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Novembro 3rd, 2008
… não são mais aquela coisa riponga, descuidada e simplesinha de que lembramos. Lembro da minha adolescência, quando fiz e usei bastante uma bolsa de crochê com barbante, que na verdade era uma sacolinha franzida e com alças de cordão, compridíssima e que eu enchia de broches coloridos. Nada como ter 15 anos… (não, não tenho nenhuma foto dessa bolsa para provar minha época paz e amor - rsrs)

Hoje em dia as coisas são diferentes. Buscamos uma vida mais natural, com alimentos orgânicos, reciclagem, consumo consciente, mas também adoramos produtos de qualidade e com bom acabamento.

O barbante e os fios de algodão em geral são uma ótima opção para produtos artesanais com boa qualidade, boa aparência, resistência e versatilidade. Podemos fazer coisas lindas com eles!

Hoje temos barbantes coloridos, macios, em várias espessuras, até mesmo com fios metálicos, e as possibilidades são inúmeras! Por exemplo, adoro misturar fios diferentes na mesma peça, de várias cores, e sempre criar coisas novas.

Como o barbante é resistente, ele é ideal para fundos e alças de bolsas (por exemplo, nas bolsas Fiona, Penélope e Meggie) ou para a bolsa inteira (como a Elizabeth ou a Cathy barbante).

Dependendo da cor e do modelo, podemos ter tanto uma bolsa prática e versátil para o dia-a-dia quanto uma bolsa mais delicada, ótima para os dias de primavera e verão. O barbante é uma delícia de trabalhar, macio e resistente, e o resultado é lindo!

Também podemos enfeitar a bolsa com broches, um lenço, um chaveirinho, criar e inventar!

O acabamento é o de todas as bolsas Terracota: bolsas forradas, com bolsos internos, pequenos detalhes caprichados e tudo feito à mão e com muito carinho pra você. Sem falar na exclusividade dos produtos Terracota: pouquíssimas bolsas de cada modelo, peças únicas e exclusivas, muita criatividade e a certeza que terá uma bolsa só sua, única!

Confira no site Terracota as bolsas disponíveis; ainda há muita coisa bonita por lá, com preços acessíveis e que são ótimas sugestões para você ou para o Natal!

Um abraço,
Cristine
Outubro 9th, 2008
Estamos na Primavera! Bom, já faz algum tempo, mas por aqui parece que estamos em pleno inverno, com uma chuvinha fina e aquele frio úmido característico de Mogi (brrr..)
Para alegrar um pouco esse tempinho frio, vejam que bonito e interessante: uma exposição de flores de crochê, tricô, bordados, fuxicos e muito mais feita por uma artista alemã, Ursel Arndt, no Museu de Tricô da Noruega (Norwegian Knitting Museum). As fotos são do blog Tiny Happy, da neo-zelandesa Melissa, que vive na Noruega.

“This is part of an exhibition called ‘Teppet 10,000 Blomster’ that I went to see in Bergen at the Norsk Trikotasjemuseum (Norwegian Knitting Museum.) German textile artist Ursel Arndt put together the installation, using many, many handmade flowers. There is more information about the piece here (if you can understand Norwegian.)
I loved the grand scale of the work- the colourful extravagance of so many bright little pieces of crochet, knitting and embroidery. The backing fabric is a fine calico cotton, and the whole work is placed against a large glass wall, letting the sun shine through the fabric and all the small spaces between the flowers.

Adorei o blog Tiny Happy; Melissa faz lindos bordados, inclusive nos sapatinhos feitos de linho antigo que ela faz para bebês e vende em sua loja Etsy. Com duas crianças pequenas, que vestem lindas roupinhas feitas pela mãe, ela mostra em seu blog os pequenos prazeres da vida, como uma fornada de biscoitos, as flores do jardim, a neve recente e o boneco de neve das crianças, uma nova almofada para o sofá, a foto de uma flor e logo em seguida a mesma flor bordada em um tecido antigo.


