões de pessoas que vivem na Ãndia e na China pelo aquecimento global. Claro que, se esses bilhões tivessem o estilo de vida (e consumo) ocidental, o planeta não suportaria.

Também concordamos que a melhoria da educação, seguida pelo planejamento familiar e consequente diminuição da taxa de fertilidade desses países, só poderia ajudar a adiar cada vez mais as mudanças climáticas previstas no filme. Mas também fica claro que, se os países mais ricos não mudarem seus hábitos de consumo, nisso incluindo as grandes empresas e corporações, as atitudes individuais sozinhas não conseguirão deter a onda de aquecimento global.

No início de dezembro de 2009, as Nações Unidas esperam unir 190 governos em Copenhague para finalizar um acordo sobre as emissões de gases do efeito estufa, para substituir o protocolo de Kyoto, que expirará em 2012.

Apesar dos Estados Unidos terem ficado fora do protocolo de Kyoto, desta vez esperamos que o presidente Obama participe e lidere seu país em direção às mudanças necessárias. A participação dos Estados Unidos é muito importante, pois o país é o maior emissor de dióxido de carbono (CO2) para a produção de eletricidade, seguido pela China. Contudo, é pouco provável que o Senado norte-americano aprove até dezembro uma lei que restrinja as emissões de gases do efeito estufa.

E o que podemos fazer? Além de, através do poder da opinião pública, pressionar os governos a aprovar as leis necessárias, reduzir o desmatamento e reduzir as emissões de carbono de indústrias e dos grandes consumidores, também podemos fazer a nossa parte.

Algumas atitudes individuais podem ajudar, como reduzir o uso do automóvel, reciclar tudo o que for possível, reduzir o consumo de plásticos, diminuir o consumo de eletricidade, comer menos (ou nenhuma) carne, usar a energia solar para aquecimento de água e diminuir as viagens, especialmente de avião. Um voo transatlântico torna uma pessoa responsável pela mesma quantidade de emissão de carbono que causaria dirigindo um carro durante um ano. Ao reduzir o consumo de uma forma geral, estamos diminuindo também o consumo da energia necessária para a fabricação dos bens de consumo, o que em última análise significa a redução da emissão de dióxido de carbono.

Uma iniciativa curiosa vem sendo tomada pela empresa aérea japonesa All Nippon Airways (ANA), que tem pedido para os passageiros usarem o banheiro antes de embarcar, para reduzir o consumo de combustível. A empresa estima que se todos os passageiros fizerem isso, a rredução da emissão de dióxido de carbono pode chegar a 4,2 toneladas por mês. Outras medidas tomadas pela empresa são a reciclagem de copos e garrafas de plástico e o uso de hashis feitos com madeira de projetos de poda de florestas, em um esforço de sustentabilidade. As revistas e louças usadas nos aviões também serão mais leves.

O cenário catastrófico mostrado no filme felizmente está ainda bem distante, mas não é impossível. Cabe a todos nós fazermos nossa parte e tentarmos adiar o máximo possível o aquecimento global e as mudanças climáticas que ele trará. Se não fizermos nada, as consequências afetarão a vida de todos nós.

*     *     *

Para saber mais:

Outros posts legais participando do Blog Action Day 2009:

Trailer - O Dia Depois de Amanhã:

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Comments (16)

  • [...] - Mudanças Climáticas e O Dia Depois de Amanhã – Rato de Biblioteca [...]

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  • [...] legais Mudanças Climáticas e O Dia Depois de Amanhã no blog Rato de Biblioteca Blog Action Day ‘09 – O que fazer com nosso lixo? no blog [...]

  • eITA, QUE BELEZA, OLHA EU AQUI HEHEHE =] VALEU MOCINHO … ^^ eu gostei muito deste filme =] e esta sua matéria me fez lembrar uma outra matéria que escrevi a um tempo - http://vivoverde.com.br/?p=161 =] bjus

    [Responder]

    Cristine Reply:

    Olá Daiane!

    Obrigada pela visita e comentário, e parabéns por também participar do Blog Action Day!
    Fui lá ver o post que você falou, sobre o filme “O dia em que a terra parou”, a história parece interessante, quero assistir pelo menos uma das duas versões.

    Só um detalhe: o Rato de Biblioteca é uma rata… (risos) Tudo bem, muita gente confunde, mas se o blog chamasse Rata de Biblioteca ficaria estranho, não? ;-)
    Beijos!!