Como eu, ela adora reaproveitar coisas antigas, transformar tecidos, botões, linhas, cores em novas obras de arte. Recomendo este blog para quem gosta destas pequeninas coisas que dão mais sabor à vida.

Um abraço!
Setembro 27th, 2008
A bolsa Fiona, uma das mais procuradas aqui no blog, está de volta em nova edição!
Mas como não consigo ficar sem inventar novidades, estas Fionas têm alguns detalhes interessantes:
Para começar, o lindo enfeite de contas de madeira na frente da bolsa; algumas contas são novinhas, e outras são legítimas vintage (mais um colar da mamãe que foi devidamente transformado - ou “upcycled”, como dizem por aí….)

O fundo, pala e alças são de barbante; as alças são costuradas e reforçadas com rebites metálicos e o fundo é reforçado; a bolsa é molinha mas mantém a forma!

O corpo da bolsa é feito de dois fios de algodão (no modelo chocolate) ou três fios de seda e algodão (nos modelos verde e azul), naquele ponto lindo que imita o trançado de uma cestinha. Adoro!

O fecho é magnético, como na edição anterior. Por ser uma bolsa de alças médias, que fica juntinha do corpo, suas coisas estarão protegidas nesta bolsa macia e resistente.

E o interior tem forro de tergal creme pregado à mão com pontinhos invisíveis (como todo acabamento Terracota, com muito capricho e cuidado) e tem bolso de zíper com pingente de crochê em formato de flor. Detalhes que fazem a diferença!

Comecei a fazer essas bolsas e me empolguei com o modelo tão gostoso, acabei fazendo em três cores diferentes: verde (na verdade uma combinação de verde e bege que combina com as flores da primavera), azul (quase um jeans, combina com tudo!) e chocolate (não dá vontade de comer um bombom ao ver essas cores?)

E junto com as bolsas, uma novidade no site: agora a seção Vitrine, na página inicial, mostra uma seleção dos produtos disponíveis no site, sejam bolsas, porta-óculos, broches ou outras coisinhas bonitas. Para mudar a seleção, é só atualizar a página (tecla F5)!
Aproveite as novas Fionas e escolha logo a sua, pois já estou com projetos novos à vista… para fazer aos pouquinhos quando tiver um tempo (ai ai…)
Um grande abraço!
Setembro 16th, 2008
…se faz uma bolsa; juntando linhas que passeiam com a agulha, dando voltas ao redor de si mesmas e criando formas, unindo cores e aos poucos nos deixam perceber no que se transformarão. Depois de tecida, é hora de fazer o forro, novamente ponto por ponto, costurando, unindo partes, fazendo detalhes, um ziper aqui, um bordado ali, o reforço no fundo para agüentar o tranco. Depois unir as partes, com pontinhos pequeninos que não devem ser vistos, caprichar nos detalhes, nos enfeites, e ao fim de horas e horas de trabalho dedicado temos uma nova bolsa!

Quem dera se todo esse processo fosse rápido e contínuo; na verdade cada etapa é feita conforme a disponibilidade, quando temos algumas horas livres aqui e ali aproveitamos para fazer mais uns pontinhos da nova criação.

E os trabalhos são feitos em paralelo; sempre há algumas começando, outras a meio caminho ente a linha e o acabamento, algumas esperando pacientemente suas alças e forros, e aquelas quase prontas, nas quais falta apenas um pequeno toque para poderem ser fotografadas, ‘batizadas’ e conhecidas.

Em meio a esse mundo de linhas e fios há o mundo real, com prazos, obrigações, compromissos, alegrias, aborrecimentos, e tudo de que é feita a vida. Quisera eu ter um duende que costurasse os forros à noite, como no conto do sapateiro e os duendes… mas os forros não se costuram sozinhos, assim como os sapatos não são feitos magicamente por duendes. Tudo requer esforço, tempo, dedicação e trabalho duro.