    Cristine

    [Responder]

  • rosane says:

    Assisti esse filme mais de duas vezes, e cada uma fiquei aterrorizada. O homem ainda vai conseguir acabar com toda grandeza da obra de Deus.
    Minha querida, sou eu que tenho que de agradecer e não você. Muito obrigada por escrever, traduzir e trabalhar tão maravilhosamente bem. Obrigada por existir e creia ficarei sua seguidora seu trabalho é fantático.
    Que Deus te abençoe!
    Ano passado participei desse evento e este também vou participar. Parabéns pelaa exelente matéria.
    Beijos e beijos!
    Rô!

    [Responder]

    Cristine Reply:

    Olá Rosane!

    Obrigada pela visita e pelo carinho, fico muito feliz que tenha gostado do meu trabalho. O filme é realmente aterrorizante, ficamos imaginando a possibilidade daquilo tudo acontecer e pormos a perder tantas vidas por alterarmos tanto a Natureza. Felizmente, ainda dá para tentar mudar o futuro.

    Vou ficar de olho no seu blog, quero ler sua matéria do Blog Action Day deste ano.

    Grande beijo!

    [Responder]

  • Lu Dias BH says:

    Cris

    Permita-me colocar aqui uma pequena parte de uma palestra de meu irmão:

    Antônio Messias Costa*

    Na Amazônia, a despeito da realidade sombria da devastação, têm havido novas descobertas, sendo a mais recente a do primata, o Saguinus fuscicollis mura, no Sul do rio Amazonas, próximo a Manaus.

    Cada descoberta de um novo indíviduo requer o estudo do seu de material genético, das características anátomomorfológicas, de modo a estabelecer padrões comparativos com outros indivíduos e defini-lo como nova espécie.

    São verdadeiros patrimônios de valor inestimável, resultado de um logo e penoso processo evolutivo, colocado a serviço da pesquisa, em beneficio da humanidade.

    Ao lado das novas descobertas de fauna e flora, pelo mundo, é crescente a redução das áreas naturais e o aquecimento do planeta, com drásticas conseqüências, cuja principal causa é o descontrolado aumento populacional, ocorrendo principalmente nas áreas de extrema pobreza, justamente onde se encontra o rico cinturão biodiverso do planeta.

    Uma visão clara, deste cenário, é evidenciada nos chamados “hotspotsâ€, termo criado por Norman Myers, em 1988, apontando as ecorregiões de mais rica biodiversidade no planeta, com grande número de espécies endêmicas, sendo a maioria em países tropicais. Esses pontos sofrem intensa ameaça, pelas atividades humanas, já tendo perdido 70% de sua vegetação original, comprometendo todas as formas de vida ali existentes.

    Entretanto, a fragmentação dos habitats e, principalmente, o aquecimento global, tem ameaçado mais o grupo dos anfíbios, representado por quase 6.000 espécies no mundo (http://www.amphibiaweb.org). Os anfíbios são importantes bio-indicadores das alterações climáticas, possuem grande importância na cadeia alimentar de inúmeras espécies, são utilizados como eficientes modelos de pesquisa biomédica e são fonte de material de inúmeras pesquisas farmacológicas, que, há muito, vêm beneficiando a humanidade.
    Os dados mais recentes, levantados pelo Amphibiam Ark, informam que 43% das espécies estão em declínio e, entre 32-50 % já estão ameaçadas e, no Brasil, país com a mais rica diversidade do planeta, 26 espécies já estão ameaçadas e muitas já foram extintas.
    Segundo as previsões mais recentes, dentro de 60 anos o planeta aquecerá mais 4 graus centígrados, sendo que para a Amazônia o aumento será de 10 graus, o que causará um grande impacto na biodiversidade do planeta. Os anfíbios pagarão o maior preço.
    No contexto amazônico, o mais rico bioma do planeta, o impacto ambiental maior se dá, principalmente, pela devastação para viabilizar e expandir projetos desenvolvimentistas, mesmo antes de se ter um inventário completo do patrimônio natural, com grande parte ainda a ser descoberto, catalogado e estudado. Entretanto, é justo e necessário o incentivo aos meios produtivos de geração de renda, visando melhora social, e com isto contribuindo na resolução dos problemas ambientais. Mas, esses empreendimentos devem ser precedidos de análises de diagnósticos, como viabilidade econômica e sustentabilidade.
    Participando de propostas e projetos auto-sustentados na região, junto à algumas ONG´s, chamou-me a atenção a metodologia de trabalho utilizada pela ONG Instituto de Pesquisa em Educação e Formação Indígena (IEPE), na formulação de propostas e desenvolvimento de projetos auto-sustentados, respeitando anseios e os conhecimentos tradicionais, estimulando a educação, todos focados na ética e cidadania.