Mas por fim há a alegria do trabalho pronto, de ver o resultado de tantas horas de dedicação. Artesanato é paixão, é vício, é alegria. É muito mais que apenas materiais transformados em um produto acabado. É muito mais que a soma das horas e das linhas, dos dedos espetados e dos olhos ardendo, é a alegria de ver o resultado do trabalho feito com as mãos, a cabeça e o coração.

Como já disse aqui, o artesanato para mim não é uma linha de produção, atacado, produtos em série. Cada bolsa é diferente das outras, e feita demoradamente. Por tudo isso e por eu ter outra atividade profissional, é que o site fica tantos dias sem novidades. Nestes tempos de informações novas a todo instante, é normal que as pessoas fiquem impacientes por não verem coisas novas todo dia.
Mas ainda há muitas coisas bonitas disponíveis por lá, dêem uma olhada e escolham sua preferida! As idéias fervilham por aqui, o tempo é curto e são só duas mãos para fazer tudo, mas assim que ficarem prontas, as bolsas vão correndo para o site. Fiquem de olho!
Uma ótima semana de trabalho e alegrias para todos!
Agosto 28th, 2008
Criei este modelo pensando em uma bolsa macia, que unisse matelassê e bordado, e que permitisse a combinação de cores e materiais para criar modelos sempre diferentes. E adorei o resultado!

Esta foi a primeira Elise (o protótipo) e acabou ficando comigo. Ela é fofa, enorme, e usei um tecido vintage (uma viscose estampada) e enfeitei a bolsa com bordados ‘blue work’ feitos com linha de algodão. Esou usando-a há algum tempo, e está aprovada: é espaçosa e resistente ;-D

Como gostei do modelo, e depois de devidamente ‘batizada’, comecei a misturar tecidos, cores, materiais e criar bolsas bem diferentes entre si: seja de veludo chamois, lãzinha, tecidos estampados ou lisos, com alças de tecido ou de crochê, ela sempre tem bolsos internos, alças reforçadas e um lindo bordado feito à mão. São bolsas bem diferentes, exclusivas e peças únicas; confira as que ainda estão disponíveis no site.

Neste caso, o bordado foi feito sobre a própria estampa do tecido, realçando as cores das rosas; gostei muito desta estampa, e fiz os porta-óculos e o broche de crochê combinando.

Esta aqui recebeu, além do bordado, um babado feito com uma linda renda vintage que eu tinha guardada em minha caixinha de preciosidades, e que de vez e quando uso em meus trabalhos (ainda vou enfeitar alguma bolsa com o que sobrou da renda que usei no meu vestido de noiva, aguardem! )

Uma bolsa tão gostosa só podia receber o nome de uma personagem de um livro que li há mais de vinte anos e que adorei: Elise Mac Kenna, do livro (e filme) “Em Algum Lugar do Passado“, de Richard Matheson.
Richard Collier sentiu-se estranhamente atraído por aquela foto… até descobrir que seu grande amor estava no passado, e que faria de tudo para reencontrá-la: Elise McKenna, uma encantadora e alegre atriz de sucesso que apresentou-se no Hotel del Coronado em 1896 e após essa data, tornou-se uma mulher reclusa e misteriosa. Procurando descobrir mais sobre a mulher por quem se apaixonou, Richard empreende uma jornada fantástica para (re)encontrar seu amor. Este livro delicioso foi vivido no cinema por Jane Seymour e Christopher Reeve.
(Em Algum Lugar do Passado - Richard Matheson)
Richard Matheson é mais conhecido por suas histórias sombrias, como Eu Sou a Lenda (filmado três vezes) e roteiros de cinema como Encurralado, dirigido por Steven Spielberg, e o último episódio do filme de 1983, Além da Imaginação (o pesadelo no avião). Ele também escreveu episódios de Jornada nas Estrelas e da série Além da Imaginação. Outro romance conhecido de Matheson foi Amor Além da Vida, também levado às telas e que teve Robin Williams, Anabella Sciorra e Cuba Gooding Jr nos papéis principais).
Escolha sua Elise preferida, pegue o livro ou o DVD de Em Algum Lugar o Passado e mergulhe nesta história romântica e inesquecível.
Um beijo!
Links interessantes:
Site oficial do filme Em Algum Lugar do Passado; confira o artigo com as semelhanças entre EALdP e Titanic; muito interessante!
Clipe no YouTube com cenas e as músicas do filme (a de Rachmaninoff, e a música-tema cantada, muito bonito - esse eu não conhecia, mas adorei)
Agosto 15th, 2008
O artesanato, e em especial o crochê, há algum tempo era visto como coisa “de vovó″; ser vista tricotando em público? Nem pensar! Bom, hoje isso mudou, muitas jovens se aventuram com as agulhas de crochê e tricô, e há alguns anos temos o Dia Mundial de Tricotar em Público, ou World Wide Knit in Public Day (WWKIP), comemorado (ou tricotado) em 14 de junho, e que tem tido uma participação cada vez maior de pessoas de todas as idades. A idéia começou em 2005, com a australiana Danielle Landers, que teve a idéia de reunir tricoteiros no segundo sábado de junho para reunir idéias, técnicas e companhia. Legal, não?
Com a tendência crescente de valorização do trabalho artesanal, os estilistas e as celebridades ‘descobriram’ os acessórios feitos com técnicas artesanais (embora nem sempre feitos de maneira artesanal, pois na verdade são industrializados), e hoje vemos as celebridades usando muitas coisas bonitas (e outras nem tanto…) de crochê, tricô e outras técnicas. Veja alguns exemplos:
Eva Longoria combinou uma linda bolsa e vestido de crochê, com muito bom gosto.

Jessica Alba e a famosa bolsa Salvatore Ferragamo (linda!)
Halle Berry e sua famosa bolsa de crochê de Gerard Darel, que também é a favorita de Angelina Jolie e Cameron Diaz. A linda bolsa custa ‘apenas’ 399 dólares. Mas, se quiser fazer a sua, basta seguir estas fotos e tentar copiá-la.


Outra bolsa de crochê (na verdade é de tricô!) de Salvatore Ferragamo (acima), pela bagatela de 1.650 dólares…

A bolsa de crochê ( que na verdade é de macramê!) de Binetti, que custa 450 dólares na Neiman Marcus.

Esta delicada bolsa de crochê (que na verdade é tricô!), de Nordstrom, custa apenas 188 dólares.

A trabalhada bolsa de tricô (desta vez acertaram!) da Echo Design, custa 198 dólares.

Na onda craft, o patchwork marca presença na bolsa de patchwork feito com couro colorido, de Dolce & Gabanna, escolhida por Beyoncé (acima); na minha opinião, o resultado não foi dos mais felizes, mas não se compara ao absurdo da bolsa criada por Lauren Klien como tributo a Louis Vuiton, misturando pedaços de bolsas LV. Medonho! Mas parece que Beyoncé também gostou dessa… :-S

O site Fashion Era, ao discutir as bolsas de luxo, comenta em um artigo:
O endosso das celebridades é o que está causando o fenômeno das bolsas. Alta visibilidade, com apoio das celebridades, é uma publicidade bem-vinda para o produtor das bolsas. As celebridades geralmente ganham as bolsas de presente, e logo estas se tornam “a” bolsa mais procurada. Mas “a” mais nova bolsa é a bolsa personalizada, aquela feita sob encomenda e que ninguém mais tem. O único modo de garantir isso é se dispor a gastar milhares, seja de dólares ou libras - não importa qual, estamos falando de mais de 10 mil. Essas bolsas personalizadas têm preços de 10 a 12.000 libras na etiqueta. É luxo, luxo e mais luxo.