    Parabéns pelo texto que você postou.
    Cresce mais e mais a minha admiração por você.

    Beijos,

    lu

    [Responder]

    Cristine Reply:

    Olá querida Lu!

    Obrigada por enriquecer ainda mais o texto com o trecho da palestra de seu irmão. Os dados apresentados são preocupantes; cada espécie que desaparece do ecossistema pode ter consequências imprevisíveis, sem opção de retorno…

    Estou feliz em ver a grande participação dos blogs de todo o mundo no Blog Action Day (até agora, mais de 24 mil posts participantes!), e a grande divulgação dessas informações. É tempo de conscientizar as pessoas que todos os nossos atos têm consequências, e que só temos um planetinha…

    Grande abraço, amiga, e obrigada pelo carinho e participação.

    [Responder]

  • GUTIERRITOS says:

    O Texto é maravilhoso, trazendo-nos uma quantidade enorme de informações.

    Precisamos, cada um nós, entender que não existe meio ambiente, mas simplesmente ambiente.

    Nossa maior contribuição será sempre o local onde estamos vivendo.

    Temos que, principalmente, alterarmos nossa conduta, mudarmos nossos hábitos, detendo-nos, principalmente, com relação ao consumismo exagerado, mantendo, sempre que possível, a natureza que nos cerca intocada.

    Particular, tenho em minha casa, um quintal muito grande, onde plantei centenas de tipos de árvores e vegetais, que cada vez mais encanta-me, principalmente com a presença de animais, evidentemente, centenas de espécies de passáros, um mais bonito do que outro.

    A contribuição maior que podemos dar é censurar nossa conduta equivocada, que não se importa com a conservação e nem com a reciclagem.

    Parabéns pelo texto e pela rica matéria que o acompanha.

    Abraços.

    [Responder]

    Cristine Reply:

    Obrigada pela leitura e pelo rico comentário, Gutie!

    Enquanto continuarmos pensando que a responsabilidade de deter o aquecimento global é apenas das grandes empresas e dos governos (também é deles, e em grande parte, mas não só deles) e não fizermos a nossa parte, estaremos cada vez mais perto de um cenário aterrorizante como o do filme e mais longe de deixarmos um planeta habitável para nossos descendentes.

    Cada gota de água é importante para apagar esse fogo, e estamos todos juntos nesse barco (hoje estou cheia de metáforas).

    Aqui onde moro também somos privilegiados por receber a visita de muitos pássaros, os quais alimentamos. É um prazer poder alimentar os bichinhos e apreciar seu canto e beleza. Certamente se o quintal fosse todo cimentado nossos visitantes não viriam.

    Grande abraço!

    [Responder]

  • [...] @ratobibilioteca relembrando o filme O Dia Depois de Amanhã (que eu já vi várias vezes) [...]

  • Caldeirão de idéias e opiniões esta blogosfera, nossa demais este seu post, gostei muito do filme, gosto de fazer referencias a ele, assim como a Inteligencia Articficial, que mostra também os degelos, inundações e mais tarde a era glacial, porém de uma forma mais lenta, estes filmes deveriam ser mais divulgados para reflexões sobre as nudanças climáticas.

    Abração

    [Responder]

    Cristine Reply:

    Olá Altair!

    Obrigada pela leitura e comentário, realmente podemos encontrar opiniões bem diversas na blogosfera, e sempre aprendemos um pouquinho mais… Gostei muito de participar do Blog Action Day deste ano, vi muitos posts legais sobre mudanças climáticas, cada um abordando um ponto de vista diferente sobre o assunto. Visitei seu blog e gostei do seu artigo, ficou muito bom.

    Abraços!

    [Responder]

  • lorena says:

    gostei muito fis um trabalho para nota e tirei 6 graças a esse sit maravilhoso

    [Responder]

    Cristine Reply:

    Obrigada pela visita e comentário, Lorena.

    Abraço!

    [Responder]

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