Esta é para horrorizar os ecologistas de plantão (e assustar qualquer bolso!); a exclusiva bolsa Gucci, de patchwork com couro de crocodilo e avestruz e detalhes de bambu e de ouro nas alças. Foram feitas apenas 10 unidades desta maravilha, que custa apenas 22.700 dólares (gasp!)
Acho que Gucci teve mais bom gosto com a coleção outono-inverno 2008/2009, claramente inspirada nos hippies dos anos 60, com muitas franjas, tachas, aplicações, tecidos de tapeçaria, tons terrosos e com muitos cabelões e batinhas nas fotos do site (uma clara referência ao estilo hippie, como se fossem cenas do filme Hair, só que muuito mais chique). Adorei!

Uma idéia interessante de que gostei muito foi o “The Counterfeit Crochet Project”, um projeto criado em 2006 por Stephanie, uma artista de San Francisco, com a idéia de copiar bolsas de grifes famosas usando crochê, e adicionando um toque pessoal. Artesãs de várias partes do mundo criam suas cópias e enviam as fotos, que são publicadas no site. O resultado é tanto uma homenagem aos produtos originais quanto uma crítica à sociedade de consumo, e “uma chance das pessoas terem o objeto de consumo desejado, feito por elas mesmas e sem dar um centavo à marca original. Elas já foram excluídas pelos estilistas, quando eles decidiram manter seus preços astronomicamente altos”.

Stephanie acrescenta:
Creio que a imaginação e a criatividade estão na essência daqueles que decidem fazer coisas para si mesmos. O artesanato não é valorizado e até mesmo desprezado como uma forma “vernacular” viável de expressão. Eu vejo o ímpeto de fazer alguma coisa a mão em uma era de produção em massa como um ato pessoal e até mesmo político, um modo de dar a si mesmo a capacidade de criar e produzir em uma época de padronização e varejo.
FInalmente, uma opinião pessoal: quando criei o site Terracota, conheci muitas artesãs talentosíssimas do Brasil e de outros países, fiz muitas amizades e vi trabalhos maravilhosos. Gosto muito dessa tendência atual de valorização do artesanal, do feito a mão, das técnicas “que a mamãe ensinou”, e fico muito feliz em ver que as bolsas de crochê, tecido, patchwork e outras técnicas estão sendo cada vez mais valorizadas e procuradas.
Temos coisas lindíssimas por aqui, e muitas opções para quem quiser usar um produto artesanal, de bom gosto e com preços acessíveis. Se você sabe fazer, faça e use com orgulho; se não sabe, escolha a sua preferida entre as inúmeras opções disponíveis, e use também com orgulho, pois ela foi feita com carinho e dedicação por alguém que ama a sua arte.
Beijos, e um ótimo fim de semana!
Agosto 10th, 2008
Continuando a apresentar os modelos de bolsas, a bolsa Elizabeth foi inspirada em Elizabeth Bennet, do romance “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen. Este romance delicioso e cheio de ironia sutil é um clássico da literatura inglesa e mundial, e com personagens bem característicos.
Elizabeth Bennet, um dos personagens femininos mais populares da literatura inglesa, é a segunda de cinco filhas em uma família do século 19. Como as mulheres não podem herdar, a família precisa casar as cinco moças. Mas Elizabeth recusa-se a aceitar um arranjo baseado exclusivamente na conveniência. Ela vê Mr Darcy, considerado um ‘bom partido’, como pessoa orgulhosa e inflexível; no decorrer da história ela perceberá seu próprio preconceito, a verdadeira natureza dele e, mais importante, de si mesma. Após essa percepção, ela finalmente toma sua decisão. Este romance cheio de crítica, ironia e ótimos personagens recebeu várias versões cinematográficas.
(Orgulho e Preconceito - Jane Austen)
Já li e reli este livro muitas vezes, e sempre adoro os comentários sutis sobre a sociedade inglesa do século 18. No livro “… é minuciosamente estudada a sociedade daquele tempo, a mediocridade dos seus tipos, o ridículo dos seus hábitos, a vaidade e a tolice de burgueses e nobres que o preconceito separava” (em Introdução, de Lúcio Cardoso).
“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa.”
“… Jane não estava nada melhor. As irmãs, ouvindo isto, repetiram três ou quatro vezes que sentiam muito, que era bastante desagradável resfriar-se, e que detestavam ficar doentes. E depois não pensaram mais no assunto. A indiferença que manifestaram para com Jane, longe de sua presença imediata, restituiu a Elizabeth o prazer de detestá-las como antigamente.”
“- A sua governanta foi despedida?
-Nós nunca tivemos governanta.
-Nunca tiveram governantas? Como é possível? Educar cinco filhas sem uma governanta! Nunca ouvi tal coisa! Sua mãe deve ter ficado escravizada à educação de vocês!”
Para essa personagem sincera, sensível e com personalidade forte, escolhi esta bolsa prática, macia e resistente. Feita de barbante e linha de algodão, ela tem alças de crochê forradas, fecho magnético e dois bolsos internos.

O fundo, também de barbante, é reforçado e a bolsa é bem espaçosa. Ela vem com um broche de crochê em formato de flor, que pode ser usado na própria bolsa ou em uma blusa. Lindo, e super atual!
O bolso interno de zíper tem detalhe de pingente de crochê, muito delicado!

Por ser um modelo muito gostoso e procurado, em breve teremos outras Elizabeths por aqui, sempre com cores em tons naturais e com o acabamento caprichado das bolsas Terracota; mas ainda há algumas disponíveis no site!
Um abraço, e uma boa semana!
Agosto 7th, 2008

Recebi este selo/prêmio de minha amiga Lota, do Colares e Acessórios. Lota é uma pessoa alegre, simpática e talentosa, e fiquei muito feliz com seu carinho ao me escolher para este prêmio.
Algumas pessoas podem pensar que esta é mais uma ‘corrente’, mas eu vejo como o carinho de pessoas que reconhecem nosso trabalho, apreciam nossa dedicação e querem expressar isso de uma forma simpática. Obrigada, Lota!
Aqui estão as regrinhas do prêmio:
1 – Aceitar e exibir a imagem,
2 – Linkar o blog do qual recebeu o prêmio e
3 – Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.
Os meus blogs indicados (sobre os mais diversos assuntos) são:
- Tessituras
- Rainhas do Lar
- Enzimas Virtuais
- Pensar Enlouquece, Pense Nisso
- SuperZiper
- O Que Elas Estão Lendo?
- Mila Viegas - blog no Elo7
- Nomes Só
- Banana Craft
- Pensamentos de uma Batata Transgênica
- Danny Barros - blog no Elo7
- Faça a Sua Parte
- Como Faz?
- Blog da Rosely Sayão
- Posie Gets Cozy
Um abraço!
Agosto 2nd, 2008
Hoje tive duas boas surpesas: descobri que as bolsas Cathy foram citadas (com foto, texto em português e em inglês) no BrontëBlog, junto com outros artesanatos (lindos, por sinal!) com nomes inspirados nos romances das irmãs Brontë.

A segunda surpresa foi o próprio blog: criado por fãs da literatura das irmãs Brontë, contém notícias relacionadas aos livros, peças de teatro e filmes baseados nos romances das irmãs, críticas e resenhas, e links para os textos originais dos livros (em inglês) e para outros trabalhos baseados neles. Tudo muito interessante para quem adora os romances das irmãs. Já foi para minha lista de Favoritos!
A família era composta das irmãs escritoras Charlotte, Emily e Anne, as duas irmãs mais velhas (Maria e Elizabeth) que morreram ainda jovens, e do irmão Bramwell, que morreu aos 31 anos de alcoolismo, após tentar sem sucesso a carreira de escritor. Eles cresceram em Haworth, na Inglaterra, no início do século 19.
As três irmãs escreviam compulsivamente desde a infância e publicaram seus poemas em 1846 com os pseudônimos de Currer, Ellis e Acton Bell. Após o fracasso do pequeno livro, voltaram à prosa e mais tarde, em 1847, publicaram seus romances Jane Eyre (de Charlotte Brontë), O Morro dos Ventos Uivantes (de Emily Brontë) e Agnes Grey (de Anne Brontë).
Os romances tornaram-se sucessos, mas as carreiras de Emily e Anne foram interrompidas pela doença e morte prematura (em 1848 e 1849, respectivamente). Anne ainda publicou seu segundo romance, O Campeão de Widfeld Hall, um ano antes de sua morte. Charlotte publicou os romances Shirley (1849), Vilette (1853) e O Professor, que foi seu primeiro romance e publicado apenas em 1857, após sua morte. Charlotte morreu em 1855 com apenas 38 anos. Seu romance inacabado, Emma, foi publicado em 1860.
Os três romances mais famosos das irmãs são clássicos da literatura inglesa e mundial, e receberam diversas adaptações para o teatro e cinema. As versões mais conhecidas de O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights) no cinema foram a de 1939, com Laurence Olivier e Merle Oberon como Heathcliff e Catherine Earnshaw e David Niven como Edgar Linton, e dirigido por Wiliam Wyler, e a de 1992, esta bem mais fiel ao livro, com Ralph Fiennes e Juliette Binoche como Heathcliff e Catherine (Earnshaw e Linton), dirigida por Peter Kosminsky e com a lindíssima trilha sonora de Ryuichi Sakamoto.
Jane Eyre também teve várias versões cinematográficas, com destaque para a de 1996, dirigida por Franco Zefirelli, com Charlote Gainsbourg e William Hurt como Jane e Rochester. Esta versão ainda tem a participação de Anna Paquin como Jane na infância, e Geraldine Chaplin como Miss Scatcherd.
Para quem se interessou, recomendo uma visita ao BrontëBlog e uma passadinha na locadora, estes filmes realmente valem a pena!
Um abraço!
Julho 30th, 2008
Seguindo a tendência cada vez maior de compras pela Internet, que já está praticamente consolidada no setor de livros, CDs e DVDs, agora estão surgindo mais opções: a compra de roupas, acessórios e outros artigos ligados à moda.
No artigo publicado no último dia 26 no Suplemento Feminino do Estadão, vemos que os consumidores estão procurando novidades de moda na Internet. “A moda se firma como o setor mais ascendente no e-commerce. “Roupas e acessórios estão ganhando espaço”, observa Lígia Dutra, especialista em comércio eletrônico. E o mundo fashion está de olho na rede. “
Desde sites de venda de roupas de grife em ponta de estoque, lojas virtuais de grandes magazines como Marisa ou C&A, sites como o E-Closet ou o Superexclusivo (só com convite), com sobras de coleções de estilistas famosos ou os brechós virtuais, em que é possível comprar roupas semi-novas em bom estado diretamente com as proprietárias (até de marcas famosas!), as opções são inúmeras, para todos os gostos (e bolsos).
O artigo do Estadão também destaca o Elo7,com lojas de produtos feitos a mão, com opções variadas, desde bolsas, bijuterias, acessórios, roupas e artigos de decoração, e até móveis artesanais.
Em contraponto às lojas citadas, há o Elo7, especializado em produtos feitos à mão. Este entrou no ar em março e já conta com 700 artesãos, cada um com sua loja. “O site recebe cerca de 4 mil visitantes por dia. Os produtos são diferenciados e é possível personalizá-los”, explica o responsável Juliano Ipolito.
Esses endereços eletrônicos têm a mesma história. Todos foram baseados em sites internacionais de e-commerce fashion, como o Net-a-Porter e Private Outlet. As vantagens financeiras de uma loja virtual são atrativos para os negócios. Foram citados o baixo custo para criar e manter a loja, o alcance global da internet e o risco zero de inadimplência, uma vez que o comprador paga antecipadamente.
As trocas são sempre possíveis e há devolução do dinheiro em casos de decepção com a compra. Normalmente, os pagamentos são feitos via boleto ou cartão de crédito, e os endereços devem contar com sistemas seguros de transação. Tudo para garantir um novo look sem sair de casa.
Em outro artigo, do Meninas da Moda, podemos ver que o crescimento do comércio eletrônico está trazendo bons resultados para as lojas e para os consumidores.
Os consumidores estão cada vez mais comprando de casa: seja online, do catálogo ou da TV. De acordo com uma pesquisa do setor de varejo, 85% estão comendo em casa ao invés de sair e 55% preferem alugar filmes que ir ao cinema. Nada de lojas lotadas, filas no caixa e no provador ou disputa pelo ultimo número daquele vestido. E a concorrência está cada vez mais acirrada. Com 32 milhões de internautas, sendo que 20% compram online, é preciso se diferenciar para chamar a atenção do consumidor. A previsão é de que neste Natal as vendas na Internet tenham crescimento de 45% em relação a 2006, com faturamento de R$1 bilhão, segundo o site e-bit.
De acordo com a Retail Week, os clientes são ainda mais exigentes online do que nas lojas de rua, então, identificar o que os deixa satisfeitos é vital para o sucesso na web. As demandas dos dois tipos de consumidores são as mesmas, apesar de que preço e comodidade são os dois fatores que eles procuram no varejo virtual. De fato, os varejistas podem reunir mais informações do comportamento do consumidor na net que na loja. Desse modo, ha vários fatores que diminuem a probabilidade do consumidor cancelar sua compra na loja virtual: definir os grupos de consumidores online, criar fidelidade, expor o produto da forma mais clara possível, disponibilizar muita informação, fácil navegação, entre outros. Assim como a ambientação da loja real, na virtual dá pra transmitir a imagem da marca, passando o conceito pelo design do site.
No setor de brechós virtuais, houve uma verdadeira explosão nos últimos meses, com o surgimento de vários sites/blogs com roupas bem-conservadas e com estilo! Entre as inúmeras opções na Internet, estão blogs como o Brechó da Suzy (de Suzana, com roupas coloridas e modernas), O que é Meu Pode ser Seu (de Fernanda, com peças bem femininas e alguns artigos vintage), Pequeno Luxo (de Lilica, com roupas modernas, novas e seminovas), Vintage Brechó (de Mila, com peças semi-novas e vintage) ou o Filet pra quem é Mignon (com roupas de marcas famosas pra quem é mignon). Este último é o brechó de Cristiana Guerra, publicitária conhecida pelo blog Hoje Vou Assim, com fotos das roupas com que ela vai trabalhar todos os dias.
Para mais informações sobre os brechós virtuais, veja o ótimo artigo de Aletéia Ferreira no Espaço da Moda, Guarda-roupa na Internet.
No setor de bijuterias, o consumidor que prefere comprar pela Internet encontrará muitas opções de peças artesanais em vários estilos, como LD Bijou (de Luisa, com peças originais e delicadas com metais e pedrarias), Colares e Acessórios (de Lota, com trabalhos criativos que misturam materiais como pedras, metais e crochê), Fanáticas por Bijuterias (de Nataly e Regiane, com brincos e pulseiras em cores suaves e strass) ou o Balaio de Contas (de Ale, com muitas pedras coloridas), entre muitas outras.
Seguindo essa tendência, o Terracota Bolsas foi criado especificamente para vendas pela Internet. A marca oferece bolsas de crochê e tecido e acessórios exclusivos e em sua maioria, peças únicas, que são vendidos apenas pelo site e na loja do Elo7.

Cada vez é mais fácil ficar bonita, bem-vestida e na moda, com a comodidade de escolher os produtos preferidos pela Internet, fazer pagamentos seguros e receber o pedido em casa. E também ficará mais fácil fazer as compras de Natal pela Internet, sem ter de enfrentar grandes filas e aglomerações nas lojas físicas. Basta planejar a lista de presentes, visitar as várias opções de sites disponíveis e fazer as compras com calma e antecedência, no conforto de sua casa.
Boas compras, e um abraço!
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